Sabe aquelas caricaturas engraçadas de pessoas que às vezes tem um queixo um pouquinho grande e na caricatura aparece completamente exagerado? O caricaturista exalta e exagera características marcantes das pessoas mostrando, através da imagem, quem ela realmente é. A vida nos desenha episódios da mesma maneira, exagerando nos fatos e acontecimentos para tomarmos consciência de quem realmente acreditamos que somos. Eu digo acreditamos porque nos deixamos invadir por crenças e opiniões alheias e acreditamos nisso sem buscarmos a nossa verdadeira identidade.
Sabe aquelas inseguranças íntimas, que não temos coragem de contar para ninguém? Pois é, a vida as faz aparecer de modo exagerado para que possamos curar, refletir e mudar essas inseguranças. Tudo começa quando nos incomodamos com algo em alguém ou por alguma situação. De repente ficamos com raiva, indignados e nos sentindo vítimas de situações que não nos fazem bem, porém não conseguimos nos desvencilhar dela. Quando isso acontece, é importante que identifiquemos logo o que devemos aprender com aquela situação para não ficarmos sofrendo e nos sentindo vítimas. Quem de nós nunca passou por situações semelhantes, e nos pegamos esbravejando: O que eu fiz para merecer isso? Por que fui cair justamente nessa família? Sempre arrumo chefes ignorantes!!, etc..
Na verdade, TODOS os acontecimentos das nossas vidas refletem TUDO o que sentimos internamente, de modo mais EXAGERADO, para que possamos realmente perceber e aprender as lições. Porém, como vivemos meio dormentes, não conseguimos enxergar isso e começamos a culpar o outro, quando o acontecimento é ruim e nos tornarmos arrogantes quando os acontecimentos são bons.
Vejamos, se conseguimos fazer um grande projeto dar certo... EU FIZ. Se aquele projeto deu errado, foi por causa do chefe, do homem da fábrica, do destino, etc...
A doença, nada mais é do que o exagero do desespero interior.
Ficamos doentes porque não estamos enxergando os conflitos emocionais e lá vem a vida de novo exagerando o conflito, colocando dores e, literalmente, sentimos na pele esse resultado.
Para realmente vivermos a vida de forma sábia, precisamos saber reconhecer que tudo é reflexo de nossos sentimentos e crenças interiores.
Se você arrumou alguém como parceiro que não te valoriza, que te diz palavras e frases que deixam a sua auto-estima lá embaixo, preste atenção em suas palavras e verifique se não é exatamente aquilo que você acha de si mesmo.
As outras pessoas conseguem captar nossas inseguranças e interagem de forma às vezes cruel e exagerada, nos agredindo para acordarmos.. É quase que matemático e racional.
Uma vez, em uma consulta, uma pessoa reclamava muito da forma como as pessoas a tratavam e como isso a incomodava. Então pedi a ela que fizesse uma lista das formas e palavras que estas pessoas utilizavam. Ela fez a lista com muito gosto, sentindo-se a vítima da situação, pensando que eu fosse ajudá-la a crucificar estas pobres pessoas. Quando ela me mostrou a lista, havia insinuações de que ela era indisciplinada, gorda, relaxada e folgada. Eu perguntei a ela se, no fundinho, ela se achava com aquelas características. Ela fechou os olhos e chorou copiosamente uns 15 minutos. Quando ela parou de chorar a primeira frase que ela disse foi: A vida é mágica.
E a vida é mágica mesmo!!! Ela traz acontecimentos para nos ajudar a crescer. Agora, quanto mais nos conhecemos por iniciativa própria, menos sofrimento e dor são necessários para o nosso aprendizado.
Como nesse planeta Terra somos a primeira escala da razão, ainda temos muitas coisas emocionais para serem transferidas do modo analógico para o digital e isso leva algum tempo. Quanto mais utilizamos o nosso racional para nos ajudar a entender sentimentos e atitudes primitivas, mais crescemos.
Por isso, faça uma lista de acontecimentos bom e ruins para ajudá-lo(a) na identificação de dificuldades que precisam ser trabalhadas. Exemplos:
Bons:
As pessoas sempre são minhas amigas
Aonde eu vou as pessoas abrem as portas
Meu cachorro me adora
Meus filhos me admiram
Todos na empresa acham que eu deveria ganhar mais, etc
Ruins:
Meu marido me acha barriguda
A minha vizinha diz que sou fofoqueira
Ninguém me valoriza nessa empresa, na que eu estava aconteceu a mesma coisa, etc..
