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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Mensagem de Boa Noite

Boa Noite !!!


A Mensagem de Boa Noite é da  Escritora e Compositora Fernanda Mello, que nos fala sobre Recomeçar e Esquecer. E ela escreveu Assim:
"Se não deu Certo, Apague e Recomece. Esqueça o que ficou, Esqueça a Culpa, a falta de plano. Esqueça a Dúvida, o que foi quase engano. Apague e Recomece. É sempre hora de Mudar, de virar a página e se Reinventar."

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sentir raiva é humano - Fernanda Mello

Eu cresci com aquele negócio que sentir raiva é feio. FEIO, NADA! É humano, é natural. Feio é o que você pode fazer com sua raiva. Feio é você fingir que nada aconteceu e engolir o que não pode (e não quer) ficar dentro. Raiva adoece. Raiva mata. Mas quando a gente coloca a raiva para fora - aí que entra a inteligência da coisa - você deixa a casa livre. LIVRE PARA ENTRAR COISAS BOAS. LIVRE PARA ENTRAR AMOR.

Por isso, num mundo onde principalmente nós, mulheres, fomos acostumadas a engolir nossas raivas, um conselho que ando seguindo à risca: bote para fora. Nem que seja em uma carta que ninguém vá ler.

Todo mundo tem seu lado sombrio e dar as mãos à ele é - ao meu ver - a melhor forma de continuarmos saudáveis por dentro. E por fora.

Um brinde à nossa raiva que se vai! E a todo amor que sempre vem!

PS: entender (e aceitar) nossas fraquezas é o grande barato da vida!

Fernanda Mello

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Preconceito : Em que século você vive ? - Fernanda Mello


Não existe, em minha opinião, nada mais asfixiante que o preconceito. Não interessa pelo que seja. Discriminar pessoas, lugares ou tradições porque não correspondem ao nosso ideal é – no mínimo – desrespeitoso. Cada um deve ter sua liberdade de SER. E de viver. E não estou falando apenas de raça, sexo ou religião. Estou falando de preconceitos que vão muito além de sermos negros, brancos, ou amarelos. Hetero, bi, ou homossexuais. Católicos, protestantes ou espíritas (sei que a lista é grande, mas não é nisso que vou me focar). O que quero dizer é que infelizmente a sociedade (e nós mesmos) rejeitamos tudo o que nos é diferente. Principalmente no amor. Criticamos quem está solteiro (se estamos casados).  Fazemos piadinhas com quem resolveu chutar o balde e começar de novo (se não temos coragem de mudar nem a cor do esmalte). Viramos a cara para quem não quer ter filhos.  Recriminamos quem faz sexo demais - ou de menos, dependendo de como anda a nossa vida entre quatro paredes. Na verdade, todo comportamento que foge a um padrão pré-estabelecido nos traz medo e insegurança. Aí eu te pergunto: por quê?
Em busca de respostas (que nunca me satisfazem totalmente), fui a uma palestra da psiquiatra e escritora Regina Navarro que me despertou para outro lado da moeda. Segundo a escritora, o contexto histórico e cultural de uma época dita os preconceitos da maioria das pessoas em relação ao amor e o sexo.  Pensando assim, será que realmente estamos no século 21? Ou será que vivemos um pouco na Idade Média, ou um pouco no Iluminismo, com rótulos que vêm nos perseguindo durante milhares de anos?

Fernanda Mello

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O que você quer levar dessa vida - Fernanda Mello


