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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O Meu Amor, o Meu Amor, Maria

Versos e Poesias

O Meu Amor, o Meu Amor, Maria É como um fio telegráfico da estrada Aonde vêm pousar as Andorinhas...
Poeminha Sentimental - Mario Quintana

O Meu Amor, o Meu Amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as Andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as Andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, O Meu Amor é sempre o mesmo:
As Andorinhas é que mudam.


Mario Quintana In Preparativos de Viagem


Livro Preparativos de Viagem

Livro Preparativo de Viagem - Mario Quintana

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Que Pode Uma Criatura Senão, Entre Criaturas, Amar?

Versos e Poesias

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Amar e esquecer, Amar e malamar, Amar, desamar, Amar? sempre, e até de olhos vidrados Amar?


Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?

Amar e esquecer,
Amar e malamar,
Amar, desamar, Amar?
sempre, e até de olhos vidrados Amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e Amar?
Amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e Amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
Amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.


Livro Claro Enigma

Livro Claro Enigma- Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Não Digas Nada !!! Nem Mesmo a Verdade

Versos e Poesias
Não Digas Nada!!!   Nem mesmo a verdade   Há tanta suavidade em nada se dizer   E tudo se entender -    Tudo metade   De sentir e de ver...   Não Digas Nada!!!  Deixa esquecer
Não Digas Nada !!!!
Não Digas Nada!!!  
Nem mesmo a verdade 
Há tanta suavidade em nada se dizer 
E tudo se entender -  
Tudo metade 
De sentir e de ver... 
Não Digas Nada!!! 
Deixa esquecer  
Talvez que amanhã 
Em outra paisagem 
Digas que foi vã 
Toda essa viagem 
Até onde quis 
Ser quem me agrada... 
Mas ali fui feliz 
Não Digas Nada.   
Fernando Pessoa In "Cancioneiro"  

Livro Cancioneiro

Livro Cancioneiro - Fernando Pessoa 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Eu Canto Porque o Instante Existe

Versos e Poesias

Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.
Motivo - Cecília Meireles 
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada
 
Cecília Meireles In Antologia Poética

Livro Antologia Poética 

Livro Antologia Poética

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

No fundo, no Fundo, Bem Lá no Fundo

Versos e Poesias

No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto
Bem no Fundo - Paulo Leminski
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto 
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo 
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais 
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Paulo Leminski In Distraídos Venceremos 

Livro Distraídos Venceremos 

Livro Distraídos Venceremos - Paulo Leminski

sábado, 6 de outubro de 2018

Ando Muito Completo de Vazios.

Versos e Poesias

"Ando muito completo de vazios. Meu órgão de morrer me predomina. Estou sem eternidades. Não posso mais saber quando amanheço ontem."

Os Deslimites da Palavra - Manoel de Barros

"Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas."

Manoel de Barros In O Livro das Ignorãças

O Livro das Ignorãças - Manoel de Barros

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Longe de Ti São Ermos os Caminhos

Versos e Poesias

Fumo - Florbela Espanca
Longe de ti são ermos os caminhos
Longe de ti não há luar nem rosas; 
Longe de ti há noites silenciosas, 

Há dias sem calor, beirais sem ninhos! 

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos 
Perdidos pelas noites invernosas... 
Abertos, sonham mãos cariciosas, 
Tuas mãos doces plenas de carinhos! 

Os dias são Outonos: choram... choram... 
Há crisântemos roxos que descoram... 
Há murmúrios dolentes de segredos... 

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços! 
E ele é, ó meu amor pelos espaços, 
Fumo leve que foge entre os meus dedos... 



Florbela Espanca, in Livro de Sóror Saudade
Livro de Sóror Saudade - Florbela Espanca 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Quando Você For Embora

Versos e Poesias 

Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve.
Cantiga Para Não Morrer  - Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração. 

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar. 

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Ferreira Gullar

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Não te deixes destruir…

Versos e Poesias

Não te deixes destruir... Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces.  Recomeça.
Aninha e Suas Pedras
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina In Melhores Poemas

Livro Melhores Poemas

Livro Melhores Poemas 

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Podei a Roseira no Momento Certo e Viajei Muitos Dias...

Versos e Poesias

Meditação à Beira de um Poema
Podei a roseira no momento certo e viajei muitos dias,
aprendendo de vez
que se deve esperar biblicamente
pela hora das coisas.
Quando abri a janela, vi-a,
como nunca a vira
constelada,
os botões,
Alguns já com rosa- pálido
espiando entre as sépalas,
jóias vivas em pencas.
Minha dor nas costas,
meu desaponto com os limites do tempo,
o grande esforço para que me entendam
pulverizam-se
diante do recorrente milagre.
maravilhosas faziam-se
as cíclicas perecíveis rosas.
Ninguém me demoverá
do que de repente soube
à margem dos edifícios da razão:
a misericórdia está intacta,
vagalhões de cobiça,
punhos fechados,
altissonantes iras,
nada impede ouro de corolas
e acreditai: perfumes.
Só porque é setembro 
 
Adélia Prado In Oráculos de Maio


Livro Oráculos de Maio - Adélia Prado

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O coração é o colibri dourado

O Coração é o Colibri Dourado  Das veigas puras do jardim do céu.  Um-tem o mel da granadilha agreste,  Bebe os perfumes, que a bonina deu.
O  Coração
O Coração é o Colibri Dourado 
Das veigas puras do jardim do céu.
Um-tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.