Com essa lista, você pode escolher ser a vítima ou the best. Se eu fosse você agradeceria por enxergar tudo isso e escolheria ser humilde: nem julgadora pelos seus defeitos, nem arrogante pelas suas coisas boas. Simplesmente verdadeiro com você mesmo(a). Não existe coisa melhor nesse mundo do que enxergar a própria verdade.
Simone Arrojo
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Realidade e percepção - Martha Medeiros
Quando se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo pensamos em cenas e fotografias que não carecem de explicação: a força de sua mensagem dispensa legendas. Mas imagem não é apenas algo que se enxerga concretamente.
Quando vi a foto do caixão de Ronald Biggs coberto pela nossa bandeira, sabia que aquilo significava apenas uma homenagem do filho brasileiro que o ladrão inglês teve, mas, subliminarmente, a imagem também fazia uma associação indigesta entre o banditismo e as cores verde e amarelo. Essa imagem negativa que temos do nosso país não é gratuita. Por maior que seja a quantidade de brasileiros honestos, incluindo até alguns políticos, não adianta: o Brasil tem um histórico de corrupção e violência que induz a essa percepção.
Percepção é algo que se constrói dia após dia, fato após fato, e que uma vez consagrada, é difícil mudar. Mesmo que todos os trens da Inglaterra partam e cheguem com atraso nos próximos meses, será preciso anos para desfazer a imagem que aquele país tem de pontual. O contrário também acontece. Ronald Biggs, depois que fugiu para o Brasil, não roubava mais nem no troco, era apenas um aventureiro que se transformou em uma folclórica subcelebridade. O episódio do assalto ao trem pagador, cinco décadas antes, foi deixado de lado em prol da construção de uma imagem de anti-herói, e ele acabou sendo enterrado com cobertura da imprensa.
Poucas coisas são tão fortes quanto a imagem que a gente cria. E como todos gostam de saber com quem estão lidando para evitar surpresas, essa imagem vira referência e pode agir a nosso favor e também contra - preconceitos vêm daí.
Nem todo alemão é sisudo, nem todo baiano é preguiçoso, nem todo gaúcho é machista, mas essa é a “foto” que guardamos deles em nossos porta-retratos mentais. Estereótipos de grupo. Individualmente acontece a mesma coisa. A sua vida passa como se estivesse numa esteira de linha de produção, até que um dia você ganha um rótulo – que não veio do nada, você de certa forma colaborou para ser etiquetado como um fofoqueiro, um bebum, um mulherengo.
E também colaborou para ser reconhecido como um cara focado, um homem responsável, um sujeito que cumpre o que promete. Você pode mudar? Pode. Para melhor e para pior. A vida é longa. Angelina Jolie passou de bad girl a cidadã ativista e de família - adotou crianças, visitou países assolados pela fome, a nossos olhos virou outra pessoa.
Mas, para comuns mortais, é bem mais penoso reverter a própria imagem. A imprensa não cobre.
Rótulos, mesmo os bons, são limitadores. O ideal seria que pudessem esperar qualquer coisa de nós, já que somos mesmo capazes de surpreender. Mas o mundo se apega às certezas, não às dúvidas. Então, tenha em mente que tudo o que você faz (e principalmente o que você repete) ficará arquivado na memória daqueles com quem convive, e será um trabalhão desfazer essa imagem. Não que seja impossível, mas vai exigir mais do que mil palavras.
Martha Medeiros - Jornal Zero Hora
Quando vi a foto do caixão de Ronald Biggs coberto pela nossa bandeira, sabia que aquilo significava apenas uma homenagem do filho brasileiro que o ladrão inglês teve, mas, subliminarmente, a imagem também fazia uma associação indigesta entre o banditismo e as cores verde e amarelo. Essa imagem negativa que temos do nosso país não é gratuita. Por maior que seja a quantidade de brasileiros honestos, incluindo até alguns políticos, não adianta: o Brasil tem um histórico de corrupção e violência que induz a essa percepção.
Percepção é algo que se constrói dia após dia, fato após fato, e que uma vez consagrada, é difícil mudar. Mesmo que todos os trens da Inglaterra partam e cheguem com atraso nos próximos meses, será preciso anos para desfazer a imagem que aquele país tem de pontual. O contrário também acontece. Ronald Biggs, depois que fugiu para o Brasil, não roubava mais nem no troco, era apenas um aventureiro que se transformou em uma folclórica subcelebridade. O episódio do assalto ao trem pagador, cinco décadas antes, foi deixado de lado em prol da construção de uma imagem de anti-herói, e ele acabou sendo enterrado com cobertura da imprensa.
