Eu apostaria que você já se fez essa pergunta alguma vez em sua vida! Talvez diante de uma nova proposta de
trabalho. Talvez diante da possibilidade de mudar de estado ou de país. Mas especialmente diante do desejo de
se envolver com alguém. Sim! É bem provável que essa pergunta tenha gritado em sua mente ao se descobrir
apaixonando-se incontrolavelmente por uma pessoa.
Bem, é natural ter medo daquilo que a gente não consegue controlar. É bem compreensível sentir frio na barriga,
palpitação, dor de estômago e aquela baita ansiedade diante do que se parece com um abismo de emoções
desconhecidas, situações imprevisíveis e, principalmente, diante do universo absolutamente misterioso que é o
outro.
Então, ok, vale se questionar: e se não der certo? E se você quebrar a cara? E se seu amor ou sua paixão não for
correspondida? E se você sair dessa experiência com o coração despedaçado? E se.? E se.?
Poderia continuar expondo aqui mais um monte de prováveis e até de improváveis possibilidades. Mas será que
isso realmente importa? Ou melhor, será que essas perguntas realmente são mais importantes do que a
imperdível e maravilhosa oportunidade de tentar? De se encher de coragem e pagar pra ver? De simplesmente
viver?
Quer saber? Pode ser mesmo que não dê certo. Mas pode ser que dê! E importa pouco por quanto tempo. Pode
ser que dê certo por um dia, por um mês, por um ano ou por toda a sua vida. O amor vale pelo tempo que for.
Pode ser mesmo que você quebre a cara. Mas pode ser que você não quebre! Pode ser que sua cara fique mais
linda e feliz do que jamais esteve. E mesmo que vierem lágrimas, decepções e até mágoas, tudo bem. Faz parte
do amor o aprendizado de se tornar melhor, de perdoar e de aceitar as diferenças.
Pode ser mesmo que seu amor não seja correspondido. Mas pode ser que seja! E, afinal, qual é a medida? Você
tem um amorômetro para averiguar quanto ama e quanto é amado? Imagino que não. Então, que tal se
concentrar mais em sentir e mostrar do que em ter certeza se está sendo e quanto está sendo correspondido? Em
última instância, é no exercício de amar que você vai saber se vale a pena ficar ou se é melhor seguir adiante.
Sem se permitir, qualquer escolha é covardia e desperdício!
Por fim, pode ser mesmo que você saia dessa experiência com o coração despedaçado. Mas pode ser que não!
Além disso, o coração é reciclável, é remontável, é forte e renasce quantas vezes você quiser. Ele desmonta, mas
não desmancha! E para juntar os cacos, preserve os amigos, abrase com quem ama você! O tempo cura.
E se você conseguir entender, de uma vez por todas, que amor é sempre crescimento, seja pelo prazer ou seja
pela dor, pode relaxar. Porque terá, finalmente, entrado em sintonia com o que há de melhor em você! E sendo
assim, haja o que houver, bom mesmo é sempre o amor vivido com toda a sua verdade e toda a sua coragem.
Rosana Braga
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domingo, 24 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Não há abandono sem consequências! - Rosana Braga
Você já ficou doente? Já perdeu um emprego? Já ficou sem dinheiro? Já desfez uma amizade importante? Já
brigou feio com alguém da sua família? Já perdeu um amor? Pode apostar que a razão mais relevante para
qualquer um desses acontecimentos é uma só: abandono!
Sim, muitas vezes a gente sofre por medo de sofrer. E pra tentar não sofrer, como se esta fosse a opção mais
inteligente, abandonamos o que mais desejamos. Maluquice isso, não é? Pois é, mas é assim que a gente
funciona muitas vezes: abrindo mão do que mais queremos só para não ter de lidar com a possibilidade de perder
um dia.
Mas não é só isso! Tem muita gente que abre mão sem perceber. Acha que tá cuidando, mas não está! Acha que
faz o suficiente, mas não faz. Nesse caso, o abandono vai acontecendo aos poucos, dia após dia. É como se
determinada área de nossas vidas fosse ficando anêmica, fraca, sem cor, sem brilho.
O problema é que a gente vive acreditando que está muito ocupada, trabalhando muito ou se importando demais
com o que, no final das contas, não tem tanta importância. Daí, quando vai ver, pronto! O que realmente tinha
importância adoeceu, perdeu-se, desandou.
Quer saber? Coisa pra fazer todo mundo tem. Responsabilidades e desafios fazem parte da vida. Trabalho não
acaba, nem o de casa e nem o da empresa. Agora, se isso for desculpa pra você negligenciar sua saúde, suas
finanças, seus amigos, sua família e o seu amor, então, vai ter de arcar com as consequências!
E quero dar uma atenção maior ao amor. Sim, porque ele é subjetivo. Dá sinais de que não vai bem, mas tem
muita gente que não percebe. Aliás, tem muita gente que camufla os sinais, que maquia os sintomas. Que nem se
dá conta do que está sentindo e por que está sentindo.
Vai ficando distante, calado, irritado, sem vontade. Ou vai ficando mais e mais no trabalho. Mais e mais com os
amigos. Mais e mais desconectado da pessoa amada. E as brigas e desentendimentos aumentam. E o ciclo vicioso
e destrutivo se fortalece: mais distância, menos vontade, mais irritação e insatisfação.
Não abandone seu relacionamento. Ele precisa de atenção, foco, dedicação. Ele precisa ser nutrido. Assim como
você alimenta seu corpo todos os dias, toma banho e escova os dentes, o amor também precisa de cuidados
diários. Podem ser pequenos, talvez você precise de menos de uma hora por dia. Mas que seja por inteiro, com
intenção. Que seja de propósito.
E se você tem uma agenda, onde anota reuniões, cursos, médico, dentista, supermercado, escola dos filhos,
futebol com os amigos, happy hour com o pessoal do trabalho, não se esqueça de anotar também o dia e a hora
do jantar com seu amor, do filminho no sofá, do cinema, da viagem, da conversa.
A vida pode ser intensa e profunda. Mas na sua essência, ela é fugaz. Passa como um sopro. Se você não
escolher, dia a dia, conscientemente, o que quer nutrir, esteja certo de que vai abandonar primeiro o que lhe
parece mais seguro, que é o amor. Mas isso é uma imensa e perigosa armadilha. O amor não é seguro e, sim,
vivo. E como qualquer coisa viva, precisa de cuidados para crescer saudável e íntegro. Pra fazer valer a pena!
Rosana Braga
terça-feira, 24 de março de 2015
Estilo ou conteúdo: o que é mais importante? - Rosana Braga
E aí? O que mais conta na hora da conquista: estilo ou conteúdo? O que você tem mais? Para o que dá mais
importância? Muitas pessoas costumam dizer que não são desejadas porque não são bonitas. Outras ainda se
sentem inseguras por duvidar de sua inteligência.
Já ouviu alguém repetindo ditados do tipo "beleza não se põe na mesa", "por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento", entre outros que julgam o que é mais importante entre beleza e inteligência? Já deve ter ouvido também algumas pessoas, especialmente as mulheres, sustentando que não se importam com aparência e sim com inteligência.
Resolvi trocar a palavra beleza por estilo, considerando que beleza é um adjetivo extremamente relativo e estilo tem a ver com personalidade, escolha, autenticidade. E como costumamos considerar inteligência um adjetivo derivado do raciocínio lógico, também troquei por conteúdo. Conteúdo vai muito além dos pensamentos ou conhecimentos formalmente adquiridos. Tem a ver com experiências vividas, coração aberto, humor, bom senso.
Se você está se sentindo inseguro ou em dúvida, saiba que uma pessoa pode não ter a beleza que gostaria ou que a ditam as regras da moda. Mas é essencial que ela descubra qual é o seu estilo. O que a torna interessante aos olhos alheios. O que transmite ao mundo sua verdadeira essência. E isso tem a ver com jeito de olhar, falar, sorrir, caminhar e até a simples forma de estar presente. Tem a ver com crenças, valores, humor, fé e gentileza.
E como ter? Acima de tudo, é preciso se conhecer, saber de si. Encontrar sua porção única. Reconhecer seus dons e talentos. Desenhar sua missão. Admitir seus enganos e dificuldades. É preciso ter coragem de ser. De se colocar. De pisar no chão com os dois pés, olhos adiante e assumir-se no seu lugar.
E quanto à inteligência? Bem, tem muita gente com educação formal bastante precária e, ainda assim, repleta de conteúdo. Porque conteúdo é próprio de quem se joga na experiência. De quem não tem medo da vida. De quem arrisca. De quem cai e levanta. Perde e tenta de novo. Recomeça quantas vezes forem necessárias.
Talvez seja mais simples compreender a diferença entre beleza e estilo quando percebemos que beleza tem a ver com medidas padrões e estilo tem a ver com espontaneidade, verdade e leveza. E a diferença entre inteligência e conteúdo é basicamente a diferença entre teoria e prática. Tem inteligência quem sabe. E tem conteúdo quem faz.
E aí? No que você vai investir? O que precisa desenvolver em si mesmo e o que vai apreciar no outro? A escolha é sua. Apenas lembre-se de que é sempre tempo de se refazer. De rever conceitos e crenças. De se reinventar. Não exatamente de se consertar, porque não estamos quebrados. Mas de começar a desenvolver novos hábitos, novos comportamentos.
E é exatamente nessa hora que você se despede de uma vida cheia de limitações e tristeza e começa a viver uma vida repleta de possibilidades e realizações. Porque, no final das contas, bom mesmo é ter estilo e conteúdo
Rosana Braga
Já ouviu alguém repetindo ditados do tipo "beleza não se põe na mesa", "por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento", entre outros que julgam o que é mais importante entre beleza e inteligência? Já deve ter ouvido também algumas pessoas, especialmente as mulheres, sustentando que não se importam com aparência e sim com inteligência.
Resolvi trocar a palavra beleza por estilo, considerando que beleza é um adjetivo extremamente relativo e estilo tem a ver com personalidade, escolha, autenticidade. E como costumamos considerar inteligência um adjetivo derivado do raciocínio lógico, também troquei por conteúdo. Conteúdo vai muito além dos pensamentos ou conhecimentos formalmente adquiridos. Tem a ver com experiências vividas, coração aberto, humor, bom senso.
Se você está se sentindo inseguro ou em dúvida, saiba que uma pessoa pode não ter a beleza que gostaria ou que a ditam as regras da moda. Mas é essencial que ela descubra qual é o seu estilo. O que a torna interessante aos olhos alheios. O que transmite ao mundo sua verdadeira essência. E isso tem a ver com jeito de olhar, falar, sorrir, caminhar e até a simples forma de estar presente. Tem a ver com crenças, valores, humor, fé e gentileza.
E como ter? Acima de tudo, é preciso se conhecer, saber de si. Encontrar sua porção única. Reconhecer seus dons e talentos. Desenhar sua missão. Admitir seus enganos e dificuldades. É preciso ter coragem de ser. De se colocar. De pisar no chão com os dois pés, olhos adiante e assumir-se no seu lugar.
