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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Para Sempre - Simone Arrojo

Ouvimos essa frase em contos de fadas: ... E foram felizes para sempre.
Ouvimos o padre nos fazer jurar... para sempre.
Casamos para sempre.
Temos filhos para sempre.
Queremos juventude para sempre.
Dinheiro para sempre.
Enfim, eu SEMPRE fui assim e não vou mudar.

Enfim, será que o para sempre existe? E quando termina o para sempre?

Ficamos amarrados em casamentos, empregos, profissões, filhos e crenças pois acreditamos que era para sempre, o que é que mudou? Por que mudou? Não era para sempre?

Já dizia uma frase: que a única coisa que é para sempre é a mudança. Ai como dói sair da ilusão de que as coisas não mudariam. E, quando elas mudam então, não sabemos o que fazer. As vezes, as mudanças são impostas, outras nós escolhemos a hora e local de mudarmos.

Quando nos prendemos a idéia do para sempre, não nos damos conta que as coisas já mudaram. Quantos casais se separam e um deles diz que acabou o amor e o outro se assusta pois não havia percebido nada. A gente acha que a idéia de para sempre vai se encarregar de manter o amor vivo.

As leis de evolução funcionam assim. Não sei ao certo porque são assim mas sinto que é para melhor, mesmo que no momento, não acreditemos nisso.

Acredito também que a única coisa que é para sempre é a nossa Alma (Vida Eterna). Acredito que podemos cultivar amor para sempre, compaixão, fé e tudo o que há de mais nobre, para sempre.

Quando nos elevamos sentimos que o para sempre já está contido no presente que é o nosso presente. 

MUITA LUZ A TODOS NÓS.


Simone Arrojo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A caricatura da vida - Simone Arrojo

Sabe aquelas caricaturas engraçadas de pessoas que às vezes tem um queixo um pouquinho grande e na caricatura aparece completamente exagerado? O caricaturista exalta e exagera características marcantes das pessoas mostrando, através da imagem, quem ela realmente é. A vida nos desenha episódios da mesma maneira, exagerando nos fatos e acontecimentos para tomarmos consciência de quem realmente acreditamos que somos. Eu digo acreditamos porque nos deixamos invadir por crenças e opiniões alheias e acreditamos nisso sem buscarmos a nossa verdadeira identidade.

Sabe aquelas inseguranças íntimas, que não temos coragem de contar para ninguém? Pois é, a vida as faz aparecer de modo exagerado para que possamos curar, refletir e mudar essas inseguranças. Tudo começa quando nos incomodamos com algo em alguém ou por alguma situação. De repente ficamos com raiva, indignados e nos sentindo vítimas de situações que não nos fazem bem, porém não conseguimos nos desvencilhar dela. Quando isso acontece, é importante que identifiquemos logo o que devemos aprender com aquela situação para não ficarmos sofrendo e nos sentindo vítimas. Quem de nós nunca passou por situações semelhantes, e nos pegamos esbravejando: O que eu fiz para merecer isso? Por que fui cair justamente nessa família? Sempre arrumo chefes ignorantes!!, etc..

Na verdade, TODOS os acontecimentos das nossas vidas refletem TUDO o que sentimos internamente, de modo mais EXAGERADO, para que possamos realmente perceber e aprender as lições. Porém, como vivemos meio dormentes, não conseguimos enxergar isso e começamos a culpar o outro, quando o acontecimento é ruim e nos tornarmos arrogantes quando os acontecimentos são bons.

Vejamos, se conseguimos fazer um grande projeto dar certo... EU FIZ. Se aquele projeto deu errado, foi por causa do chefe, do homem da fábrica, do destino, etc...

A doença, nada mais é do que o exagero do desespero interior. 
Ficamos doentes porque não estamos enxergando os conflitos emocionais e lá vem a vida de novo exagerando o conflito, colocando dores e, literalmente, sentimos na pele esse resultado.

Para realmente vivermos a vida de forma sábia, precisamos saber reconhecer que tudo é reflexo de nossos sentimentos e crenças interiores.

Se você arrumou alguém como parceiro que não te valoriza, que te diz palavras e frases que deixam a sua auto-estima lá embaixo, preste atenção em suas palavras e verifique se não é exatamente aquilo que você acha de si mesmo.

As outras pessoas conseguem captar nossas inseguranças e interagem de forma às vezes cruel e exagerada, nos agredindo para acordarmos.. É quase que matemático e racional.

Uma vez, em uma consulta, uma pessoa reclamava muito da forma como as pessoas a tratavam e como isso a incomodava. Então pedi a ela que fizesse uma lista das formas e palavras que estas pessoas utilizavam. Ela fez a lista com muito gosto, sentindo-se a vítima da situação, pensando que eu fosse ajudá-la a crucificar estas pobres pessoas. Quando ela me mostrou a lista, havia insinuações de que ela era indisciplinada, gorda, relaxada e folgada. Eu perguntei a ela se, no fundinho, ela se achava com aquelas características. Ela fechou os olhos e chorou copiosamente uns 15 minutos. Quando ela parou de chorar a primeira frase que ela disse foi: A vida é mágica.

E a vida é mágica mesmo!!! Ela traz acontecimentos para nos ajudar a crescer. Agora, quanto mais nos conhecemos por iniciativa própria, menos sofrimento e dor são necessários para o nosso aprendizado. 

Como nesse planeta Terra somos a primeira escala da razão, ainda temos muitas coisas emocionais para serem transferidas do modo analógico para o digital e isso leva algum tempo. Quanto mais utilizamos o nosso racional para nos ajudar a entender sentimentos e atitudes primitivas, mais crescemos.

Por isso, faça uma lista de acontecimentos bom e ruins para ajudá-lo(a) na identificação de dificuldades que precisam ser trabalhadas. Exemplos:

Bons:

As pessoas sempre são minhas amigas
Aonde eu vou as pessoas abrem as portas
Meu cachorro me adora
Meus filhos me admiram
Todos na empresa acham que eu deveria ganhar mais, etc

Ruins:

Meu marido me acha barriguda
A minha vizinha diz que sou fofoqueira
Ninguém me valoriza nessa empresa, na que eu estava aconteceu a mesma coisa, etc..

Com essa lista, você pode escolher ser a vítima ou the best. Se eu fosse você agradeceria por enxergar tudo isso e escolheria ser humilde: nem julgadora pelos seus defeitos, nem arrogante pelas suas coisas boas. Simplesmente verdadeiro com você mesmo(a). Não existe coisa melhor nesse mundo do que enxergar a própria verdade.


Simone Arrojo