Os ponteiros acusam: a hora escorre pelos dedos. A terra gira mais rápido. As folhinhas do calendário viram depressa demais. Quando percebemos, no meio do caos que nos rodeia, estamos no meio de um plano inacabado, com a ansiedade no colo (e uma lista interminável de insatisfação nas mãos). O resultado? Ansiedade! E uma aflição no peito que não nos deixa parar...
Queremos ser mais rápidos. Mais produtivos. Mais felizes. Mais jovens. Mais conectados. QUEREMOS SER MAIS SEMPRE.
A verdade é que não há nada de errado em se aperfeiçoar, muito menos em querer ser melhor.  A vontade vira problema quando nos tornamos vítimas da nossa própria pressa. E a ansiedade, ao invés de mola, se torna fardo diário na vida da gente. Estou errada? Creio que não.  Tudo ficou fast, gostando ou não do termo.  O novo se torna obsoleto em questão de meses.  Surgem versões atrás de versões, upgradesdiários, tanta novidade que a memória não consegue lembrar o número do nosso próprio telefone.
E a gente passa a vida correndo. Calculando. Somando. Tentando... Esquecendo que, no fundo, a vida é um grande clichê e as coisas que REALMENTE fazem diferença são muito simples.
Vejam meu próprio exemplo: há anos atrás, conheci um vendedor de picolé na praia, enquanto ele fazia seu habitual trajeto de venda. O dia estava lindo, o mar tinha uma cor verde-esmeralda incrível e ele perguntou, bem de repente, enquanto eu admirava a paisagem: menina, no fim, o que a gente leva dessa vida? Fiquei sem saber o que responder, afinal não estava preparada para uma pergunta daquelas. E ele mesmo se solucionou, com aquele ar de quem está apenas pensando alto: é, a gente só leva lembranças...
Pronto! Dez anos de terapias poupados. Não quero levar dessa vida uma lembrança que inclui cara feia, trânsito infernal, buzina, palavrão, correria e uma pressa desvairada. Não, não quero.  Não quero faltar aniversários, encontros com amigos, esquecer abraços, me faltar como pessoa por pura falta de tempo. Quero levar, como lembranças, todas as coisas simples que eu considero essenciais: amores. Risos. Beijos. Abraços. Alegrias. Realizações. Palavras. E aquele sentimento de que não vivemos e, sim, desfrutamos a vida. É. Para DESFRUTAR, não existe pressa. 

Fernanda Mello

domingo, 8 de julho de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello

"Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe."
Fernanda Mello

terça-feira, 3 de julho de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello


"Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos."

Fernanda Mello

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello


"Sonhos são molas que nos impulsionam. São minha inspiração e força. São a minha fé. Ao meu ver, quem não sonha (nem que seja um pouco, quando ninguém está olhando), nunca se sente vivo de verdade. Mas como tudo tem dois lados, é bom ficar de olhos abertos. Ou melhor: com os pés bem fincados no chão. Viver só de sonhos não basta. Quem se alimenta apenas de ilusão, perde a realidade da vida e se esconde em um mundo paralelo. Complicado, não? Também acho. Haja discernimento para viajar, se aventurar nas estrelas e saber a hora certa de voltar!"
Fernanda Mello

terça-feira, 24 de abril de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello

"Sinta-se agradecido. Verdadeiramente agradecido. Por tudo o que você tem hoje. Por tudo o que você é. Seja honesto com seus sentimentos. Não se supervalorize. Nem tampouco se subestime. Seja forte. E bote pra quebrar."

Fernanda Mello

domingo, 4 de março de 2012

Amor na era digital : Você tem gosto de quê? - Fernanda Mello

Ah, não sei, não. O tempo do relógio não dá mais conta desse mundo. Você acorda e está lá: a cada dia uma nova invenção tecnológica é criada para enganar o deus Chronos. Olhamos pro lado e os bluetooths, wirelles, infra-vermelhos e conexões via satélite invadem nossas vidas e nos conectam com o planeta Terra num piscar de olhos. Palavras navegam por terra, água e ar e aparecem em tempo real para diminuir a distância e a solidão. Você liga o computador e: - Olá! Seu sorriso é visto do outro lado por uma webcam que te responde via Skype: - Bom dia! E assim seguimos: enviamos e-mails, falamos bobagens pelo orkut, lemos blogs, usamos o Google para tudo o que não sabemos, compomos, namoramos e trabalhamos pelo msn, montamos fotologs, compramos livros e Havaianas on-line, mandamos mensagens com fotos para o celular de amigas distantes, dizemos “eu te amo” com a velocidade da luz (não é esse o tempo de apertar “send”?). É, parece que, de repente, tudo que parecia estar longe, ficou mais perto. E confesso. Sou contraditória. Sou metade hippie, metade filha da família Jetsons (lembra daquele desenho onde a faxineira era robô?). Pois é. Quer me entender? Nem tente. Quero pé na grama e muita tecnologia! Já me vi perguntando a mesma frase várias vezes e acho que virou mania: moço, tem entrada pra USB? Resposta positiva? Alivio!! Minha vida está salva por um décimo de segundo! Vamos respeitar: existem futilidades tecnológicas deliciosas e quem disser que não, nunca sentiu o prazer inenarrável de andar pelas ruas de ipod como se fizesse parte de um clipe imaginário. Ou nunca pôde viajar pro meio do nada com um laptop, sabendo que poderá conectar-se à internet (mesmo que lenta) e mandar seu trabalho em tempo hábil, enquanto enterra os próprios pés na areia. Mas... TRIM! Nova mensagem de voz. Leio e me perco. O que será que me fez escrever esse texto cheio de bytes e palavras que se auto-corrigem? Hum... O coração avisa: é o vazio. Mesmo com essa rápida conexão que liga o mundo, eu nunca senti as pessoas tão desconectadas. Não só de si mesmas. Mas dos outros. Parece que a carência avança na mesma rapidez que a tecnologia progride. Muitas vezes preferimos manter relacionamentos com pessoas que juramos conhecer muito (mas que moram em outro hemisfério) sem ao menos sorrir pra aquele vizinho interessante que esbarrou em você. Eu não sou contra relações à distância, muito menos virtuais, cada um sabe de si e ninguém nunca vai entender o amor (graças a Deus!). Eu também não sou antropóloga, socióloga, psicóloga, nem perita em assuntos do saber. Eu apenas sinto. E o que sinto é que o mundo anda carente. Carente do real. Sem poses, frases copiadas e fotos corrigidas em photoshops Vem cá: a quem a gente quer enganar? Do quê a gente quer se esconder? Muito melhor usar a tecnologia a nosso favor e tomar apenas cuidado para não usa-la como barreira para camuflar nossos medos e defeitos. Afinal – vamos ser sinceros!- cheiro é cheiro, beijo é gosto, pele é química e eu não vou saber se te quero porque sua imagem de 480 pixels me deixou de boca aberta. Ah, não mesmo! Eu quero te provar. Literalmente. Palavra por palavra. Beijo por beijo. Frase por frase. Ao vivo e a cores.

