sexta-feira, 27 de abril de 2012

Despedida - José G. de Araújo Jorge


Toda vez que nos despedimos, tontos de amor,
enquanto me afagas, enquanto te afago,
teus olhos escuros, vidrados,
tem um brilho interior
de lua no fundo de um lago...
Toda vez que nos despedimos
à espera de uma inquietante outra vez,
enquanto recostas tua cabeça em meu peito,
te olho nos olhos, pensando que nunca nos vimos,
e me olhas também, mas parece que não me vês...
Toda vez que nos despedimos
- toda vez -
há um mundo de ternura em teus olhos, um mundo
estranho e profundo,
como os reflexos da luz no vinho que ficou
no fundo
de duas taças, após a embriaguez...



José G. de Araújo Jorge

Um comentário:

  1. Éramos felizes e não sabíamos.

    Nosso amor não precisava se tornar mundano,
    estava escrito nas estrelas do firmamento,
    que nos encontraríamos novamente aqui...

    Mas o mundo nos consumiu na dor do ciúme
    que é erva daninha no jardim do coração,
    e tudo se perdeu em uma chuva de ilusão
    que cegou-nos por completo!

    Não tem mais começo, meio e fim...
    nossa história morreu de sede
    na beira do rio.
    Parti de ti ferido assim como partistes de mim.

    Mando Mago Poeta 17:24 25/09/2012
    http://osventospoeticos.blogspot.com/

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