E quanto à inteligência? Bem, tem muita gente com educação formal bastante precária e, ainda assim, repleta de conteúdo. Porque conteúdo é próprio de quem se joga na experiência. De quem não tem medo da vida. De quem arrisca. De quem cai e levanta. Perde e tenta de novo. Recomeça quantas vezes forem necessárias.
Talvez seja mais simples compreender a diferença entre beleza e estilo quando percebemos que beleza tem a ver com medidas padrões e estilo tem a ver com espontaneidade, verdade e leveza. E a diferença entre inteligência e conteúdo é basicamente a diferença entre teoria e prática. Tem inteligência quem sabe. E tem conteúdo quem faz.
E aí? No que você vai investir? O que precisa desenvolver em si mesmo e o que vai apreciar no outro? A escolha é sua. Apenas lembre-se de que é sempre tempo de se refazer. De rever conceitos e crenças. De se reinventar. Não exatamente de se consertar, porque não estamos quebrados. Mas de começar a desenvolver novos hábitos, novos comportamentos.
E é exatamente nessa hora que você se despede de uma vida cheia de limitações e tristeza e começa a viver uma vida repleta de possibilidades e realizações. Porque, no final das contas, bom mesmo é ter estilo e conteúdo
Rosana Braga
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Ainda tenho muito que errar... - Rosana Braga
É provável que você já tenha ouvido, várias vezes, a famosa assertiva "ainda tenho muito que aprender!". Sim,
todos temos. E que ótimo que seja assim! Mas, sabe, hoje ouvi o idealizador do Buscapé (maior site de
comparação de preços) falando sobre a relevância dos fracassos no caminho da realização e do sucesso! Gostei
demais daquele ponto de vista!
É verdade que algumas pessoas parecem sentir certo prazer em contabilizar seus fracassos. Vejo muito disso no
dia a dia. Mas, em geral, são pessoas que (até sem perceber) contaminam-se com seu próprio veneno e
sucumbem neste lugar o de vítima, o de fracassada!
Não foi sobre isso que o Romero falou. Nada de vitimização ou drama. Muito pelo contrário. Havia uma lucidez
incrível no testemunho dele. Usou a própria trajetória para mostrar que os fracassos podem ser fundamentais se
soubermos olhar para eles como ferramentas. Se conseguirmos nos manter acima deles e preservar nossos
valores, a despeito das inevitáveis frustrações.
Pensei: isso sim é visão de gente grande. De quem sabe que fracasso e frustração fazem parte, tanto quanto
conquista e celebração. Sem eles, o sucesso seria oco. Sem eles, não haveria amadurecimento e crescimento que
fazem valer a pena. E assim é em qualquer área da vida. Inclusive na amorosa.
Não que eu defenda a crença de que amar é sofrer. Isso é imaturidade e romantismo de quinta! Amar é entrar
em campo e jogar pra valer. É se relacionar com o outro, mas sobretudo consigo mesmo. Todos os dias. É ter
coragem de se olhar, se ver e tentar. De dar o melhor de si, mesmo correndo todos os riscos do mundo. É lidar
com suas limitações, mesmo quando isso for muito difícil. É errar e fracassar e se frustar e, ainda assim,
reconhecer-se em pleno sucesso!
Porque o que faz todo o sentido do mundo é assumir esse lugar de aprendiz não como quem sabe que tem muito
que aprender. Mas quem aceita e aproveita o fato de ainda ter muito que errar. E do alto de sua caminhada
errante, sustentar a firmeza de nunca ter desistido. Afinal, só não erra quem não compartilha, quem não convive,
quem não troca. Quem não ama com todas as suas possibilidades!
Rosana Braga
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Cuidado! Tem gente que simplesmente não sabe ser amada! - Rosana Braga
Sei que é bem estranho pensar em alguém que não sabe ser amado. Mas infelizmente tem muita gente que não
aprendeu. Tem gente que até aprendeu, mas de tanto ser amado de um jeito torto, pequeno, esqueceu ou nem
sabe como é o amor de gente grande.
Algumas dessas pessoas podem ter vivido situações tão doloridas ou tão confusas que não souberam como lidar com tudo isso e simplesmente se fecharam. E agora, não conseguem se deixar amar. Incomodam-se com o afeto, o tratar bem.
Sim, porque estou falando de amor saudável. Amor que faz crescer a si mesmo e ao outro. Que constrói, que ensina e aprende. Amor cuidado e caro. Que tem desafios e desavenças, mas que são resolvidas de forma digna e respeitosa. Amor em que as diferenças servem para amadurecer o casal e a relação.
Se não for assim, então estamos falando desse pseudo amor que desmonta, despedaça e adoece. Desse tipo de amor que faz a gente se deparar com relações que, na prática, canibalizam. Um vai arrancando pedaços do outro aos poucos. E vão se digladiando e se engolindo sem sequer atentar para o horror que se causam mutuamente. Quando vêem, estão aos tocos, dilacerados e sem saber pra que estão nesta dinâmica nefasta.
Uma ofensa aqui, uma acusação ali. Quase nunca ou nunca mesmo um elogio. Reconhecimento? Pra que? Hoje, uma depreciação com palavras rudes, pesadas. Amanhã, um tapa, um empurrão. Depois, lágrimas secam e sobra só a casca. Vazios que se fizeram. Ocos que se deixaram.
E desaprendem, definitivamente, o amor de verdade. Resta esse amor estranho, adoecido, que se irrita quando encontra quem quer amá-los como gente grande. Que gargalha diante do exercício de amor dos outros. Que desacredita e tenta esfriar qualquer paixão ao seu redor.
Existem ainda os que continuam tentando, apostando, jurando que acreditam no amor. Mas repetem várias e várias vezes a tal dinâmica maluca do amor canibal. Ora machucam, ora são machucados. Ora mordem, ora são mordidos. E persistentes que são, vão definhando de relação em relação. Ou ainda, na mesma relação "até que a morte (programada?) os separem".
Se você está numa relação assim, acorde enquanto há tempo! Você faz de tudo pelo outro, mas ele continua morno, sem saber como retribuir, dizendo que você é a pessoa perfeita na hora errada? Pois saiba que é isso mesmo! Caia fora dessa hora errada, dessa chance falida, desse encontro que poderá vir a ser, mas não agora!
Se o outro não sabe ser amado como gente grande, terá de aprender antes. E pra isso, precisa querer! Precisa se dar conta de que tem algo errado, de que amor torto não alimenta, não faz crescer. Não funciona! E se ele insiste em não corresponder o amor que você oferece, então lembre-se de oferecer esse amor a si mesmo e pare de se torturar.
Não deixe sua autoestima nas mãos de quem não sabe o que isso significa. Aliás, autoestima é algo que só pode ser cuidada por você mesmo. E tem a ver com noção de merecimento. Tem a ver com aprender a reconhecer quem você é e que tipo de amor está pronto pra viver! Tem a ver com se tornar gente grande. Porque é essa a função do amor!
Rosana Braga
Algumas dessas pessoas podem ter vivido situações tão doloridas ou tão confusas que não souberam como lidar com tudo isso e simplesmente se fecharam. E agora, não conseguem se deixar amar. Incomodam-se com o afeto, o tratar bem.
Sim, porque estou falando de amor saudável. Amor que faz crescer a si mesmo e ao outro. Que constrói, que ensina e aprende. Amor cuidado e caro. Que tem desafios e desavenças, mas que são resolvidas de forma digna e respeitosa. Amor em que as diferenças servem para amadurecer o casal e a relação.
Se não for assim, então estamos falando desse pseudo amor que desmonta, despedaça e adoece. Desse tipo de amor que faz a gente se deparar com relações que, na prática, canibalizam. Um vai arrancando pedaços do outro aos poucos. E vão se digladiando e se engolindo sem sequer atentar para o horror que se causam mutuamente. Quando vêem, estão aos tocos, dilacerados e sem saber pra que estão nesta dinâmica nefasta.
Uma ofensa aqui, uma acusação ali. Quase nunca ou nunca mesmo um elogio. Reconhecimento? Pra que? Hoje, uma depreciação com palavras rudes, pesadas. Amanhã, um tapa, um empurrão. Depois, lágrimas secam e sobra só a casca. Vazios que se fizeram. Ocos que se deixaram.
E desaprendem, definitivamente, o amor de verdade. Resta esse amor estranho, adoecido, que se irrita quando encontra quem quer amá-los como gente grande. Que gargalha diante do exercício de amor dos outros. Que desacredita e tenta esfriar qualquer paixão ao seu redor.
Existem ainda os que continuam tentando, apostando, jurando que acreditam no amor. Mas repetem várias e várias vezes a tal dinâmica maluca do amor canibal. Ora machucam, ora são machucados. Ora mordem, ora são mordidos. E persistentes que são, vão definhando de relação em relação. Ou ainda, na mesma relação "até que a morte (programada?) os separem".
Se você está numa relação assim, acorde enquanto há tempo! Você faz de tudo pelo outro, mas ele continua morno, sem saber como retribuir, dizendo que você é a pessoa perfeita na hora errada? Pois saiba que é isso mesmo! Caia fora dessa hora errada, dessa chance falida, desse encontro que poderá vir a ser, mas não agora!
Se o outro não sabe ser amado como gente grande, terá de aprender antes. E pra isso, precisa querer! Precisa se dar conta de que tem algo errado, de que amor torto não alimenta, não faz crescer. Não funciona! E se ele insiste em não corresponder o amor que você oferece, então lembre-se de oferecer esse amor a si mesmo e pare de se torturar.
Não deixe sua autoestima nas mãos de quem não sabe o que isso significa. Aliás, autoestima é algo que só pode ser cuidada por você mesmo. E tem a ver com noção de merecimento. Tem a ver com aprender a reconhecer quem você é e que tipo de amor está pronto pra viver! Tem a ver com se tornar gente grande. Porque é essa a função do amor!
Rosana Braga
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
O outro só faz com você o que você permite!!! - Rosana Braga
Tenho uma amiga que vive reclamando de um irmão folgado! É bem provável que você também conheça alguém
assim, que vive perdendo a noção do bom senso, que mexe nas coisas dos outros, que desrespeita o espaço
alheio, humilha, passa dos limites. É o típico egoísta, sem noção!
Se você convive com alguém assim, também é provável que já tenha se sentido invadido, desrespeitado, magoado e até com raiva! Talvez tenha se sentido impotente, feito de bobo e como se estivesse num "mato sem cachorro", sem saber como se livrar dessa situação.
Em geral, cenários como esse despertam na vítima do folgado acusações do tipo "não aguento mais!", "fulano só olha para o seu próprio umbigo", "sicrana abusa de mim, é mal-educada e já não sei mais o que fazer!", "já pedi pra beltrano parar com isso, já chorei, já implorei e nada de mudanças!".
Se você descobrisse que tem um jeito de mudar essa situação e de essa pessoa parar de folgar com você, você se interessaria em saber que jeito é esse? Imagino que sim. Então, relaxe, pois felizmente esse jeito existe! E eu vou te contar qual é, mas antes, deixe-me fazer algumas perguntas, considerando que você é uma pessoa adulta, saudável e capaz de se cuidar!
Quem manda na sua vida?
Quem decide como você se comporta?