(Sorte nossa que a tecnologia ainda não conseguiu plugar o coração).



Fernanda Mello

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello


"Ah, para tudo! Se é pra viver, vamos viver direito. Com conteúdo. Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa. O sujeito da oração é você. A história é sua, mãos à obra! Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se. Republique-se. Reinvente-se. E transforme-se na melhor edição feita de você." 

Fernanda Mello

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amarelinha - Fernanda Mello


Li outro dia que amar é igual brincar de Amarelinha. Entre o Céu e o Inferno existem apenas alguns passos. Acho que é verdade. Quando o assunto é vida a dois, tudo depende se você vai acertar – ou não – a casa certa. Diariamente. É um trabalhinho lindo e complicado. Dividir a casa, comida e a roupa lavada. Dividir amor, décimo terceiro, sonhos, garagem e banheiro. Dividir as gavetas daquele closet pequeno demais. Dividir os medos. Dividir os silêncios. As realidades. Guardar pequenos segredos. Pensamentos. E tristezas mal-resolvidas. Ninguém é feliz o tempo inteiro. Mesmo porque conviver é difícil e dividir contas e ansiedades não tem nada de poesia. Mas tudo na vida é escolha. E aprendizado. Cada um escreve à sua maneira e tem alguém por aí que pode ser capítulo. Ou introdução. Depende do espaço que você dá. E de como alguém vai escrever história em você. 

Por isso resolvi: quero um armário grande no meu apartamento. 
Para dividir espaços (e novas linhas)...

Fernanda Mello

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sua vida : A maior invenção de você! - Fernanda Mello

Ah, quer saber? A nossa vida a gente inventa. A realidade nada mais é do que um grande desejo inventado. Um sonho que se faz verdade, uma vontade que sai do papel e caminha. Assim... Feito vida. É uma responsabilidade enorme desejar, eu sei. Mas vida ao vivo é pra quem tem coragem. Coragem de sonhar. Cuidado em desejar. Porque é preciso fé, auto-conhecimento e um querer no infinitivo para que sonhos se realizem. Difícil? Pode ser. É um exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que somos e acreditamos. Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que queremos da vida. Transformar sonho em verdade é para poucos. E para muitos. Para todos os que têm a sorte de desejar. Não importa se tudo parecer errado e o mundo virar a cara para você. (Qual era mesmo sua vontade?). Esqueça. Se esqueça. Hora de se perdoar. Tempo de se procurar. RENASÇA. Ninguém veio ao mundo para acertar, haja paciência pra gente perfeita! Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: é preciso acreditar. E eu acredito! Acredito no que diz o silêncio na hora em que a mente cala. E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com voz de quem sorri (às vezes desafiante): confie em si mesma. Quebre a rigidez. Ouse. Perca o medo. Perdoe-se. Brinque. Viva com leveza e encante-se. Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida. Num reciclar eterno de poesias possíveis.


