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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles
(1923) também conhecida como ‘a primeira dama da literatura brasileira", é uma Escritora, Romancista e Contista Brasileira, considerada como uma das maiores escritoras brasileiras do século XX e da história da literatura brasileira. Lygia é a grande representante do movimento Pós-Modernista, cujo as obras retratam temas como o amor, o medo, a loucura e a morte. É membro da Academia Paulista de Letras, desde 1982, e foi eleita para a cadeira n.º 16 da Academia Brasileira de Letras, em 1985.

Frases Célebres:


Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

"A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite. Está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza."

"Eu prefiro ultimamente lutar mais com as palavras do que lutar com as pessoas, as pessoas estão mais difíceis." 

"O planeta está enfermo. Por que há um medo que se espalhou no mundo, o medo físico, o medo universal. Este medo faz com que as pessoas fiquem mais complicadas, embrulhadas." 

"Sabendo interpretar o que lê, o estudante organiza as ideias e produz bom texto. O resto é conversa, falsa teoria."

"Tentei ser moderna, mas não deu. É sensual a relação que tenho com minha máquina de escrever." 

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

"O dia em que o sonho nos abandonar, nós estaremos tão tristes, vivos, mas tão tristes como se tivéssemos morrido." 

"As mulheres querem a liberdade para seguir a vocação." 

"Quero te dizer que nós as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo."

"Quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas às vezes tenho essa necessidade voraz de me libertar de todos." 

"Não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível." 

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

"Já que é preciso aceitar a vida, que seja corajosamente." 

"Na vocação para a vida está incluído o amor, inútil disfarçar, amamos a vida. E lutamos por ela dentro e fora de nós mesmos." 

"Na realidade o amor é uma coisa tão simples… Veja-o como uma flor que nasce e morre em seguida por que tem que morrer. Nada de querer guardar a flor dentro de um livro, não existe nada mais triste no mundo do que fingir que há vida onde a vida acabou." 

"Eu me aproximo das pessoas como um ladrão que se aproxima de um cofre, os dedos limados, aguçados, para descobrir, tateantes, o segredo."

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

"Se é difícil carregar a solidão, mais difícil ainda é carregar uma companhia." 

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

"A distância mais curta entre dois pontos pode ser a linha reta, mas é nos caminhos curvos que se encontram as melhores coisas da vida."

"Eu tenho vocação para a alegria, mas é uma vocação mal cumprida."

"A literatura da mulher é diferente da literatura do homem lá nas raízes, isso porque a mulher é mais intuitiva do que o homem."

Frases Célebres de Lygia Fagundes Telles

"Para não envelhecer, é preciso morrer jovem."




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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Frase do Livro As Meninas

Frase do Livro As Meninas

Frase do Livro:

"Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e quando vejo a alegria está instalada em mim."

Frase do Livro As Meninas

quarta-feira, 10 de junho de 2020

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A Beleza - Lygia Fagundes Telles

“A Beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no Crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.”
Frase:
“A Beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no Crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.”
Lygia Fagundes Telles

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Frases e Citações - Lygia Fagundes Telles

Subo a escada devagar para sentir nos cascos a quentura da pedra.
Uma borboleta pousou no corrimão bem ao meu alcance.
Prendi-a pelas asas, mas tremeu tanto que soltei-a.
Saiu voando buleversada como se tivesse ficado cem anos presa.
Nos meus dedos, o pó prateado. Tão breve tudo.
Prendi assim a alegria, ainda há pouco foi minha,
mas se debateu tanto que abri os dedos antes que a ferisse,
não se pode forçar.
Um pouco mais que se aperte e não fica só o pó, mas a alma. 


Lygia Fagundes Telles

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Frases e Citações - Lygia Fagundes Telles

"Quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas essa necessidade voraz que às vezes me vem de me libertar de todos. Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta fria ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentos e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todas as portões e quando vejo a alegria está instalada em mim."
 Lygia Fagundes Telles

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O direito de não amar - Lygia Fagundes Telles


Se o homem destrói aquilo que mais ama, como afirma Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: “Nem comigo nem com ninguém!” Deste raciocínio para o tiro veneno ou faca, vai um fio. 

A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar, mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, “pois que ela viva!” – decidiu ele na sua fúria vingativa.

Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que ela amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquistá-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera – era violento – começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem os recursos da rima e dos diamantes, mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo. 

Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, “ela não tem o direito de me fazer isso!” Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: “Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!” – jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranqüilizada,  com a esperança de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras. 

O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, meio sinistro, mas lúcido: “Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça!” Pobre, com um filho debilóide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia. 

Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar ao menos que ela seja feliz.

Lygia Fagundes Telles

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Das necessidades - Lygia Fagundes Telles



Selecionei as neuroses mais comuns e que podem nos levar além da fronteira convencionada: 


Necessidade neurótica de agradar os outros.
Necessidade neurótica de poder.
Necessidade neurótica de explorar os outros.
Necessidade neurótica de realização pessoal.
Necessidade neurótica de despertar piedade.
Necessidade neurótica de perfeição e inatacabilidade.
Necessidade neurótica de um parceiro que se encarregue da sua vida.

– ô! Deus – mas desta última necessidade só escapam mesmo os santos.
E algumas feministas radicais. Tão difícil a vida e seu ofício.
E ninguém ao lado para receber a totalidade dos seres humanos,
isso nos últimos anos da sua vida sem muita ilusão......

A minha tiazinha falava muito na falta que lhe fazia esse ombro amigo, apoio e diversão, envelheceu procurando um. Não achou nem o ombro nem as partes, o que a fez chorar sentidamente na hora da morte.
- Mas o que você quer, queridinha?! a gente perguntava.
- Está com alguma dor? Não, não era dor.
- Quer um padre? Não, não queria mais nenhum padre, chega de padre.
Antes do último sopro, apertou desesperadamente a primeira mão ao alcance:
“É que estou morrendo e não me diverti nada!"

 Lygia Fagundes Telles

in " A Disciplina do amor"

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