Quem arca com as consequências de suas atitudes e escolhas?
Quem decide o que você faz com o que você sente?
Esteja você convencido disso ou não, para todas as perguntas só existe uma resposta: você! Sim, é você quem manda na sua vida, incluindo o fato de deixar ou não que outra pessoa mande em você. É você também quem decide como vai se comportar diante de qualquer situação, mesmo quando acredita que está decidindo por causa de outra pessoa. Tenha consciência disso ou não, a escolha foi sua.
É você quem arca com as consequências de tudo o que você faz ou deixa de fazer, embora possa fazer ou deixar de fazer só para atingir outras pessoas. E se você vive dizendo que "a gente não escolhe o que sente", tem toda a razão. Mas saiba que a gente escolhe, sempre, o que vai fazer com aquilo que sente. Por isso, é bom que você comece a se dar conta do que sente e de como reage a cada um de seus sentimentos.
E agora, tendo ciência de que sua vida é um problema exclusivamente seu, e que quanto mais clareza você tiver para administrá-la, melhor será não só a sua, mas também a vida das pessoas que você ama, podemos falar de como se livrar daquela pessoa que não perde a chance de folgar com você e te incomodar profundamente.
E o jeito é: mude você com ela! Deixe claro que ela está passando dos limites e que isso está te incomodando. E que diante dessa situação, você tem duas opções: esperar que ela mude depois dessa conversa ou se afastar dela, ignorá-la. Afinal, a ideia não é fazer algo contra ela e, sim, a seu favor.
Como responsável por si, é seu dever buscar ambientes e pessoas harmoniosos, onde e com quem seja possível uma convivência minimamente equilibrada e satisfatória. E se ela não estiver disposta a colaborar com esse cenário, então que a relação entre vocês não exista ou exista no nível estritamente necessário
E assim, conversando, pontuando e sendo flexível, até mesmo as pessoas folgadas pensarão antes de folgar com você. Porque se tem algo que você pode apostar é que elas sabem exatamente quem permite e quem não permite abusos. Sem contar que mostrar os seus limites com firmeza, mas sem perder a suavidade é o suprassumo da gentileza!
Rosana Braga
Se você convive com alguém assim, também é provável que já tenha se sentido invadido, desrespeitado, magoado e até com raiva! Talvez tenha se sentido impotente, feito de bobo e como se estivesse num "mato sem cachorro", sem saber como se livrar dessa situação.
Em geral, cenários como esse despertam na vítima do folgado acusações do tipo "não aguento mais!", "fulano só olha para o seu próprio umbigo", "sicrana abusa de mim, é mal-educada e já não sei mais o que fazer!", "já pedi pra beltrano parar com isso, já chorei, já implorei e nada de mudanças!".
Se você descobrisse que tem um jeito de mudar essa situação e de essa pessoa parar de folgar com você, você se interessaria em saber que jeito é esse? Imagino que sim. Então, relaxe, pois felizmente esse jeito existe! E eu vou te contar qual é, mas antes, deixe-me fazer algumas perguntas, considerando que você é uma pessoa adulta, saudável e capaz de se cuidar!
Quem manda na sua vida?
Quem decide como você se comporta?
Quem arca com as consequências de suas atitudes e escolhas?
Quem decide o que você faz com o que você sente?
Esteja você convencido disso ou não, para todas as perguntas só existe uma resposta: você! Sim, é você quem manda na sua vida, incluindo o fato de deixar ou não que outra pessoa mande em você. É você também quem decide como vai se comportar diante de qualquer situação, mesmo quando acredita que está decidindo por causa de outra pessoa. Tenha consciência disso ou não, a escolha foi sua.
É você quem arca com as consequências de tudo o que você faz ou deixa de fazer, embora possa fazer ou deixar de fazer só para atingir outras pessoas. E se você vive dizendo que "a gente não escolhe o que sente", tem toda a razão. Mas saiba que a gente escolhe, sempre, o que vai fazer com aquilo que sente. Por isso, é bom que você comece a se dar conta do que sente e de como reage a cada um de seus sentimentos.
E agora, tendo ciência de que sua vida é um problema exclusivamente seu, e que quanto mais clareza você tiver para administrá-la, melhor será não só a sua, mas também a vida das pessoas que você ama, podemos falar de como se livrar daquela pessoa que não perde a chance de folgar com você e te incomodar profundamente.
E o jeito é: mude você com ela! Deixe claro que ela está passando dos limites e que isso está te incomodando. E que diante dessa situação, você tem duas opções: esperar que ela mude depois dessa conversa ou se afastar dela, ignorá-la. Afinal, a ideia não é fazer algo contra ela e, sim, a seu favor.
Como responsável por si, é seu dever buscar ambientes e pessoas harmoniosos, onde e com quem seja possível uma convivência minimamente equilibrada e satisfatória. E se ela não estiver disposta a colaborar com esse cenário, então que a relação entre vocês não exista ou exista no nível estritamente necessário
E assim, conversando, pontuando e sendo flexível, até mesmo as pessoas folgadas pensarão antes de folgar com você. Porque se tem algo que você pode apostar é que elas sabem exatamente quem permite e quem não permite abusos. Sem contar que mostrar os seus limites com firmeza, mas sem perder a suavidade é o suprassumo da gentileza!
Rosana Braga
sábado, 31 de janeiro de 2015
Quem decide como você se comporta? Rosana Braga
Sim, estou fazendo essa pergunta para você agora! Quem decide como você se comporta? Posso imaginar você
respondendo instantaneamente: "eu mesmo, claro!". Só que, antes de responder tão rapidamente, e com essa
certeza inabalável, quero te contar uma história.
Havia um rapaz que, todas as manhãs, antes de entrar pro trabalho, passava num café próximo da empresa onde também comprava o jornal do dia. O nome dele era João. E o senhor que atendia os clientes estava sempre de cara amarrada, mal humorado. Nem olhava pro rosto de João, não respondia ao 'bom dia' que ele sempre dava e, ao entregar o jornal e o troco, era ríspido da mesma forma.
Algumas vezes, João ia tomar café e comprar o jornal com seu amigo Pedro. E certo dia, indignado com aquela situação, Pedro não aguentou mais e perguntou a João:
João, esse cara sempre te trata assim, com tanta ignorância?
E João respondeu: Pois é, infelizmente sim. E o pior é que nem é só comigo.
E Pedro, ainda mais inconformado, continuou: Dê um basta neste velho e o trate com a grosseria que ele merece! Não consigo entender seu comportamento! Por que você insiste em ser gentil com ele, sempre dizendo 'bom dia', 'obrigado', 'por favor' e ainda sorrindo?
E João, com a mesma gentileza de sempre, explicou: Porque eu não quero que ele decida como eu devo agir!
E você, o que faria em situações semelhantes? Nesta história, a pessoa que provocava era apenas uma conhecida. Alguém com quem João não convivia. Mas, em geral, as pessoas que mais despertam nossa intolerância e nossa falta de gentileza são aquelas com quem mais convivemos. E, estranhamente, aquelas que mais amamos.
Claro que tendemos a concluir que sao elas as culpadas e, portanto, as responsáveis por nosso comportamento impaciente e grosseiro. Afinal, pensamos, elas nos irritam, fazem coisas de que não gostamos. Mas. será??? Porque se for, então são elas, com as atitudes delas, que decidem como nós nos comportamos?
Bem, o fato é que, gostemos disso ou não, cada um de nós é responsável pelo modo como age e, principalmente, pelo modo como reage às circunstâncias da vida. Culpados ou não, somos nós que teremos de lidar com as consequências de cada uma de nossas atitudes.
Então, minha sugestão é para que você tome uma decisão. A decisão de mandar em si mesmo. A decisão de ser o dono de sua própria história, de sua própria vida. E, assim, a decisão de antes de agir ou reagir a qualquer acontecimento se perguntar: o que eu realmente quero com isso?
Porque fico espantada com o número de mensagens que recebo de pessoas profundamente tristes, frustradas e arrependidas por não terem tratado bem os seus amores quando ainda era tempo. Por terem acreditado que nada abalaria esse amor, esse relacionamento, mas descobrir da pior forma possível que estavam enganadas.
Não deixe para pedir desculpas somente quando já não tiver mais importância. Não deixe para demonstrar o que sente somente quando o outro for embora. Não deixe para amar na prática e com atitudes coerente só depois que seu coração for atropelado e esmagado pelo abandono. Faça o seu amor valer a pena!
Rosana Braga
Havia um rapaz que, todas as manhãs, antes de entrar pro trabalho, passava num café próximo da empresa onde também comprava o jornal do dia. O nome dele era João. E o senhor que atendia os clientes estava sempre de cara amarrada, mal humorado. Nem olhava pro rosto de João, não respondia ao 'bom dia' que ele sempre dava e, ao entregar o jornal e o troco, era ríspido da mesma forma.
Algumas vezes, João ia tomar café e comprar o jornal com seu amigo Pedro. E certo dia, indignado com aquela situação, Pedro não aguentou mais e perguntou a João:
João, esse cara sempre te trata assim, com tanta ignorância?
E João respondeu: Pois é, infelizmente sim. E o pior é que nem é só comigo.
E Pedro, ainda mais inconformado, continuou: Dê um basta neste velho e o trate com a grosseria que ele merece! Não consigo entender seu comportamento! Por que você insiste em ser gentil com ele, sempre dizendo 'bom dia', 'obrigado', 'por favor' e ainda sorrindo?
E João, com a mesma gentileza de sempre, explicou: Porque eu não quero que ele decida como eu devo agir!
E você, o que faria em situações semelhantes? Nesta história, a pessoa que provocava era apenas uma conhecida. Alguém com quem João não convivia. Mas, em geral, as pessoas que mais despertam nossa intolerância e nossa falta de gentileza são aquelas com quem mais convivemos. E, estranhamente, aquelas que mais amamos.
Claro que tendemos a concluir que sao elas as culpadas e, portanto, as responsáveis por nosso comportamento impaciente e grosseiro. Afinal, pensamos, elas nos irritam, fazem coisas de que não gostamos. Mas. será??? Porque se for, então são elas, com as atitudes delas, que decidem como nós nos comportamos?
Bem, o fato é que, gostemos disso ou não, cada um de nós é responsável pelo modo como age e, principalmente, pelo modo como reage às circunstâncias da vida. Culpados ou não, somos nós que teremos de lidar com as consequências de cada uma de nossas atitudes.
Então, minha sugestão é para que você tome uma decisão. A decisão de mandar em si mesmo. A decisão de ser o dono de sua própria história, de sua própria vida. E, assim, a decisão de antes de agir ou reagir a qualquer acontecimento se perguntar: o que eu realmente quero com isso?
Porque fico espantada com o número de mensagens que recebo de pessoas profundamente tristes, frustradas e arrependidas por não terem tratado bem os seus amores quando ainda era tempo. Por terem acreditado que nada abalaria esse amor, esse relacionamento, mas descobrir da pior forma possível que estavam enganadas.
Não deixe para pedir desculpas somente quando já não tiver mais importância. Não deixe para demonstrar o que sente somente quando o outro for embora. Não deixe para amar na prática e com atitudes coerente só depois que seu coração for atropelado e esmagado pelo abandono. Faça o seu amor valer a pena!