Poucas coisas são tão fortes quanto a imagem que a gente cria. E como todos gostam de saber com quem estão lidando para evitar surpresas, essa imagem vira referência e pode agir a nosso favor e também contra - preconceitos vêm daí.
Nem todo alemão é sisudo, nem todo baiano é preguiçoso, nem todo gaúcho é machista, mas essa é a “foto” que guardamos deles em nossos porta-retratos mentais. Estereótipos de grupo. Individualmente acontece a mesma coisa. A sua vida passa como se estivesse numa esteira de linha de produção, até que um dia você ganha um rótulo – que não veio do nada, você de certa forma colaborou para ser etiquetado como um fofoqueiro, um bebum, um mulherengo.
E também colaborou para ser reconhecido como um cara focado, um homem responsável, um sujeito que cumpre o que promete. Você pode mudar? Pode. Para melhor e para pior. A vida é longa. Angelina Jolie passou de bad girl a cidadã ativista e de família - adotou crianças, visitou países assolados pela fome, a nossos olhos virou outra pessoa.
Mas, para comuns mortais, é bem mais penoso reverter a própria imagem. A imprensa não cobre.
Rótulos, mesmo os bons, são limitadores. O ideal seria que pudessem esperar qualquer coisa de nós, já que somos mesmo capazes de surpreender. Mas o mundo se apega às certezas, não às dúvidas. Então, tenha em mente que tudo o que você faz (e principalmente o que você repete) ficará arquivado na memória daqueles com quem convive, e será um trabalhão desfazer essa imagem. Não que seja impossível, mas vai exigir mais do que mil palavras.
Martha Medeiros - Jornal Zero Hora
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Tudo o que já fomos, ainda somos! - Rosana Braga
A mudança é uma proposta interessante. Ao mesmo tempo em que pode nos encher de ansiedade e insegurança e até nos paralisar, quase sempre nos remete à expectativa de que tudo pode ser melhor do que tem sido. Mais ou menos como se estar satisfeito com o que já temos e com o que já somos, fosse sinônimo de covardia ou acomodação.
Faz sentido, em partes. Mudar pode mesmo ser assustador, já que nos impulsiona ao desconhecido. E pode também ser surpreendente e maravilhoso, já que nos possibilita ampliar os horizontes, abrir a mente e experimentar o novo.
No entanto, penso que a questão principal nem seja sobre mudar ou não mudar. Digamos que a mudança é inevitável. Portanto, discuti-la pode servir apenas para compreendê-la melhor. Penso que a questão, na verdade, tem a ver com quem nos tornamos cada vez que mudamos.
Se considerarmos que mudamos o tempo todo - de modo significativo ou imperceptível, propositadamente ou sem querer, consciente ou inconscientemente - não dá para dizer que somos completamente 'outro' a cada mudança. Somos os mesmos e, ainda assim, refeitos.
O que quero dizer, enfim, é que não substituímos o que fomos pelo que nos tornamos a cada mudança. Tudo o que já fomos, ainda somos! Somos as marcas, as cicatrizes e as lembranças de ontem, as ações, as escolhas e o modo como enxergamos o mundo de hoje, e os sonhos, a esperança e as possibilidades de amanhã. E tudo isso é fundamental!
Só que, infelizmente, algumas pessoas tendem a desperdiçar seus dias julgando sua história. Num esforço desgastante e inútil, tentam separar o que foi bom e o que foi ruim. O que foi acerto e o que foi erro. O que foi sucesso e o que foi fracasso. E nesta dinâmica, insistem na fantasia de que é possível ser completamente diferente do que se é. Ou do que se foi.
Penso que o intuito de viver é bem outro. É justamente somar. É exatamente considerar todas as camadas, todos os processos, todas as experiências. É genuinamente acolher a própria biografia com todos os seus ônus e todos os seus bônus. Todos os seus risos e todas as suas lágrimas. Todos os seus gozos e todas as suas dores.
E assim, podendo aprender com o passado, fincar os dois pés e o coração no presente e desenhar o futuro que deseja viver, sugiro que você observe - como se estivesse assistindo ao longa vencedor do Oscar de Melhor Filme - o quão emocionante e essencial foi cada uma de suas tristezas, cada um de seus amores e cada instante em que você decidiu, com todas as suas forças, ser quem você é!