O outro-voa em mais virentes balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel — a que se chama — crenças,
Vive do aroma-que se diz-amor.
Castro Alves 

domingo, 30 de setembro de 2018

Assim eu quereria o meu Último Poema

Versos e Poesias

"Assim eu quereria o meu Último Poema....Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume..."

O Último Poema

Assim eu quereria o meu Último Poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Manuel Bandeira

sábado, 29 de setembro de 2018

Versos e Poesias - Fernando Pessoa

Eu Amo Tudo Que Foi

"Eu Amo tudo o Que Foi Tudo o que já não é A dor que já me não dói A antiga e errônea fé O ontem que a dor deixou, O que deixou alegria Só porque foi, e voou E hoje é já outro dia."
"Eu Amo tudo o Que Foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."
Fernando Pessoa In Poesias Inéditas

Livro Poesias Inéditas 

Livro Poesias Inéditas - Fernando Pessoa

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Versos e Poesias - Vinícius de Moraes

Dialética

"É claro que a Vida é Boa  E a Alegria, a única indizível Emoção  É claro que te acho Linda  Em ti Bendigo o Amor das coisas simples  É claro que Te Amo E tenho tudo para ser Feliz  Mas acontece que eu Sou Triste..."
"É claro que a Vida é Boa 
E a Alegria, a única indizível Emoção 
É claro que te acho Linda 
Em ti Bendigo o Amor das coisas simples 
É claro que Te Amo
E tenho tudo para ser Feliz 
Mas acontece que eu Sou Triste..."
Vinícius de Moraes  

domingo, 23 de setembro de 2018

A primavera chegará....

Primavera - Cecília Meireles

A Primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A Primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, – e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, – e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma Primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, – e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a Primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Mas é certo que a Primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há Primavera, esta Primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a Primavera, dona da vida — e efêmera.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a Primavera, dona da vida — e efêmera.

sábado, 22 de setembro de 2018

Quando a Luz dos Olhos Meus...

Luz dos Olhos Meus - Vinícius de Moraes
Quando a luz dos olhos meus  E a Luz dos Olhos Teus Resolvem se encontrar Ai que bom que isso é meu Deus Que frio que me dá o encontro desse olhar
"Quando a luz dos olhos meus
E a Luz dos Olhos Teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a Luz dos Olhos Teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu Amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu Amor, juro por Deus
Que a Luz dos Olhos Meus já não pode esperar
Quero a Luz dos Olhos Meus
Na Luz dos Olhos Teus sem mais lará-lará
Pela Luz dos Olhos Teus
Eu acho Meu Amor que só se pode achar
Que a Luz dos Olhos Meus precisa se casar."


Vinícius de Moraes

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Eu sou Aquela Mulher a Quem o Tempo Muito Ensinou

Ofertas de Aninha - Cora Coralina

Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito Ensinou. Ensinou a amar a vida, Não desistir da luta. Recomeçar na derrota. Renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos. Ser otimista.

Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
muito Ensinou
.
Ensinou a amar a vida,
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.

Creio numa força imanente
que vai ligando a família humana
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana.
Creio na superação dos erros
e angústias do presente.

Acredito nos moços.
Exalto sua confiança,
generosidade e idealismo.
Creio nos milagres da ciência
e na descoberta de uma profilaxia
futura dos erros e violências
do presente.

Aprendi que mais vale lutar
do que recolher dinheiro fácil.
Antes acreditar do que duvidar.


Livro Melhores Poemas - Cora Coralina

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Poesia - Carlos Drummond de Andrade

Chá, Café e Poesia com Carlos Drummond de Andrade


As Sem Razões do Amor

Eu Te Amo porque Te Amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu Te Amo porque Te Amo.
Amor é estado de graça
e com Amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu Te Amo porque não Amo
bastante ou demais a mim.
Porque Amor não se troca,
não se conjuga nem se Ama.
Porque Amor é Amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de Amor.
Livro Corpo
Livro Corpo - Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Chá, Café e Poesia

Os Poemas - Mario Quintana

Os Poemas São Pássaros Chegam ...
Os Poemas são Pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mario Quintana In Esconderijos do Tempo 

Livro Esconderijos do Tempo 

Livro Esconderijos do Tempo - Mario Quintana