Rosana Braga
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Seus resultados vêm de suas ações e não de suas intenções! - Rosana Braga
Já conheceu alguém que vive magoando as pessoas, "esquecendo-se" de ser gentil ou de se importar com o outro e, quando questionado, simplesmente responde que não teve a intenção? Que foi sem querer?
Que todo mundo erra, é fato! E é compreensível! Mas repetir os mesmos erros indefinidamente com a desculpa de que não teve a intenção de ofender, prejudicar ou ferir ninguém, isso é inadmissível.
E não estou classificando esse comportamento por conta própria, não! Estou certa de que a vida não admite essa justificativa. Tenho visto muitas pessoas pagando por erros que não tiveram a intenção de cometer. Mas cometeram. E repetiram. Acreditando que bastaria pedir desculpas uma, dez, mil vezes e estaria tudo certo! Não! Não está!
Nossa vida é consequência de nossas ações e não de nossas intenções. Nossos resultados são construídos a partir do que fazemos e não do que "não queríamos ter feito". Enquanto você continuar agindo sem consciência, pouco ou nada se importando com as pessoas com quem convive, e acreditando que só suas intenções é que contam, estará apenas acumulando chances para resultados medíocres, senão miseráveis.
Se eu acredito em arrependimentos? Com toda certeza! Pessoas que se arrependem são aquelas que se dão conta de seus enganos e de suas limitações e se comprometem, de verdade, a tentar, dia após dia, fazer diferente. São pessoas que, finalmente, compreendem que somos todos um! Que sozinhas não faz sentido. Que não podem usar e manipular os outros a seu bel prazer. Que não podem tripudiar sobre o coração de alguém só porque não era essa a intenção delas!
No mais, vale lembrar que o Universo é uma grande engrenagem, perfeita e justa. Gira de acordo com os efeitos gerados por cada uma de nossas atitudes que, somadas, fazem o mundo ser exatamente como é! Torço para que o meu coração e o seu acordem. E que se mantenham atentos. Porque só assim poderemos agir de modo coerente com as nossas melhores intenções! E se ferirmos alguém, que haja espaço para - com toda a nossa alma - assumirmos nossos atos e sermos autênticos!
Rosana Braga
Que todo mundo erra, é fato! E é compreensível! Mas repetir os mesmos erros indefinidamente com a desculpa de que não teve a intenção de ofender, prejudicar ou ferir ninguém, isso é inadmissível.
E não estou classificando esse comportamento por conta própria, não! Estou certa de que a vida não admite essa justificativa. Tenho visto muitas pessoas pagando por erros que não tiveram a intenção de cometer. Mas cometeram. E repetiram. Acreditando que bastaria pedir desculpas uma, dez, mil vezes e estaria tudo certo! Não! Não está!
Nossa vida é consequência de nossas ações e não de nossas intenções. Nossos resultados são construídos a partir do que fazemos e não do que "não queríamos ter feito". Enquanto você continuar agindo sem consciência, pouco ou nada se importando com as pessoas com quem convive, e acreditando que só suas intenções é que contam, estará apenas acumulando chances para resultados medíocres, senão miseráveis.
Se eu acredito em arrependimentos? Com toda certeza! Pessoas que se arrependem são aquelas que se dão conta de seus enganos e de suas limitações e se comprometem, de verdade, a tentar, dia após dia, fazer diferente. São pessoas que, finalmente, compreendem que somos todos um! Que sozinhas não faz sentido. Que não podem usar e manipular os outros a seu bel prazer. Que não podem tripudiar sobre o coração de alguém só porque não era essa a intenção delas!
No mais, vale lembrar que o Universo é uma grande engrenagem, perfeita e justa. Gira de acordo com os efeitos gerados por cada uma de nossas atitudes que, somadas, fazem o mundo ser exatamente como é! Torço para que o meu coração e o seu acordem. E que se mantenham atentos. Porque só assim poderemos agir de modo coerente com as nossas melhores intenções! E se ferirmos alguém, que haja espaço para - com toda a nossa alma - assumirmos nossos atos e sermos autênticos!
Rosana Braga
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Do que você é capaz quando está com ciúme? - Rosana Braga
Há quem garanta que o ciúme é o tempero do amor. Outros
justificam esse sentimento afirmando que quem ama, cuida. As duas assertivas fazem algum sentido, especialmente se considerarmos a dose. Ou seja, ciúme excessivo em vez de temperar, envenena as relações. E quem ama, cuida sim, mas também se lembra de que monstros e situações mal resolvidas minam qualquer intenção, por melhor que seja.
A ideia não é brigar com os sentimentos - sejam eles quais forem. Sentimentos são humanos e podem nos ensinar muito sobre quem somos. São chaves para o autoconhecimento e para a conquista da maturidade. Portanto, a ideia é aprender a percebê-los e a lidar com eles. No caso do ciúme, o aprendizado é experimentá-lo com bom senso e equilíbrio. Sei que muitos não conseguem sequer imaginar essa combinação. Ciúme, em muitos casos, não tem absolutamente nada a ver com bom senso e equilíbrio - e é aí que está o problema.
Vale esclarecer que este sentimento não tem, necessariamente, a ver com os fatos. Explico: tem gente que acredita que o outro só pode se sentir enciumado se tiver, de fato, um motivo. Ou seja, se seu par estiver olhando pros lados, paquerando ou traindo. Não é bem assim. Claro que o ciúme pode ser motivado pela realidade, mas em muitos casos, tem a ver bem mais com a dinâmica de quem o sente do que com o que o outro faz.
Uma pessoa pode sentir ciúme por estar insegura, por não confiar nos outros, por conta da atitude de um terceiro, por ter medo de ser enganado, entre várias outras razões que não refletem a concretização de um fato. E vale lembrar também que chamar o ciumento de "maluco", "lunático" ou qualquer adjetivo pejorativo não ajuda em nada. É provável que ele só queira ser acolhido. Na maioria das vezes, basta ouvi-lo e se colocar no lugar dele para que se acalme. Aí, sim, a situação se torna motivo para esquentar a relação, podendo até render uma picante noite de amor.
Por outro lado, é muito importante que o ciumento se observe e reflita sobre seu comportamento. Sentir ciúme é aceitável e até compreensível, mas criar constrangimentos ao seu redor, reagir sem ponderar, "fazer barraco" e "descer do salto", acusando os outros de serem os únicos responsáveis por seus próprios sentimentos é sinal de imaturidade e falta de noção. E isso é realmente muito desgastante! Quase impossível render algo de sedutor e prazeroso.
Creio que a questão essencial seja: do que você é capaz quando está com ciúme? Se considerarmos que existem pessoas que choram, outras que gritam, as que se fecham, que ficam sem falar com o outro, que fazem escândalo, que rompem a relação ou a tornam o centro de toda a sua vida, e ainda aquelas que são capazes de matar, literalmente, a quem julgam culpado pelo que sentem, já dá para perceber que o ciúme tem sido justificativa para as mais variáveis decisões.
Assim sendo, se você tem se dado conta de que o ciúme é um problema e até um obstáculo para o seu sucesso no amor, saiba que descobrir a resposta para esta pergunta - do que você é capaz quando está com ciúme? - vai revelar muito a seu respeito. E vai possibilitar que você se empenhe em encontrar maneiras mais criativas e coerentes de lidar com o que sente. Porque esta é a única diferença entre quem é feliz e quem não é: não o que sente, mas como lida com seus sentimentos!
Rosana Braga
A ideia não é brigar com os sentimentos - sejam eles quais forem. Sentimentos são humanos e podem nos ensinar muito sobre quem somos. São chaves para o autoconhecimento e para a conquista da maturidade. Portanto, a ideia é aprender a percebê-los e a lidar com eles. No caso do ciúme, o aprendizado é experimentá-lo com bom senso e equilíbrio. Sei que muitos não conseguem sequer imaginar essa combinação. Ciúme, em muitos casos, não tem absolutamente nada a ver com bom senso e equilíbrio - e é aí que está o problema.
Vale esclarecer que este sentimento não tem, necessariamente, a ver com os fatos. Explico: tem gente que acredita que o outro só pode se sentir enciumado se tiver, de fato, um motivo. Ou seja, se seu par estiver olhando pros lados, paquerando ou traindo. Não é bem assim. Claro que o ciúme pode ser motivado pela realidade, mas em muitos casos, tem a ver bem mais com a dinâmica de quem o sente do que com o que o outro faz.
Uma pessoa pode sentir ciúme por estar insegura, por não confiar nos outros, por conta da atitude de um terceiro, por ter medo de ser enganado, entre várias outras razões que não refletem a concretização de um fato. E vale lembrar também que chamar o ciumento de "maluco", "lunático" ou qualquer adjetivo pejorativo não ajuda em nada. É provável que ele só queira ser acolhido. Na maioria das vezes, basta ouvi-lo e se colocar no lugar dele para que se acalme. Aí, sim, a situação se torna motivo para esquentar a relação, podendo até render uma picante noite de amor.
Por outro lado, é muito importante que o ciumento se observe e reflita sobre seu comportamento. Sentir ciúme é aceitável e até compreensível, mas criar constrangimentos ao seu redor, reagir sem ponderar, "fazer barraco" e "descer do salto", acusando os outros de serem os únicos responsáveis por seus próprios sentimentos é sinal de imaturidade e falta de noção. E isso é realmente muito desgastante! Quase impossível render algo de sedutor e prazeroso.
Creio que a questão essencial seja: do que você é capaz quando está com ciúme? Se considerarmos que existem pessoas que choram, outras que gritam, as que se fecham, que ficam sem falar com o outro, que fazem escândalo, que rompem a relação ou a tornam o centro de toda a sua vida, e ainda aquelas que são capazes de matar, literalmente, a quem julgam culpado pelo que sentem, já dá para perceber que o ciúme tem sido justificativa para as mais variáveis decisões.
Assim sendo, se você tem se dado conta de que o ciúme é um problema e até um obstáculo para o seu sucesso no amor, saiba que descobrir a resposta para esta pergunta - do que você é capaz quando está com ciúme? - vai revelar muito a seu respeito. E vai possibilitar que você se empenhe em encontrar maneiras mais criativas e coerentes de lidar com o que sente. Porque esta é a única diferença entre quem é feliz e quem não é: não o que sente, mas como lida com seus sentimentos!
Rosana Braga
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Tudo o que já fomos, ainda somos! - Rosana Braga
A mudança é uma proposta interessante. Ao mesmo tempo em que pode nos encher de ansiedade e insegurança e até nos paralisar, quase sempre nos remete à expectativa de que tudo pode ser melhor do que tem sido. Mais ou menos como se estar satisfeito com o que já temos e com o que já somos, fosse sinônimo de covardia ou acomodação.
Faz sentido, em partes. Mudar pode mesmo ser assustador, já que nos impulsiona ao desconhecido. E pode também ser surpreendente e maravilhoso, já que nos possibilita ampliar os horizontes, abrir a mente e experimentar o novo.