É só isso que pode fazer a vida valer a pena! Ser quem você é! Não apenas uma parte. Não apenas o que é bonito de mostrar. Não só o que foi gostoso de ser. Ser quem você é por inteiro, podendo se levantar agora, de onde você estiver, e traçar um novo enredo para sua história. E que este novo se encaixe no velho e te refaça ainda mais intenso, mais profundo e com mais um broto de vida pra viver!
Rosana Braga
Faz sentido, em partes. Mudar pode mesmo ser assustador, já que nos impulsiona ao desconhecido. E pode também ser surpreendente e maravilhoso, já que nos possibilita ampliar os horizontes, abrir a mente e experimentar o novo.
No entanto, penso que a questão principal nem seja sobre mudar ou não mudar. Digamos que a mudança é inevitável. Portanto, discuti-la pode servir apenas para compreendê-la melhor. Penso que a questão, na verdade, tem a ver com quem nos tornamos cada vez que mudamos.
Se considerarmos que mudamos o tempo todo - de modo significativo ou imperceptível, propositadamente ou sem querer, consciente ou inconscientemente - não dá para dizer que somos completamente 'outro' a cada mudança. Somos os mesmos e, ainda assim, refeitos.
O que quero dizer, enfim, é que não substituímos o que fomos pelo que nos tornamos a cada mudança. Tudo o que já fomos, ainda somos! Somos as marcas, as cicatrizes e as lembranças de ontem, as ações, as escolhas e o modo como enxergamos o mundo de hoje, e os sonhos, a esperança e as possibilidades de amanhã. E tudo isso é fundamental!
Só que, infelizmente, algumas pessoas tendem a desperdiçar seus dias julgando sua história. Num esforço desgastante e inútil, tentam separar o que foi bom e o que foi ruim. O que foi acerto e o que foi erro. O que foi sucesso e o que foi fracasso. E nesta dinâmica, insistem na fantasia de que é possível ser completamente diferente do que se é. Ou do que se foi.
Penso que o intuito de viver é bem outro. É justamente somar. É exatamente considerar todas as camadas, todos os processos, todas as experiências. É genuinamente acolher a própria biografia com todos os seus ônus e todos os seus bônus. Todos os seus risos e todas as suas lágrimas. Todos os seus gozos e todas as suas dores.
E assim, podendo aprender com o passado, fincar os dois pés e o coração no presente e desenhar o futuro que deseja viver, sugiro que você observe - como se estivesse assistindo ao longa vencedor do Oscar de Melhor Filme - o quão emocionante e essencial foi cada uma de suas tristezas, cada um de seus amores e cada instante em que você decidiu, com todas as suas forças, ser quem você é!
É só isso que pode fazer a vida valer a pena! Ser quem você é! Não apenas uma parte. Não apenas o que é bonito de mostrar. Não só o que foi gostoso de ser. Ser quem você é por inteiro, podendo se levantar agora, de onde você estiver, e traçar um novo enredo para sua história. E que este novo se encaixe no velho e te refaça ainda mais intenso, mais profundo e com mais um broto de vida pra viver!
Rosana Braga
Desapega !!! - Carlos Hilsdorf
É preciso coragem, disposição, humildade e muita força de vontade para abandonar as coisas. Nós nos apegamos demais! Apego não faz bem à vida.
Considere as coisas e situações como transitórias; acostume-se a abandonar as coisas, partindo sempre daquelas que você já percebe como menos necessárias. Comece limpando as gavetas, separando no guarda-roupa as roupas que não tem usado nos últimos meses. Parece incrível, mas organizar gavetas e guarda-roupas ajuda a organizar as ideias e, em consequência, a própria vida. Quando você coloca o princípio da organização em movimento, tudo melhora. Felicidade, paz e bagunça não combinam.
Abandone tudo aquilo que não faz sentido, não faz falta, não faz diferença e não faz bem. Isso inclui certos tipos de conversas, leituras, amizades e hábitos. Mantenha somente o necessário, o que agrega.
Paz e alegria,
Carlos Hilsdorf
Considere as coisas e situações como transitórias; acostume-se a abandonar as coisas, partindo sempre daquelas que você já percebe como menos necessárias. Comece limpando as gavetas, separando no guarda-roupa as roupas que não tem usado nos últimos meses. Parece incrível, mas organizar gavetas e guarda-roupas ajuda a organizar as ideias e, em consequência, a própria vida. Quando você coloca o princípio da organização em movimento, tudo melhora. Felicidade, paz e bagunça não combinam.