Fernanda Mello

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O doce lado da inveja - Fernanda Mello

Não há como fugir: alguma hora, a grama do vizinho é – e sempre será - mais verde.
Não adianta termos o que precisamos. Estamos sempre em busca de mais.
Não importa se não nos cabe, não interessa se aquilo não nos trouxer a menor alegria no final.
A verdade é que sem auto-conhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer pequena demais diante de tanto sonho.
E o sentimento que fica?
Uma insatisfação ali, uma inveja que volta-e-meia a gente tenta esconder. E a gente jura de pé junto que não sente nada de ruim no peito. Afinal, crescemos com a idéia de que tudo isso é feio. Muito feio. É, eu concordo que inveja é um sentimento vagabundo.
Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo bem mais proveitoso. Quer ver só? Sentiu um incômodo ao saber que sua amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável? Bom, pra começar, sorria. De coração.
Recicle o sentimento dentro de você. Comemore com ela, pegue-a como exemplo e transforme aquelas invejazinha em pura fonte de inspiração.
Mas, entenda uma coisa: a ordem não é copiar ninguém. (Afinal, onde está sua personalidade?). Encontre seu estilo, seu jeito de lidar com a vida, suas próprias limitações. Descubra-se. Se aceite. E mãos à obra!
Eu, por exemplo, invejo deliciosamente a escritora Adélia Prado. Cada frase dela é, para mim, um abalo no meu possível orgulho, um aviso que eu ainda não estou preparada, um ensinamento contínuo de que – sim! - podemos ser melhores a cada linha.
Pois bem. Era isso o que eu queria dizer em tempos de muitos pecados e ligeiras confissões. Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso.
O importante é o que iremos fazer com eles. E o que eles poderão fazer com a gente...(Se deixarmos).

Fernanda Mello

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Encontros e Desencontros - Fernanda Mello



Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor.  Qualquer passo em falso: Adeus!  Não aceitamos erros alheios. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer. O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório. Queremos sempre o melhor, mesmo que o “melhor” não se adéque à nossa vida.

 Vivemos – na verdade - na era da Intolerância. Do imediatismo.  Da falta de paciência. Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço. Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo.
 
No meio do caos,  esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo.  Tolerância. E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não existe manual, nem informações no rótulo.  Quer saber? Todo mundo tem lá seus “defeitos”. Mas, nessas horas, não existe “loja autorizada”, nem garantia. No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar.

Agora, minha pergunta: porque andamos, assim, tão exigentes? Será culpa da tecnologia e sua crescente evolução? Será falta de auto-conhecimento e amor próprio? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos autoboicotamos com situações que nunca vão dar em nada?
Pode ser um pouco de cada coisa. Outro dia, ouvi uma frase interessante de uma amiga: o dilema da mulher moderna é saber, ao certo, o que ela procura. Porque, se ela procurar, vai achar! Achei de uma sabedoria incrível. E pensei: ao dizer isso, sei que muita gente vai me criticar. Mas pense comigo: será que estou, de fato, errada?

Não, não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas.  Não vamos começar nosso discurso manjado que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Se isso acontece uma vez ou outra, tudo bem. Do azar no amor, ninguém foge.

Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. A gente acha o que – na verdade -  procura. Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem somos.  E o que realmente queremos.

Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Adoro lugar comum, gosto de escrever sobre o que meu coração dita. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. É, fugi do amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade.  (Adeus sonhos de adolescente!).
Agora, eu vejo que viver o amor nada mais é do que conhecer a si mesmo profundamente e entender quem a gente é. E o que nos faz bem.

Portanto, antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.
Nós encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO.

Fernanda Mello

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello



Vá.
Fale mal do mundo enquanto eu faço versos.
Investigue a vida alheia. Faça calúnias.
Invente histórias em que você não está.
Vá!
Mas vá logo!
O que te espera de si? Flores, perdão...
Ou um sentimento barato pra se enfeitar?

Vá.
Fale mal de mim enquanto eu faço versos.
Queixe-se da vida. Culpe o outro. Beba algum veneno forte.
Engula uma verdade sem rir. Insulte alguém feliz.
Meu coração tão leve - daqui - te sente:
Tanta falta de amor por si mesmo, porquê?