No entanto, penso que a questão principal nem seja sobre mudar ou não mudar. Digamos que a mudança é inevitável. Portanto, discuti-la pode servir apenas para compreendê-la melhor. Penso que a questão, na verdade, tem a ver com quem nos tornamos cada vez que mudamos.
Se considerarmos que mudamos o tempo todo - de modo significativo ou imperceptível, propositadamente ou sem querer, consciente ou inconscientemente - não dá para dizer que somos completamente 'outro' a cada mudança. Somos os mesmos e, ainda assim, refeitos.
O que quero dizer, enfim, é que não substituímos o que fomos pelo que nos tornamos a cada mudança. Tudo o que já fomos, ainda somos! Somos as marcas, as cicatrizes e as lembranças de ontem, as ações, as escolhas e o modo como enxergamos o mundo de hoje, e os sonhos, a esperança e as possibilidades de amanhã. E tudo isso é fundamental!
Só que, infelizmente, algumas pessoas tendem a desperdiçar seus dias julgando sua história. Num esforço desgastante e inútil, tentam separar o que foi bom e o que foi ruim. O que foi acerto e o que foi erro. O que foi sucesso e o que foi fracasso. E nesta dinâmica, insistem na fantasia de que é possível ser completamente diferente do que se é. Ou do que se foi.
Penso que o intuito de viver é bem outro. É justamente somar. É exatamente considerar todas as camadas, todos os processos, todas as experiências. É genuinamente acolher a própria biografia com todos os seus ônus e todos os seus bônus. Todos os seus risos e todas as suas lágrimas. Todos os seus gozos e todas as suas dores.
E assim, podendo aprender com o passado, fincar os dois pés e o coração no presente e desenhar o futuro que deseja viver, sugiro que você observe - como se estivesse assistindo ao longa vencedor do Oscar de Melhor Filme - o quão emocionante e essencial foi cada uma de suas tristezas, cada um de seus amores e cada instante em que você decidiu, com todas as suas forças, ser quem você é!
É só isso que pode fazer a vida valer a pena! Ser quem você é! Não apenas uma parte. Não apenas o que é bonito de mostrar. Não só o que foi gostoso de ser. Ser quem você é por inteiro, podendo se levantar agora, de onde você estiver, e traçar um novo enredo para sua história. E que este novo se encaixe no velho e te refaça ainda mais intenso, mais profundo e com mais um broto de vida pra viver!
Rosana Braga
Faz sentido, em partes. Mudar pode mesmo ser assustador, já que nos impulsiona ao desconhecido. E pode também ser surpreendente e maravilhoso, já que nos possibilita ampliar os horizontes, abrir a mente e experimentar o novo.
No entanto, penso que a questão principal nem seja sobre mudar ou não mudar. Digamos que a mudança é inevitável. Portanto, discuti-la pode servir apenas para compreendê-la melhor. Penso que a questão, na verdade, tem a ver com quem nos tornamos cada vez que mudamos.
Se considerarmos que mudamos o tempo todo - de modo significativo ou imperceptível, propositadamente ou sem querer, consciente ou inconscientemente - não dá para dizer que somos completamente 'outro' a cada mudança. Somos os mesmos e, ainda assim, refeitos.
O que quero dizer, enfim, é que não substituímos o que fomos pelo que nos tornamos a cada mudança. Tudo o que já fomos, ainda somos! Somos as marcas, as cicatrizes e as lembranças de ontem, as ações, as escolhas e o modo como enxergamos o mundo de hoje, e os sonhos, a esperança e as possibilidades de amanhã. E tudo isso é fundamental!
Só que, infelizmente, algumas pessoas tendem a desperdiçar seus dias julgando sua história. Num esforço desgastante e inútil, tentam separar o que foi bom e o que foi ruim. O que foi acerto e o que foi erro. O que foi sucesso e o que foi fracasso. E nesta dinâmica, insistem na fantasia de que é possível ser completamente diferente do que se é. Ou do que se foi.
Penso que o intuito de viver é bem outro. É justamente somar. É exatamente considerar todas as camadas, todos os processos, todas as experiências. É genuinamente acolher a própria biografia com todos os seus ônus e todos os seus bônus. Todos os seus risos e todas as suas lágrimas. Todos os seus gozos e todas as suas dores.
E assim, podendo aprender com o passado, fincar os dois pés e o coração no presente e desenhar o futuro que deseja viver, sugiro que você observe - como se estivesse assistindo ao longa vencedor do Oscar de Melhor Filme - o quão emocionante e essencial foi cada uma de suas tristezas, cada um de seus amores e cada instante em que você decidiu, com todas as suas forças, ser quem você é!
É só isso que pode fazer a vida valer a pena! Ser quem você é! Não apenas uma parte. Não apenas o que é bonito de mostrar. Não só o que foi gostoso de ser. Ser quem você é por inteiro, podendo se levantar agora, de onde você estiver, e traçar um novo enredo para sua história. E que este novo se encaixe no velho e te refaça ainda mais intenso, mais profundo e com mais um broto de vida pra viver!
Rosana Braga
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Relaxe: não há felicidade sem tristeza! - Rosana Braga
Parece óbvio o que canta Lulu Santos: "Não existiria som se não houvesse o silêncio. Não haveria luz se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim...". Aliás, é mais do que óbvio. É fato! Nada existiria sem o seu oposto, porque a existência acontece a partir do contraste, da referência, do ponto de vista.
Mas ainda assim, insistimos em desejar felicidade plena. Queremos só alegria, só satisfação. E querer nem é o problema. Afinal, desejar tudo de bom da vida tem lá seu mérito. O problema mesmo é quando a gente se revolta com o que não é tão bom assim. Com o que não é gostoso de sentir.
Sim, tem muita gente se afundando em lamentações e reclamações, por tempo indeterminado e sem nenhuma busca de consciência, quando se depara com a frustração, a perda, a tristeza, o medo, a solidão. Não consegue compreender que tudo isso faz parte. Não percebe o encaixe das engrenagens que faz rodar e amadurecer a vida!
Não se trata de fugir do sofrimento. Nem de tomar posse dele sem que reste espaço para qualquer transformação. Não se trata de subtrair nem de multiplicar sentimentos. Trata-se de doer de modo tão autêntico e intenso quanto nos dispomos a nos alegrar. Trata-se de sentir, simplesmente. O que há para ser sentido. Agora, neste momento. Trata-se viver o que tem para hoje! Sem tornar estático ou definitivo o que quer que seja.
Sei que não é fácil, muitas vezes, suportar dores que parecem ser maiores que nós mesmos. Mas a sensação de que seremos engolidos pela dor também faz parte. E vai se tornando menor e menor e menor. E vai nos ensinando mais e mais e mais. Até que os machucados cicatrizem, as grossas cascas já não sirvam, e a gente se refaça. Mas o novo só é possível quando aprendemos a legitimar tudo o que sentimos.
Desejo que você respeite a sua dor tanto quanto se permita à sua felicidade. E que não queira abreviá-la para parecer forte. Nem prolongá-la para parecer mártir. Que apenas aprenda com ela. Que, sobretudo, dê-se conta de sua imensa fragilidade tanto quanto de sua maravilhosa capacidade de superação. E que, assim, repleto de humanidade, você possa se apoderar de tudo o que preenche o universo. Porque tudo - som e silêncio, luz e escuridão, dia e noite, não e sim - é sagrado!
Rosana Braga
Mas ainda assim, insistimos em desejar felicidade plena. Queremos só alegria, só satisfação. E querer nem é o problema. Afinal, desejar tudo de bom da vida tem lá seu mérito. O problema mesmo é quando a gente se revolta com o que não é tão bom assim. Com o que não é gostoso de sentir.
Sim, tem muita gente se afundando em lamentações e reclamações, por tempo indeterminado e sem nenhuma busca de consciência, quando se depara com a frustração, a perda, a tristeza, o medo, a solidão. Não consegue compreender que tudo isso faz parte. Não percebe o encaixe das engrenagens que faz rodar e amadurecer a vida!
Não se trata de fugir do sofrimento. Nem de tomar posse dele sem que reste espaço para qualquer transformação. Não se trata de subtrair nem de multiplicar sentimentos. Trata-se de doer de modo tão autêntico e intenso quanto nos dispomos a nos alegrar. Trata-se de sentir, simplesmente. O que há para ser sentido. Agora, neste momento. Trata-se viver o que tem para hoje! Sem tornar estático ou definitivo o que quer que seja.
Sei que não é fácil, muitas vezes, suportar dores que parecem ser maiores que nós mesmos. Mas a sensação de que seremos engolidos pela dor também faz parte. E vai se tornando menor e menor e menor. E vai nos ensinando mais e mais e mais. Até que os machucados cicatrizem, as grossas cascas já não sirvam, e a gente se refaça. Mas o novo só é possível quando aprendemos a legitimar tudo o que sentimos.
Desejo que você respeite a sua dor tanto quanto se permita à sua felicidade. E que não queira abreviá-la para parecer forte. Nem prolongá-la para parecer mártir. Que apenas aprenda com ela. Que, sobretudo, dê-se conta de sua imensa fragilidade tanto quanto de sua maravilhosa capacidade de superação. E que, assim, repleto de humanidade, você possa se apoderar de tudo o que preenche o universo. Porque tudo - som e silêncio, luz e escuridão, dia e noite, não e sim - é sagrado!
Rosana Braga
sábado, 5 de outubro de 2013
Mulheres, amor não tem idade! - Rosana Braga
Por mais que os preconceitos terminem se transformando em barreiras e dificuldades na vida de muitas pessoas, é certo que não há nada mais limitante do que o preconceito consigo mesmo. Isto é, desejar algo, mas não conseguir aceitar esse desejo. Julgar a si mesmo e viver se criticando são posturas que geram conflitos e, na maioria das vezes, até tristeza.
E quando o assunto é relacionamento, sexo e amor, os preconceitos costumam ganhar ainda mais intensidade. São temas que, por si só, já suscitam sentimentos, muitas vezes, contraditórios e confusos. E a bola da vez é a diferença de idade entre o casal.
Quando a mulher é bem mais nova que o homem, parece haver uma tolerância interna maior, embora sempre haja espaço para interpretações equivocadas e críticas sem fundamento. Afinal, estamos falando de humanos - seres que têm a estranha mania de encontrar brechas para complicar o que poderia ser bem mais simples.
Agora, quando a mulher é bem mais velha que seu par, a tendência é que as cobranças e os medos roubem ainda mais a leveza das possibilidades. São elas -as mulheres- que, em geral, partem do pressuposto de que podem se dar mal. E tais pressupostos podem se tornar tão grandes a ponto de impedi-las de viver uma baita experiência amorosa.
Quer saber? Se você já se questionou se pode se dar mal ao se envolver com um homem bem mais jovem, a resposta é: com certeza! E sabe por quê? Porque qualquer pessoa, ao se envolver com alguém, seja de que idade for, pode ser dar mal ou... muito bem! Ou ainda, o que é mais provável, mal e bem ao mesmo tempo! Mas como saber se você não se permitir? Como saber se não viver? Quem disse que a vida dá garantias? Quem realmente pode prever? E, por fim, quem disse que o amor está a serviço de nos acomodar num lugar confortável e morninho para sempre?