Abandone tudo aquilo que não faz sentido, não faz falta, não faz diferença e não faz bem. Isso inclui certos tipos de conversas, leituras, amizades e hábitos. Mantenha somente o necessário, o que agrega.
Paz e alegria,
Carlos Hilsdorf
sábado, 18 de janeiro de 2014
Os pontos são seus… - Paulo Roberto Gaefke
Não entregue os pontos.
Nem a esperança de dias melhores.
Ainda que a vista esteja muito embaçada de tanto chorar.
Ainda que a noite pareça não ter fim,
e fique essa impressão de que a tempestade não vai passar.
Tudo passa!
Até essa sensação de vazio imenso, de dor intensa.
Até a falsa ilusão de que precisamos tanto de alguém.
Tudo dura o tempo exato da nossa valorização.
E ao descobrir que precisamos de nós mesmos,
surge enfim esse alívio de que a dor era um ilusão.
Bobagem criada por uma alma carente,
sonho tolo e infantil do seu coração.
Paulo Roberto Gaefke
Nem a esperança de dias melhores.
Ainda que a vista esteja muito embaçada de tanto chorar.
Ainda que a noite pareça não ter fim,
e fique essa impressão de que a tempestade não vai passar.
Tudo passa!
Até essa sensação de vazio imenso, de dor intensa.
Até a falsa ilusão de que precisamos tanto de alguém.
Tudo dura o tempo exato da nossa valorização.
E ao descobrir que precisamos de nós mesmos,
surge enfim esse alívio de que a dor era um ilusão.
Bobagem criada por uma alma carente,
sonho tolo e infantil do seu coração.
Paulo Roberto Gaefke
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Frases e citações - Louise L. Hay
De modo geral, as pessoas que mais encontram dificuldades em se amar são aquelas que não se mostram dispostas a perdoar. O perdão, além de retirar um fardo pesado de seus ombros, é a chave que abre a porta para que possa entrar o amor.
Louise L. Hay
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
O jogo da vida... - Rubia A. Dantés
Ontem estava jogando bola na parede, de manchete, para fazer exercício e, no princípio, atrapalhei-me toda e não conseguia jogar muito tempo sem que a bola caísse... a bola voltava com muita força ou na direção errada e estava quase desistindo quando resolvi corrigir o que estava fazendo errado... minha irmã me ensinou como receber a bola com os braços bem esticados e, aos poucos, fui aprendendo a força e a maneira de jogar a bola e com isso o exercício foi fluindo e ficando cada vez mais divertido... Uma coisa é certa... a bola retornava com a mesma força que eu mandava e o meu lançamento influenciava a direção com que ela voltava.
A bola é neutra e o que determinava a força e a direção com que ela voltava para mim era a força e direção que eu lançava... e quanto melhor eu recebia a bola mais fácil ficava o próximo lançamento e, consequentemente, ela voltaria melhor fazendo com que o jogo fluísse com facilidade, e o que antes estava sendo um grande esforço para mim se tornou uma diversão.
Hoje me lembrando do jogo, percebi como muitas vezes também nas nossas vidas as coisas custam a fluir ou vão ficando cada vez piores se não corrigimos alguma coisa... Geralmente, quando recebemos uma bola ruim e a devolvemos ao mundo da mesma forma, ou até pior, nem nos damos conta que estamos recebendo uma bola que nós mesmos lançamos um dia e que só nós podemos corrigir esse curso.
Fiquei viajando nessa história do bate e rebate com a bola e fiz algumas ligações com o bate e rebate da vida...
Assim como naquele jogo, no jogo da vida, saber receber bem o que nos chega faz toda diferença na forma como vamos criar a próxima jogada. E saber que fomos nós mesmos que atraímos a forma com que as coisas nos chegam facilita em muito a maneira com que vamos receber aquilo e, consequentemente, lançar ao mundo ações que vão nos trazer um retorno mais feliz.
Não adianta, nem nos piores momentos, a gente se revoltar com o que nos chega e nos colocar como vítimas porque isso só piora as coisas e não ajuda em nada a corrigir o fluxo que não está nos agradando... Receber com revolta e como vítima indefesa é um grande passo para piorar o que já está ruim.
