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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Frase - Letícia Thompson.

Bom Dia !!!!


A Frase do Dia de Hoje é da Escritora Letícia Thompson,que fez a seguinte Citação:

"Ame cada pessoa como se para você ela estivesse acabando de nascer e seu coração não estivesse cheio de prejulgamentos. Ame como se passassem uma borracha sobre seus erros e conseguissem ver através de olhos de amor, apenas o bonito que há dentro de você. Ame como quem ama aquela flor que atravessou sol e chuva e sobreviveu, apesar de tudo. Ame como você gostaria de ser amado..." 
Letícia Thompson

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Frase - Leticia Thompson

Bom Dia !!!


A Frase do Dia de Hoje é da Poetisa Letícia Thompson, que nos fez a seguinte Citação sobre Ter :
Amanhecer na orla maritima


"Ter Fé é ver flores onde outros veem terra árida, é não ter medo de dar o passo seguinte e o que vem depois, é aceitar que não é por que não vemos certas coisas, que elas não existem. Ter Fé é simplesmente abrir os olhos do coração e seguir adiante, sem porquês e sem olhar para trás."

terça-feira, 5 de junho de 2018

Reflexão do Dia

Recomeçar do Zero

Mulher nova andando numa estrada  sem calçado
Você já quis ter uma borracha especial para apagar algo que fez, que aconteceu, algo que doeu tão fundo ou teve conseqüências tão graves que você daria tudo para voltar atrás e recomeçar?

Há muitos que dariam tudo na vida para Recomeçar do zero, ter uma nova oportunidade para agir diferente, tomar outras decisões, fazer diferentes escolhas. E eu sei que muita gente já recomeçou uma nova vida, já deu uma volta importante que fez com que os caminhos mudassem de direção e isso sempre é possível.

Mas não é possível Recomeçar do zero. Recomeçar do zero não existe! Não existe fingir que não houve um passado e não estar ligado a ele de alguma forma. Não existe zerar o coração, nem as emoções, mesmo se passássemos nosso tempo voltando os ponteiros do relógio.

A verdade é que se pudéssemos Recomeçar do zero, numa amnésia existencial, cometeríamos erros novamente, choraríamos de novo... porque não traríamos conosco essa carga de experiência que carregamos hoje, que às vezes até pesa, mas é nossa e isso não podemos negar, nem renunciar.

E é melhor assim: acreditar que tudo o que fizemos valeu de alguma forma. Erramos? Sim, e daí? Aquilo que reconhecemos como erro não faremos novamente e cada vez que tropeçamos e aprendemos com isso, colocamos algo mais na nossa bagagem da vida.

Lamentar por algo que não se teve? Que perda de tempo! As lamentações pelo que não fizemos não acrescentam nada na nossa vida. Precisamos viver de coisas concretas, do que realizamos, do que tivemos, mesmo se as perdemos.

Quem nos julga deveria julgar-se primeiro.
Ninguém é de todo bom e de todo mau. Não existem pessoas melhores que as outras, apenas as que ainda querem aprender e as que já perderam a esperança. Quem não chora por fora, chora por dentro, a diferença é que nesse caso ninguém percebe.

É possível Recomeçar a vida, com novas ambições, fazer do velho, o novo e com uma grande vantagem: dessa vez existirão os parâmetros de comparação, as chances serão maiores de tomar decisões acertadas.
Então, acredite: tudo o que você viveu até agora valeu a pena porque é dessa vivência que você tira seu aprendizado.

Se você tem 30, 50 ou 80 anos, você pode fazer sua vida diferente ainda, você pode olhar o mundo com olhos novos.
Deus não condena ninguém. São as pessoas mesmas que se condenam quando cruzam os braços, imobilizam as pernas e colocam uma venda nos olhos.

A vida continua, mesmo se muitos desistem. E ela é muito mais rica para aqueles que abrem os braços ao futuro, dão as mãos ao passado e Recomeçam. Essas pessoas jamais se sentirão sozinhas.