Claro, em muitos momentos é assim que a gente vai se sentir quando está vivendo um gostoso encontro. E que bom! Mas que bom também que, na troca com o outro, a gente se depara com a necessidade de se rever, de se questionar, de se tornar mais flexível e de amadurecer. E digo mais: se você se apaixonou por alguém cujas características vão de encontro aos seus preconceitos sobre o que seja certo e errado, talvez esta seja sua grande chance de desistir de uma vidinha movida a dúvidas, regras e receios para se abrir ao surpreendente.
Não estou dizendo que você deve ignorar intuições e constatações sobre o outro que podem mesmo colocá-la em situações constrangedoras, tais como irresponsabilidade, falhas de caráter ou quaisquer outras que desmontam a sua essência, mas isso nada tem a ver com cronologia. O fato é que deixar de viver um relacionamento que pode ser 'tudo de bom' só porque o outro é muito mais jovem ou muito mais velho é se tornar refém de um relógio que nada marca sobre sentimentos, vida e amor. Um relógio que serve apenas para contar os anos de uma história que se desenrolou até chegar a este exato momento em que se enrosca numa outra história - a sua!
Se você está com medo de arriscar, sugiro que você se dê uma chance! Talvez, este seja o seu momento de reavaliar suas crenças e se questionar se você quer viver paralisada pelo medo ou se quer pagar para ver, correndo o sério risco de ser muito feliz, apesar de qualquer medo que persista! Porque se é genuíno, pode apostar que vale!
Rosana Braga
E quando o assunto é relacionamento, sexo e amor, os preconceitos costumam ganhar ainda mais intensidade. São temas que, por si só, já suscitam sentimentos, muitas vezes, contraditórios e confusos. E a bola da vez é a diferença de idade entre o casal.
Quando a mulher é bem mais nova que o homem, parece haver uma tolerância interna maior, embora sempre haja espaço para interpretações equivocadas e críticas sem fundamento. Afinal, estamos falando de humanos - seres que têm a estranha mania de encontrar brechas para complicar o que poderia ser bem mais simples.
Agora, quando a mulher é bem mais velha que seu par, a tendência é que as cobranças e os medos roubem ainda mais a leveza das possibilidades. São elas -as mulheres- que, em geral, partem do pressuposto de que podem se dar mal. E tais pressupostos podem se tornar tão grandes a ponto de impedi-las de viver uma baita experiência amorosa.
Quer saber? Se você já se questionou se pode se dar mal ao se envolver com um homem bem mais jovem, a resposta é: com certeza! E sabe por quê? Porque qualquer pessoa, ao se envolver com alguém, seja de que idade for, pode ser dar mal ou... muito bem! Ou ainda, o que é mais provável, mal e bem ao mesmo tempo! Mas como saber se você não se permitir? Como saber se não viver? Quem disse que a vida dá garantias? Quem realmente pode prever? E, por fim, quem disse que o amor está a serviço de nos acomodar num lugar confortável e morninho para sempre?
Claro, em muitos momentos é assim que a gente vai se sentir quando está vivendo um gostoso encontro. E que bom! Mas que bom também que, na troca com o outro, a gente se depara com a necessidade de se rever, de se questionar, de se tornar mais flexível e de amadurecer. E digo mais: se você se apaixonou por alguém cujas características vão de encontro aos seus preconceitos sobre o que seja certo e errado, talvez esta seja sua grande chance de desistir de uma vidinha movida a dúvidas, regras e receios para se abrir ao surpreendente.
Não estou dizendo que você deve ignorar intuições e constatações sobre o outro que podem mesmo colocá-la em situações constrangedoras, tais como irresponsabilidade, falhas de caráter ou quaisquer outras que desmontam a sua essência, mas isso nada tem a ver com cronologia. O fato é que deixar de viver um relacionamento que pode ser 'tudo de bom' só porque o outro é muito mais jovem ou muito mais velho é se tornar refém de um relógio que nada marca sobre sentimentos, vida e amor. Um relógio que serve apenas para contar os anos de uma história que se desenrolou até chegar a este exato momento em que se enrosca numa outra história - a sua!
Se você está com medo de arriscar, sugiro que você se dê uma chance! Talvez, este seja o seu momento de reavaliar suas crenças e se questionar se você quer viver paralisada pelo medo ou se quer pagar para ver, correndo o sério risco de ser muito feliz, apesar de qualquer medo que persista! Porque se é genuíno, pode apostar que vale!
Rosana Braga
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Tímido ou Extrovertido? Os dois lados da moeda! - Rosana Braga
Em geral, costumamos julgar "a grama do vizinho mais verde que a nossa"! Esse comportamento faz sentido se considerarmos que o 'conhecido e próximo' tende a revelar seus defeitos e suas ineficiências, enquanto que o 'desconhecido e distante' pode aparentar uma suposta perfeição. Mas esta não é uma verdade e, no fundo, sabemos muito bem disso!
Exemplo clássico desta dinâmica enganosa é o tímido que passa grande parte da vida admirando e desejando ser como o extrovertido e o extrovertido que, tantas vezes, gostaria de experimentar a suposta tranquilidade do tímido. O fato é que, quando extremados, esses dois jeitos de atuar no mundo rendem desconfortos e pedem ajustes se o objetivo é ser feliz, especialmente a dois.
Num relacionamento, principalmente se for de longo prazo, já é bastante comum termos de aprender a tolerar as diferenças e a lidar com as expectativas frustradas. Quando um dos dois apresenta certa característica marcante, o problema pode se tornar ainda mais complicado.
Para começar, é bom lembrar: toda personalidade tem seu charme e sempre haverá de agradar uns e outros. Cada qual satisfaz perfis e preferências diferentes. Neste sentido, há quem não resista ao jeito misterioso e introspectivo do tímido e há quem se apaixone rapidamente pelo jeito articulado e seguro que aparenta ter o extrovertido.
Claro que, dependendo da época e da cultura em que vivemos, determinados comportamentos são socialmente mais valorizados que outros. Porém, o que conta mesmo é o desejo de cada um e o quanto cada casal se complementa a partir de sua história de vida e de suas crenças. Não há moldes, nem receitas e nem garantias. E é isso que torna as relações tão essenciais. Mas vale refletir sobre as vantagens e desvantagens daqueles que ocupam lugares extremos.
Comecemos pelos tímidos:
- têm dificuldades de demonstrar o que sentem e, por isso, podem sofrer mais do que sofreriam se conseguissem se expressar.
- sentem-se deslocados e inseguros com mais frequência e, por isso, podem evitar festas, reuniões entre amigos e outras ocasiões onde teriam de se expor.
- em longo prazo, os tímidos podem incomodar seu par por não se disporem a conversar. Isso tende a restringir bastante o círculo de amizades e as possibilidades de diversão em grupo.
- em contrapartida, os tímidos - quando de bem consigo mesmos - tendem a não pagar micos desnecessariamente e nem incomodar ou desrespeitar o outro com excessos.
- os tímidos também tendem a ser mais confiáveis já que não têm necessidade de falar, contar vantagem ou dividir informações.
Quanto aos extrovertidos, tudo pode parecer 'flores', mas nem sempre é assim:
- eles cometem mais gafes por falar demais, muitas vezes sem pensar, e podem magoar as pessoas sem se dar conta.
- em geral, gostam de ser o centro das atenções, falando alto e interrompendo o outro. Tem aqueles que contam piadas e exageram nas brincadeiras, mais constrangendo do que divertindo os demais.
- quando estão com seu par, os extrovertidos demais podem provocar - conscientemente ou não - ciúme e incômodo ao outro, já que, em geral, demonstram o que sentem de modo exagerado.
- os extrovertidos, claro, tendem mesmo a ser ótimas companhias, amigos animadíssimos e envolventes.
Obviamente, circula melhor no mundo aquele que consegue se expressar, falar o que sente, o que quer e até o que pensa. Mas o melhor mesmo é quando aprendemos a ocupar o nosso lugar sem invadir o lugar do outro. Assim, amor, trabalho e amizade são bem mais prazerosos e equilibrados.
Além disso, entre as vantagens e desvantagens de sermos quem somos, a ideia é buscarmos, dentro de nós mesmos, a medida mais justa e confortável para cada relação e cada situação que vivemos. É essa flexibilidade que mais nos aproxima da satisfação e da felicidade.
Rosana Braga
Exemplo clássico desta dinâmica enganosa é o tímido que passa grande parte da vida admirando e desejando ser como o extrovertido e o extrovertido que, tantas vezes, gostaria de experimentar a suposta tranquilidade do tímido. O fato é que, quando extremados, esses dois jeitos de atuar no mundo rendem desconfortos e pedem ajustes se o objetivo é ser feliz, especialmente a dois.
Num relacionamento, principalmente se for de longo prazo, já é bastante comum termos de aprender a tolerar as diferenças e a lidar com as expectativas frustradas. Quando um dos dois apresenta certa característica marcante, o problema pode se tornar ainda mais complicado.
Para começar, é bom lembrar: toda personalidade tem seu charme e sempre haverá de agradar uns e outros. Cada qual satisfaz perfis e preferências diferentes. Neste sentido, há quem não resista ao jeito misterioso e introspectivo do tímido e há quem se apaixone rapidamente pelo jeito articulado e seguro que aparenta ter o extrovertido.
Claro que, dependendo da época e da cultura em que vivemos, determinados comportamentos são socialmente mais valorizados que outros. Porém, o que conta mesmo é o desejo de cada um e o quanto cada casal se complementa a partir de sua história de vida e de suas crenças. Não há moldes, nem receitas e nem garantias. E é isso que torna as relações tão essenciais. Mas vale refletir sobre as vantagens e desvantagens daqueles que ocupam lugares extremos.
Comecemos pelos tímidos:
- têm dificuldades de demonstrar o que sentem e, por isso, podem sofrer mais do que sofreriam se conseguissem se expressar.
- sentem-se deslocados e inseguros com mais frequência e, por isso, podem evitar festas, reuniões entre amigos e outras ocasiões onde teriam de se expor.
- em longo prazo, os tímidos podem incomodar seu par por não se disporem a conversar. Isso tende a restringir bastante o círculo de amizades e as possibilidades de diversão em grupo.
- em contrapartida, os tímidos - quando de bem consigo mesmos - tendem a não pagar micos desnecessariamente e nem incomodar ou desrespeitar o outro com excessos.
- os tímidos também tendem a ser mais confiáveis já que não têm necessidade de falar, contar vantagem ou dividir informações.
Quanto aos extrovertidos, tudo pode parecer 'flores', mas nem sempre é assim:
- eles cometem mais gafes por falar demais, muitas vezes sem pensar, e podem magoar as pessoas sem se dar conta.
- em geral, gostam de ser o centro das atenções, falando alto e interrompendo o outro. Tem aqueles que contam piadas e exageram nas brincadeiras, mais constrangendo do que divertindo os demais.
- quando estão com seu par, os extrovertidos demais podem provocar - conscientemente ou não - ciúme e incômodo ao outro, já que, em geral, demonstram o que sentem de modo exagerado.