Se eu quero melhorar o que não estou gostando na minha vida, o primeiro passo é reconhecer que eu sou responsável e que só estou colhendo o que plantei um dia... só estou recebendo de volta a bola que eu mesma lancei... mas, sempre posso fazer algo para melhorar... ninguém pode fazer isso por mim.
Receber com amor e gratidão tudo que nos chega é um grande passo para melhorar o rumo que as coisas vão tomar a partir de então... O fato de receber bem os acontecimentos que a vida nos traz faz toda diferença na forma que a vida vai nos dar o retorno...
Geralmente, quando algo negativo nos acontece, quase nunca nos lembramos que fomos nós que criamos aquela realidade e passamos a culpar tudo ao nosso redor e a ter uma atitude resistente e negativa. Parece que tudo toma a cor daquele acontecimento e mesmo as coisas boas são recebidas com negatividade.
Uma boa maneira de receber a vida é com Amor... e olhar para tudo que nos chega, seja aparentemente "bom" ou ruim", com um olhar amoroso por entender que a vida está nos dando, ali, uma oportunidade única de corrigir o curso das nossas vidas... de corrigir algo que nós mesmos criamos um dia.
A escolha está sempre nas nossas mãos... ou vamos continuar a jogar um jogo que não flui e que só traz sofrimento... ou vamos passar a jogar um jogo divertido e amoroso com a vida...
Essa escolha podemos fazer a cada dia e, persistir nessa intenção vai fazer com que, pouco a pouco, os frutos das nossas ações retornem de forma cada vez mais suave a amorosa...
Sempre podemos plantar amor se é isso que queremos colher...
Rubia A. Dantés
A bola é neutra e o que determinava a força e a direção com que ela voltava para mim era a força e direção que eu lançava... e quanto melhor eu recebia a bola mais fácil ficava o próximo lançamento e, consequentemente, ela voltaria melhor fazendo com que o jogo fluísse com facilidade, e o que antes estava sendo um grande esforço para mim se tornou uma diversão.
Hoje me lembrando do jogo, percebi como muitas vezes também nas nossas vidas as coisas custam a fluir ou vão ficando cada vez piores se não corrigimos alguma coisa... Geralmente, quando recebemos uma bola ruim e a devolvemos ao mundo da mesma forma, ou até pior, nem nos damos conta que estamos recebendo uma bola que nós mesmos lançamos um dia e que só nós podemos corrigir esse curso.
Fiquei viajando nessa história do bate e rebate com a bola e fiz algumas ligações com o bate e rebate da vida...
Assim como naquele jogo, no jogo da vida, saber receber bem o que nos chega faz toda diferença na forma como vamos criar a próxima jogada. E saber que fomos nós mesmos que atraímos a forma com que as coisas nos chegam facilita em muito a maneira com que vamos receber aquilo e, consequentemente, lançar ao mundo ações que vão nos trazer um retorno mais feliz.
Não adianta, nem nos piores momentos, a gente se revoltar com o que nos chega e nos colocar como vítimas porque isso só piora as coisas e não ajuda em nada a corrigir o fluxo que não está nos agradando... Receber com revolta e como vítima indefesa é um grande passo para piorar o que já está ruim.
Se eu quero melhorar o que não estou gostando na minha vida, o primeiro passo é reconhecer que eu sou responsável e que só estou colhendo o que plantei um dia... só estou recebendo de volta a bola que eu mesma lancei... mas, sempre posso fazer algo para melhorar... ninguém pode fazer isso por mim.
Receber com amor e gratidão tudo que nos chega é um grande passo para melhorar o rumo que as coisas vão tomar a partir de então... O fato de receber bem os acontecimentos que a vida nos traz faz toda diferença na forma que a vida vai nos dar o retorno...
Geralmente, quando algo negativo nos acontece, quase nunca nos lembramos que fomos nós que criamos aquela realidade e passamos a culpar tudo ao nosso redor e a ter uma atitude resistente e negativa. Parece que tudo toma a cor daquele acontecimento e mesmo as coisas boas são recebidas com negatividade.
Uma boa maneira de receber a vida é com Amor... e olhar para tudo que nos chega, seja aparentemente "bom" ou ruim", com um olhar amoroso por entender que a vida está nos dando, ali, uma oportunidade única de corrigir o curso das nossas vidas... de corrigir algo que nós mesmos criamos um dia.