Letícia Thompson

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O difícil e o impossível - Letícia Thompson

Confundimos sempre o difícil e o impossível, fazendo tudo uma mesma coisa. Mas não é.
Difícil é algo que encontra obstáculos, geralmente grandes. Impossível é um beco sem saída, é o incalcançável.
Mas em certas situações da vida não vemos essa diferença. É quando as forças nos abandonam, o passado parece que recai na nossa cabeça e o futuro parece obscuro. Nesses instantes de fraqueza tudo toma forma de impossível. E, mesmo se ousamos sonhar, nos dizemos realistas quando afirmamos que esses sonhos são impossíveis.
Deixa eu dizer uma coisa... tanto que os sonhos estão dentro da nossa cabeça, nunca estarão longe demais de nós. Então, já não são impossíveis, apenas precisarão de algum esforço a mais para que se tornem realidade, precisarão de um pouco mais de trabalho, perseverança, atitude positiva, fé e coragem. Precisarão de uma dose diária de ânimo.
É quando julgamos impossível que não fazemos nada, porque já colocamos um ponto final onde nem começo teve.
 Existe uma diferença entre difícil e inalcançável. Difícil é sempre aquilo que vem com impedimentos e o inalcançável nossas mãos não tocam. Portanto... mesmo o inalcançável a gente acaba tocando com o coração. Não é o caso do brilho das estrelas e do luar?
Nossos sonhos só são altos demais se nos curvamos diante deles, se nos fazemos miúdos e deixamos de olhar para a frente.
Impossível mesmo é aquilo que não tem mais volta porque o fôlego se foi. Tudo o mais são simples etapas que devem ser vencidas, caminhos que devem ser atravessados.
Experimente dar um primeiro passo... e isso vai fazer toda a diferença!

Letícia Thompson

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Feliz ano novo! - Letícia Thompson

Se a vida fosse um conto de fadas, eu faria um pedido ao gênio da lâmpada para todos vocês... Mas a vida é real e isso é ainda melhor, porque não vou precisar de uma lâmpada mágica para pedir ao Pai do Céu aquilo que meu coração deseja para os meus amigos. E um pedido, um único pedido eu vou fazer. É verdade, a idéia talvez seja original, mas não é minha, infelizmente. Copiei essa idéia de um rei.
Peço a Deus que no próximo ano dê a cada um de vocês:
Sabedoria!
Adquirindo sabedoria, vocês automaticamente receberão todas as outras coisas.
Desejo, então que sejam sábios para:
- se vestirem com a beleza dos lírios dos campos;
- possuírem o suficiente para que sejam cobertas todas as vossas necessidades, mas nõo o bastante para que pensem que não precisem de ninguém;
- guardarem a fé mesmo nas provações;
- em dificuldades, nunca pensarem que é o fim do caminho;
- na felicidade, nunca se esquecerem de agradecer;
- no amor, que sejam voluntários;
- na dor, que sejam solidários;
- em tempos de guerra, que a Paz possa reinar interiormente;
- na amizade serem grandes e verdadeiros;
- que vossas mãos sejam suficientemente quentes para, segurando a mão do próximo, aquecerem o mundo numa grande corrente de amor;
- nunca pensarem que a felicidade é utopia;
- nunca desacreditarem que o amor vence barreiras;
- nunca se esquecerem de que temos um Pai que jamais vai nos abandonar;
- e que essa sabedoria possa estar presente cada minuto pelo resto, não do ano, mas da vida inteira de cada um!
Faço aqui um brinde a todos vocês!
Tenham um sábio Ano Novo!
  
Letícia Thompson

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Inteireza da Vida - Letícia Thompson

Ninguém vive pela metade. O espaço de vida de cada um é o que cada qual tem de inteiro. Se dura vinte ou cinquenta anos, não faz diferença. O que conta é que uma vida é uma vida.

Não existe meio amor, meia felicidade, meia saudade. Todo sentimento por si só é inteiro. Ou a gente é feliz ou não é; ou ama, ou não ama; ou quer, ou não quer. Quando amamos, dúvida não existe; se queremos realmente, dúvida não existe; se somos felizes... cadê o espaço pra infelicidade, se a felicidade toma conta de tudo?!

Então, se você se sente nesse meio caminho, talvez seja o momento de parar e refletir um pouco na sua existência. A vida é inteira, mas não temos a vida inteira para decidirmos vivê-la intensamente. Temos o agora. Há quem diga que pelo fato de ser jovem ainda tem tempo. Mas quem, além de Deus, sabe dizer a medida da vida de cada um? Perdemos preciosos minutos no nosso hoje com a ideia que amanhã as coisas acontecerão e que podemos esperar. 

Quando começamos a medir e pesar nossos sentimentos, não vamos a lugar nenhum. Haverá sempre uma luta cerrada entre o coração que quer viver e a razão que mede consequências. Medindo dificuldades, não fazemos nada. Se devemos medir alguma coisa, devem ser então as possibilidades. Aí sim estamos no caminho certo. 

Para os pessimistas uma pedra é um estorvo, para os otimistas é um pedacinho do alicerce da própria vida. O segredo está no olhar com que cada um vê as situações.