- os extrovertidos, claro, tendem mesmo a ser ótimas companhias, amigos animadíssimos e envolventes.
Obviamente, circula melhor no mundo aquele que consegue se expressar, falar o que sente, o que quer e até o que pensa. Mas o melhor mesmo é quando aprendemos a ocupar o nosso lugar sem invadir o lugar do outro. Assim, amor, trabalho e amizade são bem mais prazerosos e equilibrados.
Além disso, entre as vantagens e desvantagens de sermos quem somos, a ideia é buscarmos, dentro de nós mesmos, a medida mais justa e confortável para cada relação e cada situação que vivemos. É essa flexibilidade que mais nos aproxima da satisfação e da felicidade.
Rosana Braga
domingo, 18 de agosto de 2013
Entre pesos, medidas e preconceitos, quem é você ? - Rosana Braga
Que "beleza não se põe na mesa", todo mundo já ouviu falar. Entretanto, que preconceitos existem aos montes e constrangem muitas pessoas, também sabemos muito bem! E quando se trata de corresponder ao modelo (ilusório) de perfeição que "o mundo" nos cobra insistentemente, parece que seriam raras as pessoas que nunca se sentiriam devendo em algum quesito.
Atualmente, o foco da polêmica está sobre a "gordinha e virgem" da tal novela das nove. Vários estereótipos unidos num mesmo cenário. Porque incomodadas com as dificuldades que enfrentam nos relacionamentos, tanto o personagem como muitas pessoas na vida real terminam acumulando uma série de frustrações: baixa autoestima, insegurança, sentimento de inadequação e rejeição, tristeza, solidão, falta de noção do quanto podem se colocar nas situações cotidianas, entre tantas outras.
Mas se tudo isso é verdade, existe também o outro lado. Isto é, nem todas as pessoas acima do peso ou que sustentam características que fogem do padrão de beleza normatizado pelos meios de comunicação em massa se sentem assim, como se não pudessem ocupar seu lugar no mundo. Muitas, pelo contrário, estão bem satisfeitas com sua singularidade e com quem são. Especialmente porque conseguem reconhecer que são bem mais que um determinado padrão.
Qual a diferença entre elas? O que faz com que uma pessoa aceite ser engessada em estereótipos e outras não? Por que algumas vestem a carapuça de gordinha, magrela, negra, branquela, baixinha, "pau de vira tripa", torto, narigudo, bocão, orelha, entre outros milhares de apelidos pejorativos e que evidenciam alguma falta ou algum excesso do ponto de vista da perfeição inexistente... enquanto outras simplesmente dão de ombros para tais detalhes e vivem de bem com seus belos e ímpares "defeitos"? Além disso, quantos de nós passaríamos ilesos pelo crivo da perfeição absoluta?
Penso que a principal questão seja: com quem você se compara? Para quê? Com que objetivo? Para se diminuir ou para trazer à tona o seu melhor? Qual o seu padrão? Será mesmo que existe um padrão estático e que precisa ser mantido a qualquer custo? Pra quem? Quem gosta de você, gosta do que exatamente? Será que não são justamente seus aparentes defeitos que sustentam suas mais incríveis qualidades? Será que você seria tão especial se beirasse a tal perfeição que é, em última instância, inconsistente, relativa e completamente insustentável?
Pois bem, que todo mundo quer ser bonito e estar de bem consigo mesmo, é indiscutível. Mas convenhamos, já que é de novela que estamos falando, é fácil refletir: pense na bela e perfeita atriz. Qualquer uma que você considere linda. Lembre-se de um personagem que ela fez que era mau: egoísta, mentiroso, perverso, dissimulado, interesseiro, violento etc.. Enfim, uma pessoa detestável. Agora, lembre-se de outra atriz que você nem acha tão bonita. Em contrapartida, seu personagem era sincero, amigo, honesto, bom, carinhoso, companheiro. Enfim, uma pessoa adorável. Quem se tornou, ao longo da trama, mais encantador, mais belo, mais "perfeito"?
Não é preciso ser mestre em estética para saber que o que sustenta a beleza de uma pessoa está muito, muito além de seus traços, de suas medidas e de seu peso. Tem a ver, sobretudo, com quem a pessoa acredita que é. E de que modo ela se mostra ao mundo! A beleza começa sempre de dentro para fora, por mais clichê que essa afirmação possa lhe soar.
Rosana Braga
Atualmente, o foco da polêmica está sobre a "gordinha e virgem" da tal novela das nove. Vários estereótipos unidos num mesmo cenário. Porque incomodadas com as dificuldades que enfrentam nos relacionamentos, tanto o personagem como muitas pessoas na vida real terminam acumulando uma série de frustrações: baixa autoestima, insegurança, sentimento de inadequação e rejeição, tristeza, solidão, falta de noção do quanto podem se colocar nas situações cotidianas, entre tantas outras.
Mas se tudo isso é verdade, existe também o outro lado. Isto é, nem todas as pessoas acima do peso ou que sustentam características que fogem do padrão de beleza normatizado pelos meios de comunicação em massa se sentem assim, como se não pudessem ocupar seu lugar no mundo. Muitas, pelo contrário, estão bem satisfeitas com sua singularidade e com quem são. Especialmente porque conseguem reconhecer que são bem mais que um determinado padrão.
Qual a diferença entre elas? O que faz com que uma pessoa aceite ser engessada em estereótipos e outras não? Por que algumas vestem a carapuça de gordinha, magrela, negra, branquela, baixinha, "pau de vira tripa", torto, narigudo, bocão, orelha, entre outros milhares de apelidos pejorativos e que evidenciam alguma falta ou algum excesso do ponto de vista da perfeição inexistente... enquanto outras simplesmente dão de ombros para tais detalhes e vivem de bem com seus belos e ímpares "defeitos"? Além disso, quantos de nós passaríamos ilesos pelo crivo da perfeição absoluta?
Penso que a principal questão seja: com quem você se compara? Para quê? Com que objetivo? Para se diminuir ou para trazer à tona o seu melhor? Qual o seu padrão? Será mesmo que existe um padrão estático e que precisa ser mantido a qualquer custo? Pra quem? Quem gosta de você, gosta do que exatamente? Será que não são justamente seus aparentes defeitos que sustentam suas mais incríveis qualidades? Será que você seria tão especial se beirasse a tal perfeição que é, em última instância, inconsistente, relativa e completamente insustentável?
Pois bem, que todo mundo quer ser bonito e estar de bem consigo mesmo, é indiscutível. Mas convenhamos, já que é de novela que estamos falando, é fácil refletir: pense na bela e perfeita atriz. Qualquer uma que você considere linda. Lembre-se de um personagem que ela fez que era mau: egoísta, mentiroso, perverso, dissimulado, interesseiro, violento etc.. Enfim, uma pessoa detestável. Agora, lembre-se de outra atriz que você nem acha tão bonita. Em contrapartida, seu personagem era sincero, amigo, honesto, bom, carinhoso, companheiro. Enfim, uma pessoa adorável. Quem se tornou, ao longo da trama, mais encantador, mais belo, mais "perfeito"?
Não é preciso ser mestre em estética para saber que o que sustenta a beleza de uma pessoa está muito, muito além de seus traços, de suas medidas e de seu peso. Tem a ver, sobretudo, com quem a pessoa acredita que é. E de que modo ela se mostra ao mundo! A beleza começa sempre de dentro para fora, por mais clichê que essa afirmação possa lhe soar.
Rosana Braga
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Você vive sem querer ou de propósito? - Rosana Braga
Imagino que quando você decide algo ou opta por alguém, é porque isso faz sentido para você. E, por isso, você vai desejar fazer essa história dar certo! Acontece que tenho visto pessoas e até muitos casais levando a vida como que 'sem querer', sem saber pra onde estão indo e o que querem, o que pretendem. Até acham que sabem, mas não têm metas, não têm planos, não têm disciplina, não têm atitudes que façam link com o que dizem.
Vão atribuindo os acontecimentos ao acaso ou à falta de sorte e de oportunidade, sem entender que acasos não existem e que o Universo é uma imensa engrenagem que tudo movimenta. Fazemos parte desta engrenagem e nossa vida se movimenta com ela. Nossas ações provocam reações num constante ir e vir de acontecimentos. Temos parte no que nos acontece, sempre!
E se é assim numa dimensão tão gigante e quase impossível de se imaginar quanto é o Universo, considere então numa microdimensão como é a nossa vida, a nossa relação, a nossa casa, o nosso coração - o que sentimos. Se não assumimos a nossa parte nisso, então nada podemos fazer, melhorar ou simplesmente mostrar, seja lá o que for. Mas se entendemos que cada dia é um convite, aí sim, podemos decidir, optar, transformar.
Você já deve ter conhecido pessoas que vivem repetindo "desculpe, foi sem querer, não foi de propósito!". Eu já conheci algumas, e sempre que alguém repete, inconscientemente, esta frase "foi sem querer!", fico com a sensação de que ali há desperdício, tempo jogado fora. Mas eu sei. Cada um tem o seu ritmo.
A questão é que viver sem querer é mesmo muito triste. Claro que acidentes acontecem e a gente termina mesmo, algumas vezes, fazendo coisas 'sem querer', sem pensar, sem ter sido uma escolha. Faz parte. Mas se você vive se dando conta de que fez 'sem querer', acredito que seja hora de começar a querer. Começar a viver de propósito.
Penso que até magoar alguém sem querer, especialmente se você faz isso com frequência, é bem pior do que magoá-lo por querer. Porque quando você magoa por querer significa, pelo menos, que você está atento a esta pessoa, concentrando-se nela, sentindo e fazendo algo para ela. Mas quando é sem querer várias vezes, então onde você está? Pensando em que? Em quem? Pra que? Qual é o seu objetivo? Pra onde está indo? Onde quer chegar? Que tipo de sentimento ou desejo desatento e descomprometido é esse?
Veja, não estou incentivando ninguém a magoar o outro. O que estou dizendo é que pode estar passando da hora de acordar, de aprender a notar o que você está fazendo com o outro, para o outro ou até consigo e para si. Concordo também que as surpresas são uma delícia. Por isso, o ideal é o equilíbrio.
Anda cobrando-se demais, querendo fazer tudo de propósito, de caso pensado, e ter todas as respostas? Então, relaxe e confie um pouco mais no ritmo. Está frouxo demais, deixando a vida rolar sem se importar com o que está provocando no mundo ao seu redor? Então, foque, direcione, sintonize-se.
É bem mais fácil aprender, acertar ou consertar quando a gente escolhe. Quando faz de propósito. Quando está atento e interessado pela própria vida. Por isso, desejo que você ame e vida mais de propósito e menos sem querer!
Rosana Braga
Vão atribuindo os acontecimentos ao acaso ou à falta de sorte e de oportunidade, sem entender que acasos não existem e que o Universo é uma imensa engrenagem que tudo movimenta. Fazemos parte desta engrenagem e nossa vida se movimenta com ela. Nossas ações provocam reações num constante ir e vir de acontecimentos. Temos parte no que nos acontece, sempre!