A escolha está sempre nas nossas mãos... ou vamos continuar a jogar um jogo que não flui e que só traz sofrimento... ou vamos passar a jogar um jogo divertido e amoroso com a vida...
Essa escolha podemos fazer a cada dia e, persistir nessa intenção vai fazer com que, pouco a pouco, os frutos das nossas ações retornem de forma cada vez mais suave a amorosa...
Sempre podemos plantar amor se é isso que queremos colher...
Rubia A. Dantés
Frases e citações - Nelson Mandela
Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E a medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo..."
Nelson Mandela
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Quando descobrimos o nosso "real valor" - Paulo Roberto Gaefke
O prazer de uma conquista pessoal é tão incrível,
que não existem palavras ou adjetivos para definir esse sentimento.
Pode ser uma coisa muito simples para uns,
ou algo grandioso, aos olhos dos outros,
e isso não importa para quem realiza um sonho.
O que importa é saber naquele exato instante que você pode!
E na maioria das vezes, descobrimos que podemos muito mais.
Então, emagrecer, correr uma maratona, andar de bicicleta, passear de patins ou skate torna-se algo tão maravilhosamente fácil,
que acaba abrindo portas para novas conquistas.
Por isso, não desista de nada, muito menos de você.
Você tem jeito, você tem cura, você tem solução.
"Talvez haja apenas uma brecha no tempo em que isso vai se realizar,
e o tempo em que você espera conquistar."
As vezes a impaciência gera uma frustração tão grande,
que nos faz desistir e pior: acreditar que não somos capazes.
Não se torture, acredite que somos feitos para vencer.
Que o mundo pode até ser cruel, mas é só uma volta,
um giro que a Terra faz sobre si mesma e pronto, ganhamos um novo dia.
Uma nova chance, a oportunidade bendita de recomeçar e sorrir.
Afinal de contas, você é mais do que especial,
é ESSENCIAL!
que não existem palavras ou adjetivos para definir esse sentimento.
Pode ser uma coisa muito simples para uns,
ou algo grandioso, aos olhos dos outros,
e isso não importa para quem realiza um sonho.
O que importa é saber naquele exato instante que você pode!
E na maioria das vezes, descobrimos que podemos muito mais.
Então, emagrecer, correr uma maratona, andar de bicicleta, passear de patins ou skate torna-se algo tão maravilhosamente fácil,
que acaba abrindo portas para novas conquistas.
Por isso, não desista de nada, muito menos de você.
Você tem jeito, você tem cura, você tem solução.
"Talvez haja apenas uma brecha no tempo em que isso vai se realizar,
e o tempo em que você espera conquistar."
As vezes a impaciência gera uma frustração tão grande,
que nos faz desistir e pior: acreditar que não somos capazes.
Não se torture, acredite que somos feitos para vencer.
Que o mundo pode até ser cruel, mas é só uma volta,
um giro que a Terra faz sobre si mesma e pronto, ganhamos um novo dia.
Uma nova chance, a oportunidade bendita de recomeçar e sorrir.
Afinal de contas, você é mais do que especial,
é ESSENCIAL!
Paulo Roberto Gaefke
Voltar a sonhar - Cesar Romão
Posso ser um sonhador incorrigível, mas ainda acredito que essa é a melhor maneira de encararmos os maiores problemas que o mundo atual tem: globalização, inflação e diferenças sociais.
Vejo que as pessoas vivem hoje da seguinte maneira: administram seus problemas, reclamam de suas frustrações e engavetam os seus sonhos.
Ao invés de sonharem e construírem campos de sonhos, essas pessoas constroem cemitérios de pesadelos, com criptas que levam na lápide: aqui jaz meu sonho de ser feliz, aqui jaz meu sonho de um grande amor...
Aí ficam caminhando por essas criptas, escravas do quando: quando o governo mudar, quando encontrar alguém que me ame, quando tiver o carro que quero, quando estiver no emprego ideal com bom salário, e, quando percebem, é tarde porque já sepultaram sua fábrica de sonhos.
Desde que o mundo é mundo as mudanças ocorreram e, muitas vezes, trouxeram consigo a necessidade de destruir o velho para nascer o novo.
Tudo muda e sempre vai mudar, porém o ser humano, com a evolução da genética, é o único elemento do Universo que vem sobrevivendo a todas essas mudanças. E agora, mais ainda, quando a idade média da população está aumentando: as pessoas vão viver mais e, portanto, terão de se preparar mais para essa vivência “extra”.