Só enfrentando os medos e o desconhecido é que conseguiremos viver de forma inteira essa vida que se oferece a nós em pedaços. Ninguém disse que não há riscos. Mas não é melhor arriscar do que viver o restante dos nossos dias na infelicidade de se perguntar o que teria sido se tivéssemos tentado?

Quando fizer alguma coisa, faça com inteireza de coração. Ame totalmente, ria totalmente, faça de tudo um todo. A vida é bela demais para ser deixada em suspenso. O amor é bom demais para que possamos vivê-lo em pequenas partes, sem que o tornemos real e possível.

Tente viver com a metade do seu coração e veja se consegue... difícil ser feliz sem ser completo. Impossível ser completo parado num caminho de indecisões.

O coração talvez não seja o melhor conselheiro. Mas é o que nos mantém vivos e que está sempre junto, sempre ligado a nós. Deixe, pelo menos uma vez, que ele fale mais alto... 

Letícia Thompson

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os limites de cada um de nós - Letícia Thompson

As pessoas julgam as forças umas das outras baseando-se naquilo que elas mesmas são capazes de suportar. Poucos se dão conta que cada um de nós tem seu limite e que este não pode ser comparado com o de mais ninguém.
Uns suportam mais heroicamente o sofrimento, outros se entregam e morrem devagarinho como se o mundo tivesse acabado. E a um e a outro Deus criou.
Somos infinitamente mais capazes do que pensamos, mas enquanto ignoramos essa verdade, somos o que somos sem sermos mais ou menos que ninguém. 
Classificar alguém de fraco porque este não suporta a dor física, moral ou emocional é cometer uma grande injustiça, pois cada um vai até onde seus limites permitem e é devagarinho que as pessoas vão descobrindo que as asperezas da vida nos tornam pouco a pouco mais fortes e resistentes.
Seguimos até onde devemos seguir e quando cremos que as forças nos abandonam é que o Senhor nos pega nos braços e nos ensina a voar. Vemos então horizontes que não podíamos alcançar com nossa visão plana e direcionada geralmente àquilo que nos fazia tanto mal.
Somos o que somos sim e que ninguém nos diga pequenos e falhos! Alcançamos tudo o que está ao alcance das nossas mãos e o mais o Senhor nos dá através da nossa fé que, mesmo limitada, nos torna seres ilimitados.

Letícia Thompson

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Amores imortais - Letícia Thompson


Talvez Romeu e Julieta tenham imortalizado o amor por que ela só tinha 13 anos e ele um pouco mais e nessa idade todas as coisas tomam proporções imensas.
 Grandes e infinitos são os amores dos adolescentes que descobrem no outro um pedaço de si mesmo e entregam-se inteiramente a esse sentimento. Entregam-se até tornarem-se doentes e irracionais, até acreditarem que aquele será o único amor, o maior e o mais bonito de todos.
Os amores que param no tempo tornam-se eternos sim. Eternos e dolorosamente belos para a história.

E nós, adolescentes de primeiro amor a cada amor que renasce, pouco importando nossa idade, imortalizamos o amor fazendo dele a razão do nosso dia-a-dia.
Há os que amam uma vez e amam para sempre, mas esses são raros. A maioria das pessoas ama intensamente uma vez e ama intensamente a cada vez, cada amor, segundo as oportunidades que recebe e aproveita da vida.

E cada amor dói igual, faz feliz igual, cada um dá o sentimento de ser único e eterno e quando parte carrega um pouco da nossa vida junto, sai arrastando nossas esperanças como as enchentes repentinas, nos deixando sós e desamparados.
 E só depois de alguns sóis e muitas luas é que descobrimos que nosso coração é, felizmente, mais forte do que pensávamos e que tem a grande capacidade de se reconstruir quando encontra um outro que, por razões que desconheço, fazem com que ele se agite e reviva. Maravilhosa é a vida assim, nesses amores que carregamos em nós.

Letícia Thompson

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vai rever as rosas... - Letícia Thompson


