quarta-feira, 24 de abril de 2013

Amores imortais - Letícia Thompson


Talvez Romeu e Julieta tenham imortalizado o amor por que ela só tinha 13 anos e ele um pouco mais e nessa idade todas as coisas tomam proporções imensas.
 Grandes e infinitos são os amores dos adolescentes que descobrem no outro um pedaço de si mesmo e entregam-se inteiramente a esse sentimento. Entregam-se até tornarem-se doentes e irracionais, até acreditarem que aquele será o único amor, o maior e o mais bonito de todos.
Os amores que param no tempo tornam-se eternos sim. Eternos e dolorosamente belos para a história.

E nós, adolescentes de primeiro amor a cada amor que renasce, pouco importando nossa idade, imortalizamos o amor fazendo dele a razão do nosso dia-a-dia.
Há os que amam uma vez e amam para sempre, mas esses são raros. A maioria das pessoas ama intensamente uma vez e ama intensamente a cada vez, cada amor, segundo as oportunidades que recebe e aproveita da vida.

E cada amor dói igual, faz feliz igual, cada um dá o sentimento de ser único e eterno e quando parte carrega um pouco da nossa vida junto, sai arrastando nossas esperanças como as enchentes repentinas, nos deixando sós e desamparados.
 E só depois de alguns sóis e muitas luas é que descobrimos que nosso coração é, felizmente, mais forte do que pensávamos e que tem a grande capacidade de se reconstruir quando encontra um outro que, por razões que desconheço, fazem com que ele se agite e reviva. Maravilhosa é a vida assim, nesses amores que carregamos em nós.

Letícia Thompson
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