quarta-feira, 5 de março de 2014

Bom dia !!!

Procure seus “desaparecidos”, resgate seus afetos. 
Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. 
Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.

Martha Medeiros 

terça-feira, 4 de março de 2014

Boa Noite !!!

Que a paz venha com a brisa, trazendo tudo que sua alma precisa. Que os sonhos cheguem sutilmente trazendo mil encantos... Fazendo que seus sentimentos sejam veludo e deixe seu coração dormir calmamente. Que as boas energias, estejam em você... Que o amanhã seja melhor do que hoje, e que a vida, lhe abra um lindo sorriso...

Comunidade Namastê

Felicidade - Sérgio Vaz

As coisas não nasceram para dar certo, somos nós é que fazemos as coisas acontecerem, ou não.
Acredito que a gente tem que ter um foco a seguir, traçar metas, viver por elas. Ou morrer tentando. Jamais queimar etapas e saber reconhecer quando é a sua hora.

O Acaso é uma grande armadilha e destroi os sonhos fracos de pessoas que se acham fortes.
Não passar do tempo e nem chegar antes. Preparar o corpo, o espírito, estudar o tempo o espaço. Não ser escravo de nenhum dos dois.
Observar as coisas que interferem no seu dia e na sua noite. E saber entender que há aqueles sem sol e sem estrelas e que a vida não deve parar só por isso..
Ser gentil com as pessoas e consigo mesmo. E gentileza não tem nada a ver com fraqueza, pois, assim como um bom espadachim, é preciso ter elegância para ferir seus adversários.
O que adintanta uma boca grande e um coração pequeno? Nunca diga que faz, se não o faz.

Ame o teu ofício como uma religião, respeite suas convicções e as pratique de verdade, mesmo quando não tiver ninguém olhando. Milagres acontecem quando a gente vai à luta.
Pratique esportes como arremesso de olhar, beijo na boca, poema no ouvido dos outros, andar de mãos dadas com a pessoa amada, respirar o espaço alheio, abraçar sonhos impossíveis e elogios à distância. E,, em hipótese alguma, tente chegar em primiero. Chegar junto é melhor, até porque, o universo não distribue medalhas nem troféus.
Respeite as crianças, todas, inclusive aquela esquecida na sua memória. Sem crianças não há razão nenhuma para se acreditar num mundo melhor.
As crianças não são o futuro, elas são o presente, e se ainda não aprendemos com isso, somos nós, os adultos, é que tiramos zero na escola.
Ser feliz não quer dizer que não devemos estar revoltados com as coisas injustas que estão ao nosso redor, muito pelo contrário, ter uma causa verdadeira é uma alegria que poucos podem ter.

Por isso, sorrir enquanto luta, é uma forma de confundir os inimigos. Principalmente os que habitam nossos corações. E jamais se sujeite a ser carcereiro do sorriso alheio.
Não deixe que outras pessoas digam o que você deve ter, ou usar. Ter coisas é tão importante como não tê-las, mas é você quem deve decidir. Ter cartão de crédito é bom, porém, ter crédito nele tem um preço.

Se possível, aprecie as coisas simples da vida, vai que no futuro... Adeus pertences.

Esteja sempre disposto ao aprendizado, e não se esqueça que, quem já sabe tudo é porque não aprendeu nada.
As ruas são excelentes professoras de filosofia, pratique andar sobre elas.
Procure desvendar as máscaras do dia a dia, pois o segredo está no minúsculo - assim como um belo espetáculo do crepúsculo-, no pequeno gesto das formiguinhas esconde a grandeza a ser seguida pela humanidade.
Tenha amigos. Se não tem, seja. Eles virão.

Felicidade não se ensina, é uma magia, e o segredo está na disciplina de uma vida sem truques e sem fogos de artifícios.
E não acreditem em poetas. São pessoas tristes que vendem alegria

Sérgio Vaz

*do livro "literatura, pão e poesia" Global Editora

O dia em que morri - Lígia Guerra

Estranho? Nem tanto. Se depois de ler esse texto você achar que ainda está vivo, ótimo! Caso contrário, é bom repensar se ainda existe algum sopro de vida aí dentro. Vou contar como tudo aconteceu.