Quando o amor bate às portas do nosso coração nos sentimos importantes. Amar e saber-se amado da mesma pessoa é o sonho de todo mundo. Ser único, sentir-se único e ter para si o tesouro único que a terra tinha escondido.
Quando amamos sempre somos únicos, pois ninguém sente como nós, ninguém espera, deseja, sonha e dói como nós. Ninguém se alegra tanto, se desepera tanto, comete tantos erros e tantos acertos. O amor nos torna seres extraordinários.
Ah! E a pessoa amada, essa então!!! O coração apaixonado possui essa capacidade extraordinária de ignorar os pequenos defeitos (e até apreciá-los!), moldar carinhosamente as pequenas diferenças e fazer de conta que não está vendo, não está sentindo, não está doendo. Ele perdoa sem que perdão seja carecido e continua o eterno caminho das promessas dos que amam para sempre.
E de tanto amar, tanto aperfeiçoar e fechar os olhos, ele se esquece que o ser perfeito não existe. Então, quando amanhece o dia do dia-a-dia, os defeitos, ou o que a pessoa é, em si, realmente, aponta e desaponta. Já não parece no fim da tarde da convivência que a pessoa de antes e a de depois são a mesma. Já não parece assim tão única e tão especial. Já tudo parece tão igual, tão simples e tão normal. Tanto, que causa desencanto.
E é então que vem a lição de um principezinho que teve a ousadia de amar uma rosa. Foi preciso caminhos e encontros para que alguém lhe dissesse, enfim: "vai rever as rosas!... tu compreenderás que a tua é única no mundo!..."
Ah! Como as rosas se parecem e como cada qual é sem igual! Como tantos se parecem com o que amamos e como são diferentes! Única é aquela pessoa que fez vibrar nosso coração um dia, aquela pela qual sofremos, lutamos, jogamos tudo pro ar e nossos olhos viram estrelas até nas noites mais escuras.
Sim... quando o coração achar-se demasiado descontente e desencantado, que ele passeie pelo jardim do passado, onde reinava a magia e a esperança, onde o amor tinha cheiro da pessoa amada e transformava tudo o mais no mundo em nada!
Que ele redescubra que entre tantas e tantas pessoas iguais, a que amamos é e sempre será única na vida da gente!

Letícia Thompson

domingo, 3 de março de 2013

Artesãos - Letícia Thompson


Artesãos da vida somos.
Minha vida daria um livro! A vida de todo mundo daria um livro!
Somos todos obras-de-arte modeladas pelo Grande Artesão.
Ninguém passa por aqui como uma folha de papel em branco, isso não teria sentido. Seria preciso vegetar no dia-a-dia e, ainda assim, algo seria escrito. Por mais apagada que uma pessoa possa parecer, por menos que ela pareça importante, sua história se escreve a cada minuto.
E, criados à imagem de Deus, somos todos artesãos da nossa própria existência, modelando momentos aqui e outros lá, tirando um pouquinho, acrescentando outro e dando formas, bonitas ou não, ao que se passa ao nosso redor.
Todos os nossos risos e nossas lágrimas são letrinhas da nossa história. Nossos grandes momentos são capítulos, uns mais interessantes, outros menos.
A natureza é a decoração que com bondade o Senhor colocou à nossa disposição e a família e amigos são os protagonistas com os quais nos presenteou.
Não é preciso ser artista, político, rei ou gente conhecida para sermos alguém. Isso já somos! Ninguém não existe!...
 E tenho certeza que cada um de nós, nem que seja por uma vez na vida, já foi o protagonista do livro da vida de alguém. E isso não é importante?!


Letícia Thompson

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pegue as rédeas da sua vida! - Letícia Thompson


Nada mais inquietante do que não saber onde ir. Quando olhamos as estradas e caminhos que se apresentam diante de nós e nos faltam as forças para seguir por esse ou aquele, falta coragem, motivação e nossa maior vontade é nos abandonar.
Pior, muito pior, é conhecer as respostas e, ainda assim, sentir o desânimo da caminhada nessa estrada que parece nunca ter fim. O conhecimento, todas as teorias que vamos acumulando em nós, não nos servirão de nada se não os colocarmos em prática.
É como ter livros de receitas guardados em gavetas. Tudo parece delicioso, mas se nos faltam os ingredientes e a coragem para juntá-los, continuarão fechados.
Prático, muito prático é ter alguém que faça por nós. Mas a vida, os amigos e a família não são cadeiras de rodas, não são meios de locomoção, eles são nossa força e nossa alegria. Porém, precisamos aprender a andar por nós.
É necessário pegar as rédeas da própria vida, ter o controle, a direção. Há coisas que ninguém pode fazer por nós e viver está entre elas. E viver no sentido real, sentir na pele e na alma os acontecimentos que movimentam o mundo, os doloridos e os que nos encantam.
Fechados em casa, sem espaço, limitados pelas paredes e pelos sofrimentos, vamos nos afundando num poço sem fundo, do qual será muito difícil nos levantar. É preciso reunir a coragem e a força, misturar a alegria de viver com o sonho de se chegar a algum lugar, dar passos e abrir os braços à vida.
Aprendemos com os outros, mas não podemos contar que farão as coisas por nós. Suas vidas nos servem de exemplo, mas não nos fazem viver suas experiências. Estas são, com tudo o que elas trazem ou podam, nossa quota.
Se a vida tiver que te transformar, que seja então em alguém melhor.
Não há melhor momento que o de agora para se pegar as rédeas da vida e dirigi-la. O ontem passou e o amanhã está adiante... ame-se o bastante para construir seu abrigo. Creia, muitos são os que precisam da sua sombra e bem-aventurado é o homem que, assinando sua obra dá de si, a si e aos outros.
E do Alto Deus vê e agradece, sorrindo pra você.