Como te escreves se nem sabes servir?
Queria te dizer, me desculpa a audácia
Do mundo, a gente pouco leva:O que viu ali.
O que sentiu.O que leu...
O que fez por alguém e por si mesmo.
O que foi, quase por engano.
Da vida, meu amigo, a gente só leva o coração.
E o meu é poesia. Música.
E uma leve descrença no ser humano que eu não posso evitar.

E o seu?(...)

Vá!CUIDE-SE.
Mas cuide DE SUA VIDA.
Sempre é tempo de mudar e se fazer feliz.

Fernanda Mello

domingo, 15 de janeiro de 2012

Frases e citações - Fernanda Mello

"Se não deu certo, apague e recomece. Esqueça o que ficou. Esqueça a culpa. A falta de plano. Esqueça a dúvida. O que foi quase engano. Apague e recomece. É sempre hora de mudar, de virar a página e se reinventar. Mesmo que doa, aprender não é um processo à toa."
Fernanda Mello


"Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, amar virou coisa de gente corajosa."
Fernanda Mello


"Palavras me colorem e me escrevem. Olho pela janela e entendo. Apesar de difícil, é simples o mundo. O céu parece mais claro e até o cinza me traz um tom diferente: é só um novo jeito de ver. Ou de me sentir."
Fernanda Mello


"Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado."
Fernanda Mello


"Se não for do jeito que sonhamos, será de um jeito muito melhor."
Fernanda Mello

Intuição X Paranóia - Fernanda Mello



"Nós, mulheres somos assim: loucas por sinais. Não falo em sinais de trânsito, nem em símbolos matemáticos. Na verdade, somos peritas em ACHAR que sabemos DECIFRAR o universo masculino. É. Descobrir o que existe por trás do que os homens dizem. De cada frase. Cada email. Cada telefonema. Cada recado no facebook. Para nós, o que os homens falam não significa apenas palavras ditas. NÃO. Procuramos o que fica no ar. O que mora nas entrelinhas. Afinal, somos mulheres, certo? E ganhamos a condição de sermos intuitivas, mesmo quando pegamos a pobre da intuição e a transformamos em refém. É, reféns. Para escondermos nosso pior lado.  Aquela faceta que cada uma de nós esconde sutilmente na bolsa.
 
Sinto dizer, mas existem horas em que estamos erradas. EQUIVOCADAS. Não é nossa intuição falando. É a insegurança. São traumas de outros relacionamentos. Carência.  Ciúme. E outras particularidades do nosso lado negro – ou não tão claro - que insistimos em esconder. Quer um exemplo? Seu namorado te liga sexta-feira à noite com uma voz não muito animada. Não interessa se ele trabalhou demais, se está preocupado, se viajou a madrugada inteira. Dependendo do nosso humor (e da época do mês), a gente logo pensa: AÍ TEM.

E começamos a procurar sinais que  - às vezes – nem existem.  Pode ser que estejamos certas, homens safados existem desde que o mundo é mundo. Mas a questão é: ONDE ESTÁ O LIMITE ENTRE A NOSSA INTUIÇÃO E A PARANOIA? Pensem bem. Se for intuição, ponto pra nós! (Somos boas nisso, de verdade). Mas se for apenas imaginação (ou devaneios da nossa mente fértil), vai chegar uma hora em que, de fofa e bem-resolvida, nos transformaremos em uma chata de galocha. É. Uma CHATA. E não vai ser um piscar de olhos charmosos (nem a sua inteligência e bom humor) que vão fazer o cara (é, o seu amor) parar de ter preguiça de você.  Mentira minha?

É, gente, não há nada mais broxante que ciúme excessivo. Um pouquinho ainda vai, é saudável e pode ser até charmoso. Mas quando a pessoa vira uma maníaca obsessiva, MEU BEM, não há amor que resista.  Eu escrevi uma vez (e isso serve para mim também) que a gente não pode confiar em ninguém se não confia em si mesmo. Se eu decorei? Bom, estou tentando.

E mesmo canceriana carente que sou, me lembro todo dia, antes de começar a “imaginar coisas”. Nós NUNCA vamos ter controle sobre a vida do outro. Nós NUNCA vamos impedir que nosso namorado, marido ou ficante façam o que bem entendam, mesmo sob nossa vigilância cerrada. E verdade seja dita: pode ser que AÍ TENHA COISA, SIM. Mas se tiver, não é mais problema seu. Nem meu. CONCORDAM?

Já disse uma vez que nossas escolhas nos fazem. E a consequência dos nossos atos é o que nos define. Para o bem. Ou para o mal. Taí oSchwarzeneggero Tiger Woods e o ex-marido da Sandra Bullock – aquele vacilão – que não me deixam mentir."

