sexta-feira, 24 de junho de 2016

Bom dia !!!!!

Bom dia!
Que hoje você respire fundo e comece a colocar as coisas no lugar...
Comece a ver o que é prioritário, o que você realmente quer e o que não dá mais pra arrastar de jeito nenhum...
Comece a pesar na balança do coração o que lhe faz mesmo bem, o que lhe torna melhor, o que realmente lhe motiva...
E passe a guardar mais tempo pra isso, reconhecendo que é aí que está o seu tesouro...
É assim que a gente vai se despedindo de muito do que nos deixa exaustas, mal humoradas, podendo inclusive nos adoecer...
Certas obrigatoriedades dessa vida são impostas é por um sistema que em nada nos acrescenta. Temos servido a esse sistema, mas ele não nos serve.
Viveríamos bem melhor, sem precisar dar muitas das satisfações que damos...
E por que as damos?
Para sermos aceitas? E essa aceitação, em que nos edifica?
Que hoje, sejamos menos torturadoras de nós mesmas e mais generosas com a nossa paz...
Sejamos mais amigas de nossa sanidade que meras serviçais de aparências...
Que hoje, caminhemos mais leves...
Nos peguemos rindo assim, meio à toa sabe?
Sabendo no íntimo, que de à toa não tem nada...
Sabendo que é riso de prazer mesmo...
Riso de quem está de mãos dadas, de boa, com a melhor parte de si.
Gi Stadnicki.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bom dia !!!!

Aquilo que incomoda o coração tem que ser removido hoje.
Se a gente não joga fora hoje, a gente corre
o risco de amanhã quando tiver outra coisa
nos incomodando, juntar com a que incomodou ontem.
E vai juntando, isso é residual.
Tristeza é residual, vai ficando acumulada,
então a gente precisa cuidar. Jogar fora e recomeçar.


Pe. Fábio de Melo

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Recuse ser uma cópia : reinvente-se - Miguel Solano

Gerações não existem para serem copiadas, mas reinventadas. Se tivéssemos de ser cópias, qual seria a necessidade do viver? Não é copiando o passado que revoluções acontecem; não é escrevendo a mesma história que se constrói uma biblioteca. Devemos receber todo e qualquer ensinamento com muito respeito, mas só levar conosco o que for bom.
Acho um grande erro pessoas que procuram ser a cópia do pai ou da mãe (com raras excessões), agindo da mesma forma, sem um pingo de originalidade. Se espelhar é bem diferente de admirar. Não é sendo espelho de alguém que descobriremos quem realmente somos. Não precisamos carregar nos nossos ombros os fardos e conceitos de outras épocas. Precisamos apenas construir o nosso mundo, a nossa história, o nosso agora.
Houve um tempo em que pessoas foram exiladas do seu próprio país por causa da liberdade de expressão. Houve um tempo em que mulheres eram prometidas a seus maridos antes mesmo de nascerem. Mas isso já foi combatido! Precisamos de novos heróis. Não aqueles que voam, mas os que mantém os pés no chão. Os que lutam contra o preconceito, a favor das diferenças, em respeito às pequenas causas. Essa é a pauta da nossa geração. Ser mais do mesmo é cômodo. Ser você mesmo pode causar várias decepções e conflitos, mas dá uma paz de espírito indescritível. Escolha o que vai ser e seja!

Miguel Solano

“Pro dia nascer feliz”: fome de alegria – Rubem Alves

Freud disse que são duas as fomes que moram no corpo. A primeira é a fome de conhecer o mundo em que vivemos. Queremos conhecer o mundo para sobreviver. Se não tivéssemos conhecimento do mundo à nossa volta saltaríamos pelas janelas dos edifícios, ignorando a força da gravidade, e colocaríamos a mão no fogo, por não saber que o fogo queima.
A segunda é a fome do prazer. Tudo que vive busca o prazer. O melhor exemplo dessa fome é o desejo do prazer sexual. Temos fome de sexo porque é gostoso. Se não fosse gostoso, ninguém o procuraria e, como consequência, a raça humana acabaria. O desejo do prazer seduz.
Gostaria de poder ter tido uma conversinha com ele sobre fomes, porque acredito que há uma terceira: a fome da alegria.
Antigamente, eu pensava que prazer e alegria eram a mesma coisa. Não são. É possível ter um prazer triste. A amante de Tomás, de A Insustentável Leveza do Ser, se lamentava: “Não quero prazer, quero alegria!”.
As diferenças. Para haver prazer, preciso primeiro que haja um objeto que de prazer: uma caqui, uma taça de vinho, uma pessoa a quem beijar. Mas a fome do prazer logo se satisfaz. Quantos caquis conseguimos comer? Quantas taças de vinho conseguimos beber? Quantos beijos conseguimos suportar? Chega um momento em que se diz: “Não quero mais. Não tenho mais fome de prazer…”.
A fome de alegria é diferente. Primeiro, ela não precisa de um objeto. Por vezes, basta uma memória. Fico alegre só de pensar num momento de felicidade que já passou. E, em segundo lugar, a fome de alegria jamais diz “Chega de alegria”. Não quero mais…”. A fome de alegria é insaciável.
Bernardo Soares disse que não vemos o que vemos; vemos o que somos. Se estamos alegres, nossa alegria se projeta sobre o mundo e ele fica alegre, brincalhão. Acho que Alberto Caeiro estava alegre ao escrever este poema: “As bolas de sabão que esta criança se entretém a largar de uma palhinha são translucidamente uma filosofia toda. Claras, inúteis, passageiras, amigas de olhos, são aquilo que são… Algumas mal se veem no ar lúcido. São como a brisa que passa… E que só sabemos que passa porque qualquer coisa se aligeira em nós…”.
A alegria não é um estado constante – bolas de sabão. Ela acontece subitamente. Guimarães Rosa disse que a alegria só em raros momentos de distração. Não se sabe o que fazer para produzi-la. Mas basta que ela brilhe de vez em quando para que o mundo fique leve e luminoso. Quando se tem alegria, a gente diz:
“Por esse momento de alegria, valeu a pena o universo ter sido criado”.


Título original: Alegria e Tristeza – do livro Pimentas – para provocar um incêndio, não é preciso fogo, Editora Planeta, 2ª Edição, 2015, páginas 29 e 30.

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