Letícia Thompson

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A parte de cada um - Letícia Thompson


Por que Deus tarda tanto em certas ocasiões? Não entendemos. Acreditamos pela fé e caminhamos de olhos fechados. Nos ajoelhamos, baixamos nossas cabeças e elevamos nosso espírito. Sabemos que Ele tem Seu tempo. E esperamos...
Acontece de esperarmos muito. Não compreendemos então a Sua vontade e continuamos pedindo. Insistindo. Nos perdemos em questões e ansiamos por respostas. Por que o que almejamos tanto não chega, se acreditamos em milagres, se acreditamos, pela fé, que nada pode nos faltar?
Talvez seja por que alguma coisa falta: nossa parte!
Quando analisamos os milagres que Jesus fez, observamos que em certas ocasiões Ele pediu que alguém fizesse alguma coisa.
O Deus que fez descer maná dos céus para alimentar todo um povo não seria capaz de simplesmente dizer: "-haja vinho" nas bodas de Caná? Mas pediu que fossem buscar talhas e que as enchessem com água. Na multiplicação dos pães, Ele utilisou material trazido por uma terceira pessoa e à partir disso realizou o milagre.
Jesus não age com todo mundo da mesma forma, não por que faz distinção, mas porque sabe exatamente do que precisamos e qual a melhor forma de alcançarmos. Vejam: a dois cegos simplesmente passou-lhes a mão nos olhos e esses viram, a outro fez lama, lhe passou nos olhos e disse que fosse lavá-los e logo após é que esse enxergou. Imaginemos que nesse último caso, o cego não tenha obedecido e não tenha ido ao poço. Ele jamais enxergaria, porque a sua parte não tinha sido feita.
Exemplos como esses mostram que muitas vezes Deus pede que façamos nossa parte e completa realizando o que precisamos. Então, enquanto ficarmos parados, nada acontece. E por que às vezes é assim e outras não? Por que Ele conhece nosso coração e sabe que pode contar conosco.
Orar é bom. Nos aproxima do Pai. Mas oração, pede "ação". Orar e agir, ir, obedecer, fazer alguma coisa. Mas o quê? Isso Deus responde, se perguntamos.
O que importa mesmo é que nos coloquemos a disposição, que estejamos prontos e sejamos corajosos o bastante para confiar. Quem disse que Deus tarda? Ele chega no momento justo. Cabe a nós agir também no justo momento.

Letícia Thompson

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ciranda da memória - Letícia Thompson


O que é a nostalgia senão aquele sentimento que bate lá no fundo e nos faz voltar a tempos que ficaram, se não esquecidos, pelo menos guardados na nossa memória?
Daí o cérebro vai lá nos cantinhos mais profundos da nossa alma e buscam coisas simples e singelas do nosso passado para nos trazer de novo esse ar de criança feliz e arteira. 
Ah! Nossos tempos de criança!..
Tempos em que éramos felizes e não sabíamos; que acreditávamos em papai Noel e tínhamos medo de mula sem-cabeça; 
 tempo da inocência quando acreditávamos poder voar; quando nos sentávamos ao lado dos "mais velhos" e com os olhos arregalados ouvíamos as estórias (ou histórias - nunca nos perguntávamos sobre a veracidade dos fatos!); 
quando sonhávamos ser princesas e que um belo príncipe encantado viria nos fazer feliz para sempre; 
e comíamos doce sem pensar em engordar; fabricávamos nossos próprios brinquedos com latas, madeira e muita imaginação...
Sem telefone, pouca televisão (em preto e branco!) e nenhum computador.
Tempos de brincar de eu sou pobre, pobre, pobre e ainda assim se sentir feliz; de querer brincar de "Ciranda, cirandinha," "Samba-Lelê tá doente" e "Atirei o pau no gato" nos fins da tarde numa grande roda das crianças da vizinhança como se fôssemos uma grande família... 
e ficávamos "de mal" de vez em quando, mas isso passava logo nos jogos de bola ou de pique-esconde.
Subíamos em árvores para roubar manga e goiaba...
Menina brincava de boneca e menino de carrinho. E tínhamos nossos segredos de alta importância com nossa melhor amiga... e nosso coração já sabia bater escondido por aquele menino tímido... e os primeiros bilhetinhos com versos e corações?
E não compreendíamos por que aprender números e letras era tão importante, não nos preocupávamos com dinheiro e menos ainda com política...
Nossas maiores dores eram de joelhos ralados e tombos de bicicleta...
Tempos perdidos na nossa memória e que são revividos quando encontramos um amigo de infância que nos faz lembrar que aquela criança ainda mora dentro de nós.

