domingo, 1 de julho de 2012

Nietzsche para estressados - A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio


A MAIOR PARTE DAS GUERRAS PSICOLÓGICAS é iniciada mais pelo
que não se diz do que pelo que se diz.
Vamos imaginar uma cena: A está chateado com B e parou
de falar com B desde que este se esqueceu de lhe dar os parabéns
pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia foi ontem?”,
mas, como fi cou magoado com a falta de atenção do amigo
– que, na realidade, foi apenas um esquecimento –, resolveu pagar
na mesma moeda: o silêncio. B acabou se chateando com A, que
de uma hora para outra deixou de atender seus telefonemas e,
quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil.
São comportamentos infantis, porém muito mais comuns do
que se imagina. Quantos casais brigam por mal-entendidos que
duram dias ou meses até serem esclarecidos? A falta de comunicação
também está na origem de muitos confl itos vividos no
ambiente de trabalho.
Não dizer as coisas a tempo é um importante fator de estresse
no mundo tumultuado em que vivemos, pois possibilita interpretações
equivocadas que acabam pesando contra nós.
Nietzsche, que não tinha papas na língua, afi rma que é melhor
expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar as
palavras adequadas – do que ofender com o silêncio.

Livro  : Nietzsche para estressados
Autor : Allan Percy
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