Eu apostaria que você já se fez essa pergunta alguma vez em sua vida! Talvez diante de uma nova proposta de
trabalho. Talvez diante da possibilidade de mudar de estado ou de país. Mas especialmente diante do desejo de
se envolver com alguém. Sim! É bem provável que essa pergunta tenha gritado em sua mente ao se descobrir
apaixonando-se incontrolavelmente por uma pessoa.
Bem, é natural ter medo daquilo que a gente não consegue controlar. É bem compreensível sentir frio na barriga,
palpitação, dor de estômago e aquela baita ansiedade diante do que se parece com um abismo de emoções
desconhecidas, situações imprevisíveis e, principalmente, diante do universo absolutamente misterioso que é o
outro.
Então, ok, vale se questionar: e se não der certo? E se você quebrar a cara? E se seu amor ou sua paixão não for
correspondida? E se você sair dessa experiência com o coração despedaçado? E se.? E se.?
Poderia continuar expondo aqui mais um monte de prováveis e até de improváveis possibilidades. Mas será que
isso realmente importa? Ou melhor, será que essas perguntas realmente são mais importantes do que a
imperdível e maravilhosa oportunidade de tentar? De se encher de coragem e pagar pra ver? De simplesmente
viver?
Quer saber? Pode ser mesmo que não dê certo. Mas pode ser que dê! E importa pouco por quanto tempo. Pode
ser que dê certo por um dia, por um mês, por um ano ou por toda a sua vida. O amor vale pelo tempo que for.
Pode ser mesmo que você quebre a cara. Mas pode ser que você não quebre! Pode ser que sua cara fique mais
linda e feliz do que jamais esteve. E mesmo que vierem lágrimas, decepções e até mágoas, tudo bem. Faz parte
do amor o aprendizado de se tornar melhor, de perdoar e de aceitar as diferenças.
Pode ser mesmo que seu amor não seja correspondido. Mas pode ser que seja! E, afinal, qual é a medida? Você
tem um amorômetro para averiguar quanto ama e quanto é amado? Imagino que não. Então, que tal se
concentrar mais em sentir e mostrar do que em ter certeza se está sendo e quanto está sendo correspondido? Em
última instância, é no exercício de amar que você vai saber se vale a pena ficar ou se é melhor seguir adiante.
Sem se permitir, qualquer escolha é covardia e desperdício!
Por fim, pode ser mesmo que você saia dessa experiência com o coração despedaçado. Mas pode ser que não!
Além disso, o coração é reciclável, é remontável, é forte e renasce quantas vezes você quiser. Ele desmonta, mas
não desmancha! E para juntar os cacos, preserve os amigos, abrase com quem ama você! O tempo cura.
E se você conseguir entender, de uma vez por todas, que amor é sempre crescimento, seja pelo prazer ou seja
pela dor, pode relaxar. Porque terá, finalmente, entrado em sintonia com o que há de melhor em você! E sendo
assim, haja o que houver, bom mesmo é sempre o amor vivido com toda a sua verdade e toda a sua coragem.
Rosana Braga
domingo, 24 de maio de 2015
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