E se é assim numa dimensão tão gigante e quase impossível de se imaginar quanto é o Universo, considere então numa microdimensão como é a nossa vida, a nossa relação, a nossa casa, o nosso coração - o que sentimos. Se não assumimos a nossa parte nisso, então nada podemos fazer, melhorar ou simplesmente mostrar, seja lá o que for. Mas se entendemos que cada dia é um convite, aí sim, podemos decidir, optar, transformar.
Você já deve ter conhecido pessoas que vivem repetindo "desculpe, foi sem querer, não foi de propósito!". Eu já conheci algumas, e sempre que alguém repete, inconscientemente, esta frase "foi sem querer!", fico com a sensação de que ali há desperdício, tempo jogado fora. Mas eu sei. Cada um tem o seu ritmo.
A questão é que viver sem querer é mesmo muito triste. Claro que acidentes acontecem e a gente termina mesmo, algumas vezes, fazendo coisas 'sem querer', sem pensar, sem ter sido uma escolha. Faz parte. Mas se você vive se dando conta de que fez 'sem querer', acredito que seja hora de começar a querer. Começar a viver de propósito.
Penso que até magoar alguém sem querer, especialmente se você faz isso com frequência, é bem pior do que magoá-lo por querer. Porque quando você magoa por querer significa, pelo menos, que você está atento a esta pessoa, concentrando-se nela, sentindo e fazendo algo para ela. Mas quando é sem querer várias vezes, então onde você está? Pensando em que? Em quem? Pra que? Qual é o seu objetivo? Pra onde está indo? Onde quer chegar? Que tipo de sentimento ou desejo desatento e descomprometido é esse?
Veja, não estou incentivando ninguém a magoar o outro. O que estou dizendo é que pode estar passando da hora de acordar, de aprender a notar o que você está fazendo com o outro, para o outro ou até consigo e para si. Concordo também que as surpresas são uma delícia. Por isso, o ideal é o equilíbrio.
Anda cobrando-se demais, querendo fazer tudo de propósito, de caso pensado, e ter todas as respostas? Então, relaxe e confie um pouco mais no ritmo. Está frouxo demais, deixando a vida rolar sem se importar com o que está provocando no mundo ao seu redor? Então, foque, direcione, sintonize-se.
É bem mais fácil aprender, acertar ou consertar quando a gente escolhe. Quando faz de propósito. Quando está atento e interessado pela própria vida. Por isso, desejo que você ame e vida mais de propósito e menos sem querer!
Rosana Braga
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Você sempre quer o que não pode ter ? - Rosana Braga
Conhece alguém que só se interessa por quem não está disponível? E você, é do tipo que quando o outro corresponde às suas investidas, tem a sensação de que perde a graça e não quer mais? É triste, mas existem muitas pessoas que se alimentam de dificuldades e obstáculos.
Chega ao cúmulo de, algumas delas - claro que sem se darem conta - sentirem-se atraídas somente por relacionamentos proibidos ou extremamente complicados, geralmente envolvendo uma terceira pessoa - o famoso triângulo amoroso.
O interessante é que a terceira pessoa parece funcionar como um motivador, alguém que desperta a competitividade e reforça a crença de que amor tem a ver com brigas, disputas, conflitos, sofrimento e dor. Como se sentimentos de paz, tranquilidade, confiança e respeito fossem "mornos" demais para sustentar um relacionamento intenso e profundo.
Sim, é verdade que os filmes, as novelas e os romances mais atraentes são sustentados pelos conflitos e pelas dificuldades, mas esta narrativa não precisa ser a sua, esse enredo não precisa ser a sua única realidade. Pode servir para alimentar fantasias e ensinar a domar nossos "bichos". Mas não pode servir para nos convencer de que é assim que o amor tem de ser. Não tem!
O fato é que esse tipo de relação sobrevive de uma dinâmica altamente perigosa. Trata-se de uma grande e invisível armadilha que a pessoa monta para si mesma. E quando vê, lá está ela, dentro do buraco novamente. Decepcionada, frustrada e abandonada mais uma vez!
E se ao menos aprendesse com isso, fazendo a partir de então escolhas mais coerentes, tendo comportamentos menos impulsivos e compreendendo o amor como fonte de prazer e construção, aprendizado e evolução, tudo bem! Mas, não! Em geral, pessoas assim estão viciadas na adrenalina decorrente deste jeito distorcido e equivocado de amar.
Feito cachorro que corre atrás do rabo enlouquecidamente sem nunca alcançá-lo, tais pessoas vivem desesperadamente em busca de um amor que nunca conseguirão viver, a menos que ganhem consciência desse funcionamento interno e façam um trabalho de autoconhecimento para, enfim, abrir espaço para um encontro de dois que realmente se desejam, um amor de troca e criatividade.
Portanto, se você costuma se apaixonar por pessoas casadas ou, ao contrário, que não querem se comprometer de forma alguma, fique atento! E se essa "impossibilidade" faz com que você se sinta ainda mais apaixonado e disposto a fazer qualquer coisa para conseguir o que deseja, então, a arapuca, muito provavelmente, já está armada - e por você mesmo!
O exercício da conquista é uma delícia e vale a pena ser praticado - não apenas no início da relação, mas todo o tempo. Afinal, quem ama cuida e não existe "jogo ganho". Diz o sábio ditado que "quem não dá assistência, perde para a concorrência". Mas que este exercício seja pautado pelo amor-próprio e pela certeza de que o resultado da brincadeira tem de ser bem mais prazeroso do que doloroso. Bem mais de ganhos e medalhas do que perdas e migalhas.
Rosana Braga
Chega ao cúmulo de, algumas delas - claro que sem se darem conta - sentirem-se atraídas somente por relacionamentos proibidos ou extremamente complicados, geralmente envolvendo uma terceira pessoa - o famoso triângulo amoroso.
O interessante é que a terceira pessoa parece funcionar como um motivador, alguém que desperta a competitividade e reforça a crença de que amor tem a ver com brigas, disputas, conflitos, sofrimento e dor. Como se sentimentos de paz, tranquilidade, confiança e respeito fossem "mornos" demais para sustentar um relacionamento intenso e profundo.
Sim, é verdade que os filmes, as novelas e os romances mais atraentes são sustentados pelos conflitos e pelas dificuldades, mas esta narrativa não precisa ser a sua, esse enredo não precisa ser a sua única realidade. Pode servir para alimentar fantasias e ensinar a domar nossos "bichos". Mas não pode servir para nos convencer de que é assim que o amor tem de ser. Não tem!
O fato é que esse tipo de relação sobrevive de uma dinâmica altamente perigosa. Trata-se de uma grande e invisível armadilha que a pessoa monta para si mesma. E quando vê, lá está ela, dentro do buraco novamente. Decepcionada, frustrada e abandonada mais uma vez!
E se ao menos aprendesse com isso, fazendo a partir de então escolhas mais coerentes, tendo comportamentos menos impulsivos e compreendendo o amor como fonte de prazer e construção, aprendizado e evolução, tudo bem! Mas, não! Em geral, pessoas assim estão viciadas na adrenalina decorrente deste jeito distorcido e equivocado de amar.
Feito cachorro que corre atrás do rabo enlouquecidamente sem nunca alcançá-lo, tais pessoas vivem desesperadamente em busca de um amor que nunca conseguirão viver, a menos que ganhem consciência desse funcionamento interno e façam um trabalho de autoconhecimento para, enfim, abrir espaço para um encontro de dois que realmente se desejam, um amor de troca e criatividade.
Portanto, se você costuma se apaixonar por pessoas casadas ou, ao contrário, que não querem se comprometer de forma alguma, fique atento! E se essa "impossibilidade" faz com que você se sinta ainda mais apaixonado e disposto a fazer qualquer coisa para conseguir o que deseja, então, a arapuca, muito provavelmente, já está armada - e por você mesmo!
O exercício da conquista é uma delícia e vale a pena ser praticado - não apenas no início da relação, mas todo o tempo. Afinal, quem ama cuida e não existe "jogo ganho". Diz o sábio ditado que "quem não dá assistência, perde para a concorrência". Mas que este exercício seja pautado pelo amor-próprio e pela certeza de que o resultado da brincadeira tem de ser bem mais prazeroso do que doloroso. Bem mais de ganhos e medalhas do que perdas e migalhas.
Rosana Braga
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Com que moeda você negocia no amor? - Rosana Braga
Em geral, é nas relações mais significativas que mais negociamos. Afinal, é nelas que os resultados mais contam para nossa alegria e satisfação ou para nossa frustração e - felizmente - aprendizado. Sendo assim, tudo começa exatamente aí: quanto você está maduro para lidar com as alegrias e também com as frustrações que fazem parte de qualquer relacionamento?
Quanto mais infantil e insegura for uma pessoa, mais ela negociará com moedas que machucam, agridem e desvalorizam o outro. Ao contrário, quanto mais amadurecida ela for, mais usará moedas que edificam, acariciam e valorizam o outro.
Sendo assim, o que você faz quando se sente contrariado ou irritado com o outro? Como você reage? Pensa antes de tomar qualquer atitude ou age impulsivamente? Deseja apenas dar o troco e provocar nele os mesmos sentimentos ruins ou olha também para si e se questiona sobre por que você está se sentindo desta forma?
Tem gente que não quer nem saber! Negocia na mesma moeda! Não atendeu o celular? Também não vou atender. Não avisou que ia sair? Também vou sair sem dar nenhuma satisfação. Tem gente que negocia no grito. Fala tudo o que vem à cabeça, em alto e bom som, geralmente exagerando, relembrando coisas do passado e esbravejando até o que não deve.
Tem gente que negocia com o silêncio. Dias sem falar com o outro. Quando ele pergunta o que está acontecendo, a resposta é tão categórica quanto incoerente: "nada"! Tem gente, em geral as mulheres, que negocia com sexo. Se o outro saiu da linha, vai pro sofá. Abstinência sexual completa!
E você, que moeda usa? Qual sua verdadeira intenção? Negocia para que os dois ganhem ou negocia para que você sempre consiga o que quer? Deseja conquistar o outro para que, juntos, cheguem a um consenso, ou cobrar, exigir e 'castigar' quando não consegue o que deseja?
Depois de anos estudando os relacionamentos, estou certa de que a moeda mais poderosa para negociações saudáveis entre pessoas é o diálogo. Falar o que você sente e pensa e, principalmente, ouvir o que o outro pensa e sente são escolhas altamente eficazes. Mas, claro, para usar esse tipo de moeda, é preciso saber o seu valor, é preciso estar crescido a ponto de reconhecer a riqueza contida nela.
Sei que nem sempre é possível conversar. Às vezes, em momentos onde os ânimos estão muito alterados, o melhor é calar. E quando nem calar for possível, que se grite, que se fale demais, que se perca as estribeiras. Mas que sempre, sempre mesmo, os dois estejam dispostos a retomar a questão e resolvê-la de modo maduro, ouvindo e considerando o outro - como ele é, e não como a gente gostaria que ele fosse.
E que, acima de tudo, ambos possam admitir sua parte no desentendimento e se desculpar, lembrando que o maior desejo é que esse encontro de amor possa servir para que se tornem mais apurados para a alegria e para o prazer. Isto é negociar sábia e amorosamente.
Rosana Braga
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