segunda-feira, 12 de março de 2012

Abelhas e Flores - Roque Schneider

1 - Tão comunitárias, tão solidariamente laboriosas as abelhas de uma colmeia! E tão obsessionadas pelas flores. Porque, nas flores, elas buscam o pólen, o mel. Para o armazém de seus favos.
Não raro, sem o saber, buscando mel, as abelhas encontram veneno. O veneno fatal, que certas flores escondem. E milhares de abelhas operárias tombam mortas, em pleno vôo de regresso, ou junto ao colmeal.
2 - As flores enfeitam caminhos da vida. E a gente pode encarnar o gesto da flor, perfumando os caminhos alheios. Levando alegria, otimismo, generosidade e bem querer aos irmãos de caminhada.
Por outro lado, fica-nos sempre também a possibilidade de envenenar, como as flores traiçoeiras que matam abelhas.

Senhor,
que eu seja perfume e vida,
hoje, amanhã e sempre:
em toda parte, a cada instante.
Deve ser terrivelmente frustrante
destino da flor suicida,
destino da flor traiçoeira, assassina,
cheia de fel agressor
Por que converter-me em causa de morte
àqueles que me procuram,
SE NASCI PARA SER FLOR,
perfume, vida,
ressurreição e amor?

Nenhuma história humana é escrita sem a presença de uma ou duas mãos amigas que se estendem em nossa direção.
E mundo algum poderá aproximar-se de Deus, se em cada coração não pulsar a bondade!
Enquanto enxugo lágrimas alheias, não encontro tempo para chorar!
Sempre pensei que a cruz mais pesada era a minha.
Quando senti a cruz dos outros, mudei rapidamente de ideia!

Pe. Roque Schneider - Pausa para meditação
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