A minha primeira parcela de morte aconteceu quando acreditei que existiam vidas mais importantes e preciosas do que a minha. O mais estranho é que eu chamava isso de humildade. Nunca pensei na possibilidade do auto abandono.

Morri mais um pouquinho no dia em que acreditei em vida ideal, estável, segura e confortável. Passei a não saber lidar com as mudanças. Elas me aterrorizavam.

Depois vieram outras mortes. Recordo-me que comecei a perder gotículas de vida diária, desde que passei a consultar os meus medos ao invés do meu coração. Daí em diante comecei a agonizar mais rápido e a ser possuída por uma sucessão de pequenas mortes.

Morri no dia em que meus lábios disseram, não. Enquanto o meu coração gritava, sim! Morri no dia em que abandonei um projeto pela metade por pura falta de disciplina. Morri no dia em que me entreguei à preguiça.  No dia em que decidir ser ignorante, bulímica, cruel, egoísta e desumana comigo mesma. Você pensa que não decide essas coisas? Lamento. Decide sim! Sempre que você troca uma vida saudável por vícios, gulodice, sedentarismo, drogas e alienação intelectual, emocional, espiritual, cultural ou financeira, você está fazendo uma escolha entre viver e morrer. 

Morri no dia em que decidi ficar em um relacionamento ruim, apenas para não ficar só. Mais tarde percebi que troquei afeto por comodismo e amor por amargura. Morri outra vez, no dia em que abri mão dos meus sonhos por um suposto amor. Confundi relacionamento com posse e ciúme com zelo. 

Morri no dia em que acreditei na crítica de pessoas cruéis. A pior delas? Eu mesma. Morri no dia em que me tornei escrava das minhas indecisões. No dia em que prestei mais atenção às minhas rugas do que aos meus sorrisos. Morri no dia que invejei , fofoquei e difamei. Sequer percebi o quanto havia me tornado uma vampira da felicidade alheia. Morri no dia que acreditei que preço era mais importante do que valor. Morri no dia em que me tornei competitiva e fiquei cega para a beleza da singularidade humana. 

Morri no dia em que troquei o hoje pelo amanhã. Quer saber o mais estranho? O amanhã não chegou. Ficou vazio... Sem história, música ou cor. Não morri de causas naturais. Fui assassinada todos os dias.  As razões desses abandonos foram uma sucessão de desculpas e equívocos. Mas ainda assim foram decisões.  

O mais irônico de tudo isso?
As pessoas que vivem bem não tem medo da morte real. 
As que vivem mal é que padecem desse sofrimento, embora já estejam mortas. É dessas que me despeço.

Assinado,

A Coragem 

Lígia Guerra

segunda-feira, 3 de março de 2014

Tolerância: significa suportar? - Paulo Valzacchi

Se você consultar o dicionário, observará um significado interessante à palavra tolerância.

SUPORTAR!

Bem, a partir daí, descobri que existem dois significados à palavra tolerância, um de senso comum: SUPORTAR e outro de senso espiritual: ENTENDER E RESPEITAR.

Na verdade, estamos acostumados com o senso comum, afinal, o que fazemos diante das seguintes colocações:

O pagamento do IPTU, todo ano o valor sobe, você paga um absurdo para que? Para ter uma rua esburacada, uma calçada de péssima qualidade, uma terrível iluminação, uma árvore que você não pode plantar, nem retirar.
O pagamento do IPVA, para onde vai esse dinheiro? Tudo o que se refere a trânsito é caótico.
Sem contar a luz, a água, o supermercado, os impostos são gritantes, você literalmente paga para os políticos fazerem a festa com nosso dinheiro.
Toleramos a corrupção descarada, a falta de segurança, a falta de uma educação melhor e para piorar, você paga para aguardar de 4 a 12 horas para ser atendido num hospital público. Aqui se aplica a palavra tolerar - afinal, nós suportamos, muitas vezes calados, tudo isso.

Mas em se tratando de gente, precisamos antes de mais nada retirar de nosso vocabulário este significado, não precisamos suportar, precisamos entender nosso próximo, entender que ele tem defeitos como nós também temos, respeitar e aceitar a sua individualidade, seus sonhos, seu jeito de falar, seu processo de aprendizado, seu ritmo.