Letícia Thompson

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Falando com nossos botões - Letícia Thompson

Falamos com nós mesmos todos os dias, mesmo se nos custa confessar. Saber que todos fazem isso nos assegura, nos tira da classe dos anormais e nos coloca ao mesmo nível que outros seres humanos. Entretanto, temos que saber até onde vão os limites.
Mas um louco consciente da sua loucura, já não é louco, mas um ser humano consciente das suas limitações.
Um momento a sós com nós é preciso e benéfico. Pessoas que sentem a necessidade constante de estar em movimento, no barulho, na agitação evitam, muito provavelmente, de pensar nos próprios problemas, seja por medo de enfrentá-los, seja por que não sabem como resolvê-los. O que ignoramos nos faz menos mal. Ao inverso, fechados demais e pensando demais é que algo também não vai bem. A boa medida, sempre e em tudo, traz equilíbrio para nossas vidas.
Em alguns momentos precisamos conversar com nossos botões. Ver, talvez, e rever nossos conceitos da vida, nossas fragilidades, tentar encarar com honestidade nossos sentimentos em relação aos outros, uma forma de nos tornarmos pessoas mais sãs, mais preparadas para contribuir na construção do mundo.
Não podemos consertar o mundo se nós mesmos nos sentimos quebrados. A paz que damos é a que possuímos, então precisamos buscá-la, transformando as pedrinhas que nos machucam em pontes que nos ligarão a outras pessoas.
A solidão é um mal e queremos fugir dela. Mas nós atraímos ou afastamos as pessoas, segundo nossa vida, nossa maneira de enfrentar uma coisa ou outra.
Ninguém é responsável pela nossa vida. Somos grandes. Somos raios de sol e os que querem calor e luz se aproximarão. A nós cabe brilhar. E todos conhecemos a fonte. E para quem ainda não encontrou o caminho, é só procurar.

Letícia Thompson

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Responsabilidade - Letícia Thompson


Eu sou responsável pelo meu próximo à medida que o amo, mas a felicidade ou infelicidade dele não depende de mim. O que quero dizer é que somos indivíduos e, como tal, somos sempre os responsáveis pelas nossas próprias escolhas.
Costumamos culpar outros quando nos sentimos infelizes ou quando fracassamos em algo.
Li algo nessa semana que me fez refletir:
"Quando formos culpar os outros pelos nossos fracassos, devemos tentar também dar a eles o mérito das nossas vitórias."
Muitas vezes dizemos que as pessoas nos decepcionam e elas não estão nem aí. E sabem por quê? Porque elas não tinham a mínima idéia do que esperávamos delas. Nesse caso, elas não nos decepcionaram, somos nós que nos sentimos decepcionados, o que é bem diferente.
Talvez mudando essa visão das coisas e da vida, mudaremos também o número de pessoas que vivem nos decepcionando. Isso deve abrir nossos olhos para que nos vejamos e para que vejamos o outro de uma outra maneira.
A nossa responsabilidade em relação às pessoas que amamos vai até o limite de dar a elas o melhor de nós mesmos, dentro do nosso possível. A maneira como elas recebem o que oferecemos já não é nossa responsabilidade. Se as deixamos plenas ou vazias vai depender da maneira em como estão prontas para receber. E isso é muito individual.
E foi isso que aprendi hoje:
Sou responsável por mim mesma, pela minha felicidade e pela minha infelicidade. Escolho eu mesma meus caminhos. Meu próximo é uma parte desse caminho, mas depende de mim em como interpretar aquilo que recebo dele.
E querem saber de uma coisa?
Decidi que quero e que vou ser feliz!