Fernanda mello

sábado, 14 de janeiro de 2012

Mais gentileza, por favor !!! - Fernanda Mello



Outro dia – numa roda de amigos – surgiu um assunto que me fez pensar: já repararam que nesses tempos modernos, deixamos a gentileza de lado e nos desculpamos pelos maus modos, colocando a culpa no estresse? Pode ser uma resposta atravessada por conta do trânsito caótico. Pode ser o prazo curto. A falta de dinheiro. A falta de tempo. A falta de saúde. A falta de graça na vida. Os motivos são muitos e não param. Mas será que – em nome das nossas “faltas” – temos o direito de sermos MENOS humanos? Onde foi parar a delicadeza, a gentileza, a educação e o respeito? Onde foi parar o que nós SOMOS?
Desculpe-me, mas é difícil responder. Estamos tão individualistas que mal percebemos o outro. Eu, pessoalmente, acho uma falta de inteligência privilegiar apenas o SABER e não valorizar quem tem uma visão generosa do mundo. Para mim, a combinação dos dois – conhecimento e sensibilidade – são um prato cheio para vivermos melhor. E crescermos tanto pessoal, quanto profissionalmente.
Infelizmente, não é isso que vemos por aí. O respeito parece ter saído de moda. Gentileza, então, virou gíria das nossas avós. Nada de “bom dia”, “boa tarde”, nem um olhar que te perceba como indivíduo.
Importante esclarecer: não gosto de generalizar. Conheço pessoas que – no meio do salve-se quem puder! – continuam a ser PESSOAS.  Enxergam, em seus olhos, o outro. Oferecem – sem o menor constrangimento – um abraço sincero. Uma ajuda inesperada. Um elogio. Um silêncio na hora certa.
Isso, para mim, não é frescura. É apenas a boa e velha educação pedindo passagem... Implorando para não ser esquecida, dentro do carro, na hora do rush.
Claro que não é preciso dizer “obrigada!” a cada minuto. Mas antes uma palavra doce do que deixar nosso lado brucutu (acredite, todo mundo tem um!) falar mais alto e acabar com a CORDIALIDADE que ainda nos resta.
Você acha esse papo ultrapassado? Chegou, então, a hora de me desculpar. DE NOVO.
Sei que pode parecer ingenuidade minha, mas eu continuo com fé no ser humano. (E em mim). Acho que a pessoa que desenvolve sua sensibilidade para perceber o outro (seja no trabalho, em casa, na rua ou na fazenda), só tem a ganhar. Uma promoção. Um trabalho melhor. Um amigo de verdade. Um dia mais feliz. Ou apenas um sorriso que – a meu entender – já vale o esforço.
Por isso, venho escrever esse texto para tirar meu nó da garganta e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos – muito menos! – cara amarrada.
Fernanda Mello

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Frases e Citações - Fernanda Mello



"Eu quero entender o mundo, mas só consigo amar. Penso que se entendesse um pouco de mim eu perceberia mais os porquês e sofreria menos por nada. Mas eu continuo sentindo muito, intensamente, dolorosamente e sem fim. Quando dói, dói muito. Corta, rasga, machuca e sangra. Quando fico feliz, o mundo me engole, cada centímetro de pele vira universo, luz e energia. Vibra! É uma felicidade plena, uma alegria inteira, você consegue sentir meu coração daí?(...)Eu não sou linear. Eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. Não sou produto, sou só coração. Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me faz escrever, ser e mudar a cada dia. Se eu eu começasse a escrever minha vida, seria assim: ... Percebe? Eu sei que sim. Eu sou reticências. Sou 3 pontinhos. Sou o não-dito. Sou emoção e desejo. Palavras são o meu antídoto. Anti-monotonia, anti mau-humor, anti todo o amor que não há. Por isso hoje, especialmente hoje, em que nada de especial acontece e tudo ao mesmo tempo respira, eu te digo: obrigada por se lembrar de mim do outro lado do mundo. Você está em mim e eu em você. Porque a física ensinou, meu coração confirmou. Eu tirei zero em física, o coração está em eterna recuperação. Mas a vida? A vida, eu não sei. A vida, eu aceito. Aceito viver sem entender. Assim como aceito minha falta de jeito, minha eterna saudade e essa vontade de ser tantas e tanto e ter apenas um coração."
Fernanda Mello