Quantas e quantas pessoas toleram tantas coisas do governo, da corrupção, da política, e chega em casa não tolera a atitude de um filho, uma conversa da esposa.

É preciso começar a entender que temos de respeitar as diferenças, e elas começam em nosso lar.

Cada um tem um DNA (Deus é nosso autor) ninguém precisa ser do seu jeito, ou fazer as coisas do seu modo.

Quando teimamos em sermos perfeitos, começamos a colocar o senso de razão exclusivamente no que nós pensamos e fazemos; iniciamos, assim, o processo de inflexibilidade.

Quantos e quantos casais preferem uma boa disputa, para ver quem tem razão, ao invés de renunciar um pouquinho aqui e um pouquinho ali, tolerando, respeitando, entendendo o ponto de vista do outro.

Dizem que Deus nos deus uma boca e duas orelhas, uma boca para falar e duas orelhas, para ouvir, mais do que falar, mas isso não é verdade, Deus nos deu as duas orelhas, uma para ouvir um lado, outro para ouvir o outro, escute um pouco o outro lado.

As vezes queremos ter plena razão e moralidade exagerada, e gritar em alto e bom som aos nossos filhos, que o certo é assim, que em nossa época nós eramos diferentes, mas ninguém fala que nos anos 70, você era um hippie e que gostava de curtir, ou que adorava musica alta e hoje não aceita as mesmas coisas do filho.

Olhar um pouco o que éramos nos faz entender o processo que cada um passa, e nos faz respeitar um pouco mais tudo isso.

Tolerância comum é algo que não deveríamos ter tanto, mas tolerância no sentido espiritual, que envolve nossa família, nosso trabalho, e as pessoas que nos cercam, é um bem necessário.

Olhe ao seu redor, você sabe me dizer o que está acontecendo no mundo, no oriente médio, por exemplo?

A busca pelo poder, através do fanatismo, uma das formas de intolerância, que não respeitam o próximo.

Esse fanatismo deve ser banido, você não precisa arrastar ninguém para o jeito que você vive, mas sim dar exemplo de como viver melhor.

Nossa maior responsabilidade é mudarmos aqui dentro...
Para assim mudar o mundo!

Tolere mais no sentido espiritual.


Paulo Valzacchi

Liderando a si mesmo no ápice do estresse - Augusto Cury

Milhares de judeus eram lúcidos e sensíveis. Eles amavam profundamente a Jesus. Mas havia um grupo de líderes, os fariseus, que o odiavam, tinham aversão pelo seu comportamento afetivo e tolerância. Como Jesus era socialmente admirado, eles precisavam ter um forte álibi para condená-lo sem causar uma revolta social.

Depois de maquinar, prepararam uma armadilha psíquica quase insolúvel. Certa vez, uma mulher foi pega em flagrante adultério. Os fariseus arrastaram-na para um lugar aberto, para o Iocal onde o Mestre dos mestres ensinava uma grande multidão.

Interromperam abruptamente a sua aula. Colocaram a mulher toda esfolada no centro da sua classe ambiental. Sob os olhares espantados dos presentes, eles proclamaram altissonante que ela fora pega em adultério e, segundo a lei, teria de morrer. Sutilmente, olharam para Jesus e fizeram-lhe uma pergunta fatal: "Qual seria o seu veredicto?".

Nunca haviam pedido para Jesus decidir qualquer questão, mas fizeram essa pergunta para incitar a multidão contra ele e para que, assim, ele fosse apedrejado junto com ela. Sabiam que ele discursava sobre a compaixão e o perdão como nenhum poeta jamais discursara. Se ele se colocasse ao lado dela, teriam como justificar a sua morte. Se condenasse a mulher, iria contra si mesmo, contra a fonte do amor sobre a qual discursava. A multidão ficou paralisada.

O que você faria se estivesse sob a mira de um revólver? O que pensaria se estivesse em seus últimos segundos de vida? Ou, então, que atitude tomaria se fosse despedido subitamente? Que reação teria se alguém que você ama muito lhe causasse a maior decepção da sua vida? Que comportamento teria se tudo o que você mais valoriza estivesse por um fio, corresse o risco de ser perdido subitamente?