Letícia Thompson

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O coração e a saudade - Letícia Thompson


Não é difícil falar de saudade: doloroso é vivê-la. Difícil é amá-la quando dilacera o coração e o deixa em pedaços.
Acho que encontrei uma explicação pela qual ela parece tão insuportável quando ficamos muito tempo longe das pessoas que amamos:
 como o coração é apenas do tamanho de uma mão fechada e a saudade algo que cresce a cada dia, cada minuto que passa ela vai ocupando mais espaço e o coração se sentindo cada vez mais apertado. Sem o outro ele se sente sem ar.
 Por isso essa sensação de se sentir sufocado e a impressão que o coração vai explodir dentro do peito. Por isso os olhos ardem e as palavras desmancham-se dentro de nós.
 Mas a saudade é deliciosa!!!
É ela quem nos mostra aqueles que contam realmente na nossa alma, os que escreveram para sempre seus nomes nas paredes do nosso coração e, aconteça o que acontecer, permanecerão lá, intactos.
É dela que não queremos nos desprender, a qual nos agarramos como uma tábua de salvação que nos conduzirá à outra margem...
 onde encontraremos aqueles que vencem as distâncias e os infinitos e continuam do nosso lado ignorando as barreiras do impossível e do invisível.
Sabemos que amamos quando a saudade bate à nossa porta e não encontramos forças para não deixá-la entrar. Nos entregamos.
A saudade é a doce arte de saber misturar o amor, a dor e a esperança. É a herança dos que abriram o coração para amar...

Letícia Thompson

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quem observa o vento nunca semeará - Letícia Thompson

Viver não é dificil, mas a gente complica.
Queremos entender tudo, saber tudo, ter a ciência e as ferramentas e construir um mundo que, na realidade, está muito além de nós.

Cada dia que passa nos surpreendemos com os acontecimentos, como se não fossem previsíveis e tentamos construir à nossa volta a redoma que vai nos proteger e dar abrigo aos nossos.

O que acontece aos outros pode nos acontecer, como o ar que invade cada narina dos animais e dos homens e os torna iguais, mortais e dependentes de uma força Maior. Essa realidade às vezes nos choca, como se não fôssemos, cada um, o outro para um outro. 

E ter consciência da vida, da sua fragilidade e beleza não deveria nos intimidar. 

Cada dia basta a si mesmo e se as dores de ontem continuam doendo no peito, as possíveis alegrias do amanhã devem nos fazer olhar para o momento presente e construir com ele o melhor que podemos com as nossas mãos.

Precisamos viver agora como se o instante seguinte não fosse existir e fazer de cada momento o mais precioso de todos. Precisamos dar de nós com a consciência que o que fazemos ou deixamos de fazer fica enraizado nos que prosseguem nosso caminho.

O amor, o ódio, a esperança e a desilusão são sementes que plantamos. O sorriso é o sol que oferecemos e o abraço o calor que abriga a vida. Cada instante temos escolhas, cientes ou inconscientes e elas constroem o que somos ou deixamos de ser.

Quem observa o vento, nunca semeará. Mas aquele que estuda seu coração e olha para o Alto, esse possuirá campos imensos e nada lhe será recusado. Deus ama ao que dá com alegria e oferece com alegria ao que ama. 

Se tiver que deixar uma herança aqui na terra, que seja esta: o bem que você fez sem contar e sem escolher. 

Somos todos sim, construídos do mesmo barro, mas nosso coração se modela cada dia, com cada lição, cada porta que abrimos, cada mão que oferecemos.

Letícia Thompson

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O perfeito caminho de Deus - Letícia Thompson


Tem dias que trocaríamos facilmente por um outro, que preferiríamos talvez que não existissem. Isso por que suportamos mal os ventos contrários. Mas Deus fez esse dia e os outros, os que passaram e os que virão ainda e chegamos onde chegamos por que nas dificuldades encontramos forças para superar e continuar o caminho.

 Não adianta querer passar por atalhos, evitar o que de inevitável nos espera, o que testa nossa paciência, resistência e mesmo amor. Os caminhos que tivermos que atravessar, atravessaremos e devemos fazê-lo de cabeça erguida e olhos postos no horizonte.
Quando Deus nos criou, traçou nossos planos, idealizou nossa vida e projetou nossos sonhos. A nossa liberdade de escolha, essa pela qual lutamos com tanto orgulho, nos leva a outros campos, outras paisagens, nem sempre as que nos são favoráveis.
Mas o amor de Deus nos busca e às vezes de maneira que não esperamos. As tempestades chegam, os barcos balançam, as folhas caem e não podemos impedir as lágrimas.
Todo amor tem atrás de si uma grande história e o amor de Deus tem atrás de si a história de todo o universo.
Aceitar os caminhos e as voltas da vida com o coração aberto, ainda que ferido, é oferecer a Deus a oportunidade para trazer-nos para junto dEle.

Os caminhos de Deus são perfeitos. Os atalhos que escolhemos é que são sinuosos. Mas se nos voltamos, temos a promessa de campos floridos, vida serena e lindos amanheceres.

Letícia Thompson

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Além do que podemos carregar - Letícia Thompson

Ouvimos, como motivação ou intenção de consolo, talvez mesmo um pequeno raio de esperança, que Deus não nos dá a carga além da que podemos carregar.

