Desenha-se no céu a lua nova,
Límpida, casta, tenra como um gomo
De um alto, doce e sumarento pomo
Que a gula adeja, violenta e prova.
Vem doutra lua velha, sonolenta,
Com versos gastos, poeirentos, frios;
Vem com seus bicos doutros céus vazios
Onde a seiva cansada não fermenta.
Puro crescente branco da vontade,
Enquanto a noite, horizontal, ressona,
Mais se precisa, mais exibe à tona
A sua genuína mocidade.
Miguel Torga
terça-feira, 17 de abril de 2012
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