Freqüentemente reagimos sem qualquer lucidez nos momentos de tensão. Dizemos coisas absurdas, incoerentes, ferimos pessoas e nos ferimos. O medo, o estresse, a raiva, a ansiedade nos impelem a reagir sem pensar. Os instintos controlam nossa inteligência.

O Mestre dos mestres estava sob o fio da navalha. O drama da morte o rondava e, o que era pior, poderia destruir todo seu projeto de vida. Os seus opositores estavam completamente dominados pela raiva. A qualquer momento, as pedras seriam atiradas, as cenas de terror se iniciariam. Foi nesse clima irracional que Jesus foi cobrado para dar uma resposta. Todos estavam impacientes, agitados, esperando suas palavras. Mas a resposta não veio... Ele usou a ferramenta do silêncio. Ele nos deu uma grande lição: revelou que num clima em que ninguém pensa, a melhor resposta é não dar respostas. É procurar a sabedoria do silêncio.

Você usa a ferramenta do silêncio quando é pressionado? Nos primeiros trinta segundos em que estamos estressados cometemos nossos maiores erros. Nunca se esqueça disso. Seus maiores erros não foram cometidos enquanto você navegava nas calmas águas da emoção, mas enquanto atravessava os vales da ansiedade. São nesses momentos que dizemos palavras que nunca deveriam ter sido ditas.

Jesus voltou-se para dentro de si, dominou sua tensão, preservou-se do medo, abriu as janelas da sua memória e resgatou a liderança do "eu". Executou todos esses mecanismos psíquicos sob a aura do silêncio. Foi autor da sua história num momento em que qualquer outro seria vítima.

Pelo fato de ter resgatado a liderança do "eu", teve uma atitude inesperada naquele clima aterrorizante: começou a escrever na areia. Era de se esperar tudo, menos esse comportamento. Seus opositores ficaram perplexos.

Somente alguém que é líder de si mesmo é capaz de ter coordenação muscular e serenidade para escrever num momento em que estão querendo assinar sua sentença de morte. Somente alguém que sabe ter domínio próprio e fazer escolhas é capaz de encontrar um lugar de descanso no centro de uma guerra. Ele era livre para escrever idéias em situações em que só era possível entrar em pânico, gritar, fugir. 

Ninguém sabe o que ele escrevia. Mas deviam ser frases de grande conteúdo. Talvez escrevesse algo que demonstrasse a intolerância humana, a facilidade que temos em julgar os outros e a incapacidade que temos de encontrar um tesouro por detrás da cortina dos erros. Talvez escrevesse que o perdão é um atributo dos fortes; a condenação, dos fracos.

Seus gestos desarmaram seus inimigos. O foco de tensão foi pouco a pouco dissipado. Eles começaram a sair da esfera instintiva, do desejo de matar, para a esfera da razão. Desse modo, como um artesão da inteligência, o Mestre dos mestres preparou o terreno da inteligência deles para um golpe fatal. Um golpe que os libertaria do cárcere intelectual. Golpeou-os com uma lucidez impressionante.

Disse-lhes: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado (erros, falhas, injustiças) seja o primeiro que lhe atire pedra!". Ele teve uma coragem inusitada ao dizer essa frase. Ela poderia ter sido apedrejada na sua frente repentinamente. Mas Jesus só falou após debelar o foco de tensão emocional deles.

Eles ficaram pasmados. Ele os autorizou a atirar pedra nela, mas mudou a base do julgamento. Teriam de pensar antes de reagir. Teriam de avaliar a história deles para depois julgá-la. Jesus fez uma engenharia intelectual que eles não perceberam, pois envolveu processos inconscientes.

Provavelmente, foi a primeira vez na história que linchadores, sob o controle do ódio, fizeram uma ponte entre o instinto e a razão, saíram da agressividade cega para o oásis da serenidade. A melhor maneira de desarmar um agressor é abrir o leque de sua inteligência é surpreendê-lo, seja com o silêncio, seja com um elogio, seja com uma atitude inusitada. 


Portanto, da próxima vez que estiver em situação constrangedora, tente não se obriguar a dar resposta imediata, treine ser amigo do silêncio.


Augusto Cury

Retirado do livro: “12 semanas para mudar uma vida”

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