É assim que suportamos, passo a passo, os fardos que chegam a nós e as misérias que ouvimos, previstas há séculos, às quais recebemos sempre como algo surpreendentemente novo e assustador.

Não sabemos como vai ser o amanhã, mas nos sabemos cabeças nuas e sujeitas ao que vier. Não estamos preparados para a dor e desolação e jamais estaremos. Pés calejados não suportam melhor os calçados apertados. É assim que, mesmo "preparados" mal suportamos as cargas e com lágrimas as carregamos.

Sobrevivemos a elas e os que não sobrevivem é por que os limites foram atingidos. Se a dor vence a força é porque a paz estava no descanso eterno. Compreendemos mal essas verdades; vivemos mal essas verdades e se não aceitamos, aprendemos o que significa a resignação.

Grandes tragédias sempre existiram. Guerras, enchentes, terremotos, pragas e pestes, cidades inteiras destruídas já são citadas no Antigo Testamento... o que é diferente nos dias atuais são os meios de comunicação que tornam tudo imediatamente acessível, aos ouvidos e olhos. Se não sabemos, não sofremos; se sabemos e não vemos, sofremos menos.

Nosso amor a Deus não pode ser condicional ao que vivemos, por que o amor dEle não é condicional ao que oferecemos. 

Isso não é uma palavra de consolo, nem uma pequena luz de esperança para o dia de amanhã, mas uma verdade que nos conduzirá ao sentimento de paz e à vida eterna.

Se as cargas são por demais pesadas e aparentemente insuportáveis e continuamos de pé é que ainda temos um caminho pela frente, para viver e estender a mão aos que carregam cruzes mais pesadas que as nossas.

Letícia Thompson

sábado, 27 de outubro de 2012

Nosso coração é uma casa - Letícia Thompson


Nosso coração é uma casa onde ninguém entra e sai, com ou sem nossa permissão, sem deixar marcas nas paredes.
Muitos deixam marcas profundas de felicidade; outros deixam cicatrizes que marcarão nossa vida para sempre.
Os amigos deixam marcas fortes, mas suaves. E cada vez que tocamos nossa alma com nossas recordações lá estão os traços, invisíveis, mas legíveis, como as escrituras em Braile. É suficiente fechar os olhos para ver toda uma história gravada nas paredes do nosso ser. Nesses momentos nosso rosto sorri sozinho.
Os amores perdidos deixam marcas irrecuperáveis: eles deixam um gosto doce e amargo ao mesmo tempo. Amargo na maioria das vezes. Sim, eles têm mais gosto que qualquer outra coisa e sempre sobem a nossa garganta quando as lembranças nos assaltam.
Tristes são as marcas das dores que deixaram os que nos fizeram mal. São as cicatrizes que deformam nossas vidas se não aprendemos a conviver com elas. Mesmo se queremos ir adiante, de vez em quando nosso olhar se volta para esses rabiscos mal traçados e sentimos a dor tal e qual no primeiro dia.
Quantas vezes não impedimos que alguém entre por causa de preconceitos ou idéias pré-concebidas, ou medo de tentar de novo uma nova relação. Ao primeiro olhar, nos trancamos. Outras vezes, sem muita consciência, deixamos entrar quem não valia muito a pena. Somos maus juízes porque confiamos demais nos nossos olhos e de menos no nosso coração. Devemos pedir a Deus que nos dê um pouco mais de dicernimento, pois agindo por nós mesmos, podemos estar nos trancando a maravilhosos encontros.
De vez em quando, é preciso fazer uma boa faxina nessa casinha tão preciosa. É preciso polir carinhosamente, realçar as marcas bonitas e passar tinta nova e clara nas paredes; de vez em quando é bom abrir as janelas e deixar que o sol entre e ilumine todos os cômodos. E enfeitar com as janelas com flores de cores vivas e alegres.
De vez em quando é mesmo muito importante achar o cantinho mais gostoso dessa casa e sentar-se nele. E rir do nada. E jogar os ressentimentos para bem longe. Sentir-se bem consigo.
Se nosso coração é uma casa, faça do seu a casa dos seus sonhos. Lembre-se que não importa quantos entram e saem, você é o dono, só você é responsável. Faça mudanças necessárias. Jogue o inútil no lixo. Só não se esqueça, nessa mudança, de colocar de volta nas paredes essas marcas benditas que deixaram esses que foram bênçãos na sua vida. Dê a mão aos doces momentos, os momentos felizes. Tudo o mais é inútil, tudo o mais deve ficar pra trás.

Letícia Thompson