Os sonhos são os nossos pontos de referência, os instrumentos de navegação para vários destinos. Deixar-se levar pelos fatores que não nos permitam aceitar nossos desejos de conquistas profissionais, espirituais e pessoais é um erro.
Quando nos rendemos a este erro, num determinado momento de nossa vida, nos pegamos vivendo o destino que está pronto nas prateleiras do mundo, ao qual eu chamo de destino-commodities, na verdade destino-ovelha, afinal seguimos em frente com o rebanho, tendo as mesmas dores, as mesmas alegrias...
Somos maiores que a nossa imagem refletida no espelho. Existe algo em nós que o espelho não reflete. Mas, como temos por tendência acreditar naquilo que vemos, não nos importamos com o que nos compõe de maneira invisível, mesmo sabendo que é perceptível.
Sonhar é o nosso mapa de impulso. Muita gente diz que é importante ter objetivos, metas...
Bem eu também acho, porém, mais importante é sonhar, porque sonhar é a nossa CAUSA. É algo maior que um plano num papel; algo maior que um objetivo ou meta: é uma energia que criamos em nosso corpo e alma alinhada com o Universo, capaz de nos conduzir por caminhos de nosso verdadeiro destino e até mesmo construir caminhos em nosso destino.
Todo sonho tem um preço e é necessário que as pessoas estejam dispostas aos sacrifícios e, talvez, privações temporárias que um sonho cause.
Muitos sonhos são perdidos pelo simples fato das pessoas esquecerem como um dia chegaram lá.
Veja o caso das pessoas que terminam um casamento: talvez tenham se esquecido o que um dia as uniu, que era o amor a verdadeira razão do sonho de se casarem.
Não basta apenas chegar até o seu sonho, é necessário um investimento diário nele.
O sonho é como um daqueles bichinhos-virtuais: tem de ser cuidado toda hora ou, um dia você chega para encontrá-lo e ele não estará mais lá.
Quem sonha com um casamento feliz, tem de entender que ele chega, mas não chega pronto, precisa ser construído.
Por isso meu conselho: nunca desista de seus sonhos. Não vale a pena.
Se você desistir, carregará a dor de não ter conseguido.
Se persistir, será uma pessoa alimentada pela esperança de um futuro melhor.
E essa esperança no futuro lhe dá força no presente.
Um sonho não termina quando se acorda, ele recomeça, pois é quando a pessoa está acordada, que tem a chance de realizá-lo ou continuá-lo.
Somente pensamento positivo não é o suficiente: é necessária a atitude positiva que transforma seu esforço em resultado nutritivo.
Minha recomendação para você: volte a sonhar!
| Cesar Romão |
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Feliz ano novo! - Letícia Thompson
Se a vida fosse um conto de fadas, eu faria um pedido ao gênio da lâmpada para todos vocês... Mas a vida é real e isso é ainda melhor, porque não vou precisar de uma lâmpada mágica para pedir ao Pai do Céu aquilo que meu coração deseja para os meus amigos. E um pedido, um único pedido eu vou fazer. É verdade, a idéia talvez seja original, mas não é minha, infelizmente. Copiei essa idéia de um rei.
Peço a Deus que no próximo ano dê a cada um de vocês:
Sabedoria!
Adquirindo sabedoria, vocês automaticamente receberão todas as outras coisas.
Desejo, então que sejam sábios para:
- se vestirem com a beleza dos lírios dos campos;
- possuírem o suficiente para que sejam cobertas todas as vossas necessidades, mas nõo o bastante para que pensem que não precisem de ninguém;
- guardarem a fé mesmo nas provações;
- em dificuldades, nunca pensarem que é o fim do caminho;
- na felicidade, nunca se esquecerem de agradecer;
- no amor, que sejam voluntários;
- na dor, que sejam solidários;
- em tempos de guerra, que a Paz possa reinar interiormente;
- na amizade serem grandes e verdadeiros;
- que vossas mãos sejam suficientemente quentes para, segurando a mão do próximo, aquecerem o mundo numa grande corrente de amor;
- nunca pensarem que a felicidade é utopia;
- nunca desacreditarem que o amor vence barreiras;
- nunca se esquecerem de que temos um Pai que jamais vai nos abandonar;
- e que essa sabedoria possa estar presente cada minuto pelo resto, não do ano, mas da vida inteira de cada um!
Faço aqui um brinde a todos vocês!
Tenham um sábio Ano Novo!
Letícia Thompson
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